Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

UM OLHAR ANTROPOLÓGICO PARA O SERTÃO EM “A HISTÓRIA DA ETERNIDADE”

Criado: Sexta, 27 de Fevereiro de 2015, 16h31 | Publicado: Sexta, 27 de Fevereiro de 2015, 16h31 | Última atualização em Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 20h35 | Acessos: 1929

Irandhir Santos estrela A História da Eternidade, em cartaz no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco

Por Cesar Castanha

Apesar de não ser ainda um tema raro no cinema nordestino, o Sertão tem inspirado cada vez menos filmes nos últimos anos. Em Pernambuco, o interesse quase militante por questões urbanas tem ficado mais claro, e o litoral do Estado, também ganho certa evidência em filmes como Eles Voltam (Marcelo Lordello, 2012) e Ventos de Agosto (Gabriel Mascaro, 2014).

Na verdade, mesmo filmes como Cinema, Aspirinas e Urubus (Marcelo Gomes, 2005), Deserto Feliz (Paulo Caldas, 2007) e o cearense O Céu de Suely (Karim Aïnouz, 2006) já utilizavam o Sertão menos como tema e mais como ambientação. Pessoalmente, acho que o Sertão caracterizado, temático e acentuado sempre foi uma afetação antropológica mais sudestina.

Talvez por isso A História da Eternidade (Camilo Cavalcante, 2014) tenha me parecido um filme envelhecido, embora não ache que seria muito melhor em qualquer outra época. A História da Eternidade faz uma leitura bastante simplista do Sertão. De certa maneira, estranhamente nostálgica. Se nem tudo é bom para todos os personagens, todos eles acabam satisfeitos com o que tem. É isso mesmo, a vida segue, o filme parece dizer, e alguns amigos que gostam do filme (há uma boa multidão comovida) concordam que é mais ou menos isso. Não sei se há como ser muito mais reacionário que isso.

Apesar de louvar liricamente os sonhos e a liberdade de cada personagem, A História da Eternidade não está muito interessado em lhes dar nada além da vida determinada, que o filme observa com fascínio antropológico. Além disso, espera a aceitação final de todos. Meninas e mulheres saberão o seu lugar na vida que está escrita, por toda a eternidade.


SERVIÇO

- Filme A História da Eternidade

- Sessões:

Sábado (28/01) – 18h e 20h25

Domingo (01/03) e Quarta-feira (04/03) – 14h20 e 18h30

Terça-feira (03/03) – 16h20, 20h25

- Ingressos: R$ 5,00 (meia) e R$ 10,00 inteira

- Cinema da Fundação:  rua Henrique Dias, 609 - Derby - Recife - PE

registrado em: ,
Fim do conteúdo da página

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar o fundaj.gov.br, você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito, acesse Política de privacidade. Se você concorda, clique em ACEITO.