Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Imprensa > Exposição Assucar abre ano comemorativo dos 70 anos da Fundaj
Início do conteúdo da página

Exposição Assucar abre ano comemorativo dos 70 anos da Fundaj

Publicado: Sexta, 15 de Março de 2019, 20h56 | Última atualização em Sexta, 15 de Março de 2019, 20h59 | Acessos: 506

Evento contou com solenidade, abertura da exposição e café da manhã com as comidas do livro Assucar

“Estamos realizando um resgaste histórico do passado para termos um olhar para o futuro.” Com essas palavras, o presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Alfredo Bertini, abriu hoje (15) as comemorações dos 70 anos da Fundaj e 40 anos do MUHNE. A programação teve início em solenidade no Conselho Diretor e seguiu para o desenlaçar da fita que abriu as portas da exposição Assucar, na sala Mauro Mota, que celebra os 80 anos da obra homônima de Gilberto Freyre.

A cerimônia de abertura reuniu discursos de personalidades próximas a Fundaj que celebraram o legado do autor. “Todas as homenagens a Freyre hoje e sempre, porque a partir dele passamos a compreender e valorizar nossa cultura. Temos o dever de nunca deixar morrer essa chama que foi acesa,” disse a escritora da Academia Pernambucana de Letras, Maria Lectícia Cavalcanti. A filha do sociólogo, Sônia Freyre, agradeceu em nome de toda família a homenagem ao livro Assucar: “Foi por causa dele que começamos a dar valor aos nossos quitutes.”

O neto do escritor e secretário de Cultura do Estado, Gilberto Freyre Neto, afirmou que no caminho, o patrono da casa e seu avô está protegendo, patrocinando e induzindo todos a um comportamento de avanço. E o público que assistiu aos discursos também ganhou um sábio conselho do ex-governador de Pernambuco, Joaquim Francisco: “Exagere.” Disse sobre as comemorações. “Tenho a mesma idade da Fundação e digo que tudo que você puder fazer, não será exagerado.”

O presidente Alfredo Bertini finalizou a mesa agradecendo a oportunidade de estar à frente da instituição em um momento momento de datas tão significativas. “Espero que em 16 de março de 2020, um dia após o término da nossa programação, poder dizer: exageramos.” Ao fim, todos seguiram para a abertura da exposição.

Exposição Assucar
O presidente Alfredo Bertini juntou-se a Sônia e Gilberto Freyre Neto para desfazer o laço que abriu as portas exposição Assucar. A sala Mauro Mota, decorada com folhas e canas de açúcar, trouxe à vida o universo do livro e reuniu peças do acervo do Museu do Homem do Nordeste que remetiam à culinária nordestina tradicional.

“O conceito da nossa exposição é que não há casamento mais indissolúvel do que um autor e sua obra. É uma festa de celebração de um casamento que dura 80 anos entre Gilberto Freyre e o livro Assucar”, explica a curadora da exposição, Ciema Mello. Segundo ela, hoje é dia do texto inaugural da antropologia da alimentação. Ante ao Brasil inteiro, não só no Nordeste, o bolo é precursor de uma festa. Por isso, a primeira edição do livro Assucar foi servido ao público em um suporte de bolo, acompanhado de uma vela.

Após a exposição, o público seguiu para a segunda parte da experiência: provar as comidas que Freyre menciona em sua obra. Bolo de rolo, doces de caju, banana, batata doce, goiaba e jaca, bolo de milho, doce de leite, queijo do reino e muitas outras delícias compuseram uma grande mesa de café da manhã no pátio do casarão Solar Francisco Ribeiro Pinto Guimarães.

Casa Grande e Senzala no Cinema na Fundação
Às 19h, a programação segue para o Cinema do Museu com a exibição do documentário Casa Grande e Senzala, do cineasta Nelson Pereira dos Santos. Os quatro episódios do documentário serão exibidos na Sessão Cinemateca, divididos entre as sessões dos dias 15 e 16 de março. O filme se baseia na obra homônima de Gilberto Freyre, que trata sobre as influências da miscigenação entre o colonizador, o índio e o negro no Brasil.

registrado em: ,
Fim do conteúdo da página