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Exposições recordaram via crucis em Sexta-feira da Paixão

Publicado: Terça, 06 de Abril de 2021, 11h10 | Última atualização em Terça, 06 de Abril de 2021, 11h11 | Acessos: 43

Com acervos da Fundaj, ‘Via Sacra’ e ‘A Via Sacra e a Arte Popular’ destacaram produções de mestres artesãos e xilogravuristas nordestinos

 

A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), por meio da Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca), lançou duas exposições em seu canal do YouTube, na última sexta-feira (2). Na data, os católicos celebram a Sexta-feira da Paixão, dia que rememora a via crucis de Jesus Cristo. Em formato de vídeo, ‘Via Sacra’ e ‘A Via Sacra e a Arte Popular’ mesclam ao longo de cerca de 14 minutos acervos do Museu do Homem do Nordeste (Muhne) e do Centro de Estudos da História Brasileira (Cehibra) para recontar a história. Ambas as mostras seguem disponíveis no YouTube da Fundaj,

A exposição ‘Via Sacra’, que exibe um álbum xilográfico do paraibano José da Costa Leite, do acervo do Cehibra, abriu a celebração. Além de xilogravurista, o artista atua também como cordelista. Por isso, a abertura contou com os versos rimados, que recontam em estações a história da condenação de Jesus à morte na cruz. Ancorados na empatia, destacam-se as participações de Simão, o Cirineu, e Verônica.

Na sequência, 15 xilogravuras são exibidas. Dentre as características que chamam atenção na obra de Costa Leite, o preenchimento quase completo da estampa é um que especialmente o distingue de outros nomes conhecidos pela técnica. A trilha sonora é marcada pelo violino solitário do instrumentista F. Pratali, que executa desde composições autorais até “Andante Sonata”, do alemão Johann Sebastian Bach . A única exceção é a faixa “Kyrie”, gravada pela Orquestra Armorial em 1975.

Confira
Exposição Via Sacra (https://youtu.be/HVlh2d4cY4Q)
Exposição A Via Sacra e a Arte Popular (https://youtu.be/uGw8X1kpEXQ)

Composta de forma eclética, a segunda mostra ‘A Via Sacra e a Arte Popular’ exibiu em detalhes esculturas em argila de mestras artesãs e mestres artesãos. São obras como “Crucifixo”, da tracunhaense Antônia Leão (1914-1990), cerâmicas de Severino Vieira e Zé Caboclo também são exibidas. Em sua maioria, as obras apresentam tons de terracota e destacam o processo de queima das peças. Já o “Cristo Crucificado”, de Manuel Antônio, tem a cerâmica policromada, ou seja, revestida de cores. A trilha sonora é de Antônio Madureira.

Abrindo a segunda sessão da exposição, mulheres cantam a incelença “Sexta-feira Santa”. A expressão musical, típica de cidades do Ceará e da Paraíba, é conhecida como os benditos de defuntos ou cantigas de sentinela. É música para a hora da morte, que coaduna com a exibição de outro álbum xilográfico. Desta vez, a Via Sacra exibida é de assinatura de Inocêncio Medeiros da Costa, o Mestre Noza (1897-1983), escultor pernambucano de Taquaritinga do Norte. As faixas sonoras utilizadas integram o acervo da Fonoteca do Cehibra.

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