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Estudo coordenado pela Fundaj e três universidades revela hábitos religiosos durante pandemia

Publicado: Quarta, 31 de Março de 2021, 14h32 | Última atualização em Quarta, 31 de Março de 2021, 14h45 | Acessos: 116

Pesquisa feita no Brasil e em Portugal foi publicada no livro Persona Pandêmica - Investigação sobre a noção de identidade no pós-covid-19

 

A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), em parceria com a Universidade Federal da Paraíba, a Universidade Católica de Pernambuco e a Universidade Lusófona de Portugal, realizou um estudo sobre as experiências religiosas da população durante a pandemia da Covid-19. A pesquisa foi baseada em uma enquete online realizada no Brasil e em Portugal e está reunida no livro Persona Pandêmica - Investigação sobre a noção de identidade no pós-covid-19. Esta é a segunda vez em que a Fundaj e Portugal estão juntos na análise sensível e inteligente da pandemia: a primeira foi para viabilizar a publicação de quase 200 textos em série do escritor português Gonçalo M. Tavares, no site e redes da Fundação.

O lançamento da publicação, que tem como principal objetivo entender como a religião e espiritualidade impactaram e foram impactadas pelo isolamento social, foi realizado pela Editora da Universidade Lusófona de Portugal. A etapa brasileira do estudo aconteceu entre maio e julho de 2020 e mais de 1,5 mil pessoas responderam ao questionário, entre cidadãos de 20 estados do Brasil e moradores de outros países como França, Angola, Espanha e Emirados Árabes. Já a fase portuguesa contou com 380 respostas.

“A pesquisa surgiu do desejo de compreender o impacto causado pela maior pandemia do nosso século na vivência religiosa. Nosso objetivo era explorar tanto as maneiras como as práticas religiosas e espirituais se adaptavam às regras sanitárias impostas pela pandemia como também perceber se o sentido de conexão, vivenciado pelos fiéis das diferentes tradições religiosas, contribuiu para uma maior resiliência perante os desafios do momento”, explica Rosalira Oliveira, doutora em Antropologia pela Pontifícia Universidade Católica e pesquisadora da Fundaj que participou do estudo.

As perguntas do questionário abordaram desde as condições de vida dos participantes e fontes de informação, a sentimentos e vivência religiosa durante a pandemia. Os sentimentos citados com maior frequência foram fé, esperança, incerteza e preocupação. Já no que diz respeito às práticas espirituais, mais de 72% das pessoas que responderam a pesquisa afirmaram que não estavam participando de nenhuma atividade realizada presencialmente.

No que diz respeito à religião dos participantes, a maioria se declarou católica (47,3%), seguidos dos espíritas kardecistas (9,2%). As tradições de matriz africana totalizaram 14% dos respondentes, sendo 6,7% candomblecistas, 3,7% como praticantes do catimbó/jurema e 3,6% como umbandistas. Mais de 7% do grupo se definiu como espiritualista, sem vínculo com nenhuma tradição religiosa específica e quase 6% declarou não seguir uma religião específica, mas professam a crença na existência de um ser superior.

No Recife e em Olinda, as celebrações católicas começaram a ser transmitidas via internet em março de 2020, como medida sanitária para evitar aglomerações e a disseminação da Covid-19. Cerca de 37% dos entrevistados seguiram de forma virtual os rituais como missas, cultos e xirês. A maioria deles (56,7%) declarou se dedicar às práticas religiosas sozinhos, mas 15% dos participantes citaram na pesquisa a importância da comunidade religiosa.

“Creio que os dados da pesquisa nos permitem afirmar que este sentido de pertencimento a uma comunidade espiritual traduz o verdadeiro re-ligare proporcionado pela religião, em suas diferentes manifestações”, conta Rosalira.

Os resultados do questionário apontam ainda para um debate sobre a influência das práticas religiosas no bem-estar da população durante a pandemia e as transformações sociais por meio de ações. Os principais benefícios da manutenção de atividades espirituais relatados pelos participantes da enquete foram a permanência do contato com o divino, o sentimento de esperança e a construção da paz interior. Outras pessoas citaram, ainda, a redução da ansiedade e o sentimento de estar acompanhado.

Dentre as ações sociais praticadas pelas comunidades religiosas das quais os participantes fazem parte, foram citadas a distribuição de alimentos e de produtos de limpeza, de máscaras respiratórias e o atendimento a famílias e pessoas contaminadas pela Covid-19. Também foram citadas ações de caráter coletivo, como doação de material médico para hospitais, asilos e casas de caridade.

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