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Mulher Idosa Em Pernambuco: Empoderamento e seus entraves

Publicado: Quinta, 22 de Fevereiro de 2018, 08h52 | Última atualização em Segunda, 13 de Mai de 2019, 12h43 | Acessos: 924

Apresentação:

A Diretoria de Pesquisas Sociais da Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ) desenvolve pesquisas sobre a temática do envelhecimento desde o final da década de 80. Tal iniciativa se deu em virtude dos desafios decorrentes do processo de transição demográfica. Essa mudança corresponde à ampliação da população idosa no país em um curto período de tempo, necessitando, portanto, de políticas e ações adequadas à nova configuração populacional. Os países centrais, atentos a essa perspectiva e tendo sido os primeiros a registrarem a transição demográfica, vem definindo diretrizes para enfrentar este desafio, estabelecidas principalmente quando da elaboração dos Planos Internacionais definidos nas duas Assembleias Mundiais sobre o Envelhecimento (em Viena e em Madri, respectivamente, nos anos de 1982 e 2004).
No Brasil, assim como na maioria dos países da América Latina, esse processo de transição demográfica, é posterior ao ocorrido nos países centrais, no entanto, realiza-se dentro de um ritmo mais rápido e em condições diferentes, tendo em vista que grande parte da população jovem também passa por sérias dificuldades, convivendo ainda com as profundas desigualdades sociais existentes nesta região.
Sendo assim, é imprescindível conhecer a realidade local, para lidar com este desafio, de forma a não importar diretrizes ou políticas inadequadas à nossa dinâmica socioeconômica e cultural.
Esses estudos, que vem servindo para questionar os paradigmas dominantes sobre a velhice e propor contribuições para a elaboração das políticas públicas respaldadas nas reivindicações do movimento organizado do coletivo idoso, ganharam neste trabalho uma nova parceria: a Secretaria da Mulher de Pernambuco. A presente pesquisa vem fazer justiça às mulheres de mais sessenta anos de idade do estado, que jamais tiveram suas demandas devidamente atendidas, pois nem sequer haviam sido identificadas.
Os resultados e a análise dos dados coletados já foram apresentados ao coletivo de mulheres idosas em duas ocasiões: no II Fórum Nacional da Mulher Idosa e no Fórum Estadual da Aplicabilidade da Lei Maria da Penha às mulheres idosas, ambos realizados em Recife. Foram também apresentados em quatro eventos científicos: no XVI e XVII Congresso Brasileiro de Sociologia (no primeiro, como projeto e apenas dados secundários da pesquisa); no 18º Encontro da Rede Feminista Norte e Nordeste de Estudos e Pesquisa sobre a Mulher e Relações de Gênero (REDOR) ; e no I Workshop de Especialização em Gerontologia. Ainda como produto da pesquisa, foram publicados dois artigos em Revistas Científicas: Revista Feminismos (www.feminismos.neim.ufba.br/ ISSN: 2317-2932) e na Série Família e Gênero, número 15, publicado pela Editora Universitária , organizado por Longhi, Marcia e Lafayette de Almeida Conceição. Etapas da vida: Jovens e Idosos na contemporaneidade (ISBN 978-7315975-2).

Infográficos

 

    

 

Procedimentos amostrais:

A área de estudo foi composta pelos 185 municípios do estado de Pernambuco. O universo amostral foi a população de mulheres  com sessenta e mais anos de idade.  Foi calculada uma amostra representativa das mulheres idosas de Pernambuco tendo sua distribuição pelas regiões  sido efetivada   considerando unicamente o percentual da população idosa no município e sua representatividade dentro deste coletivo no estado. Tratou-se de uma amostra estratificada (estratificação combinada estatística e geográfica por mesorregião).
O estado possui 529.487 mulheres idosas e, de acordo com os cálculos da amostra, foi definida a  aplicação de 4.500 questionários distribuídos por 60 municípios de acordo com a Tabela a seguir:

 
 
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