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3 - Equilibrista

Publicado: Quinta, 11 de Julho de 2019, 10h57 | Última atualização em Quarta, 17 de Julho de 2019, 10h56 | Acessos: 843



Nhô Caboclo (Manuel Fontoura) 

Madeira, tecido e metal, sem data 
Águas Belas, Pernambuco


Tão enigmático quanto sua obra Nhô Caboclo, nascido Manoel Fontoura, dizia: “Não conheci ninguém, nasci só”. Descendente de índios, nasceu em uma aldeia Fulni-ô, localizada em Águas Belas, agreste pernambucano, não se sabe precisamente em que ano do século XX. 

Desde criança mostrava ter inclinação artística trabalhando com o barro e outros materiais pouco comuns. Fez uma passagem por Caruaru “tirando peça de barro com Vitalino” mas, segundo ele, as peças eram “mortas”. Foi em Recife, já adulto, que começou a trabalhar com madeira, sucata, flandres, criando uma obra singular, cheia de movimento e equilíbrio. O mistério sobre sua origem se reflete em suas peças de construções ímpares com figuras igualmente inusitadas. 

Artista à frente do seu tempo, em sua obra expõe as lutas e resistência do povo através dos navios guerreiros, dos navios de escravos acorrentados, do toré, dos ranchos, seres em luta e em busca de equilíbrio. Nhô Caboclo faleceu em 1976. 

Esta peça foi adquirida entre 1967 e 1975, sendo registrada no Livro de Tombo do Museu de Arte Popular (MAP) em 1975, não se sabendo a data exata da sua aquisição. Naquele momento o MAP já estava sob administração do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, hoje Fundação Joaquim Nabuco. 

Albino de Oliveira e Geliane Baracho 

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