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Artigo sobre metodologia usada pela Fundaj na pesquisa de Brumadinho/MG será publicado por revista científica

Publicado: Terça, 09 de Fevereiro de 2021, 15h58 | Última atualização em Terça, 09 de Fevereiro de 2021, 15h58 | Acessos: 85

Pesquisadores realizaram uma abordagem metodológica de Sensoriamento Remoto para o monitoramento da contaminação do rio Paraopeba/MG

Desenvolvido em março de 2019 pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), por meio do Centro Integrado de Estudos Georreferenciados (CIEG) da Diretoria de Pesquisas Sociais (Dipes), o artigo sobre a metodologia de Sensoriamento Remoto para o monitoramento da contaminação do rio Paraopeba pós-desastre de Brumadinho/MG, será publicado na revista científica Ciência e Natura. O trabalho seguiu para o processo de edição na Central de Periódicos, sob responsabilidade do Centro de Ciências Naturais e Exatas, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

"O reconhecimento da comunidade acadêmica é importante demais. Só reforça que o nosso método estava correto e tinha correção científica. A revista brasileira Ciência e Natura, com referência Capes Qualis A, é criteriosa e por isso nosso artigo passou oito meses em processo de avaliação", destaca o coordenador do CIEG, Neison Freire.

Os pesquisadores da Fundaj criaram um método inovador - medição de energia eletromagnética em imagens de satélites norte-americano LandSAT 8 e francês Sentinel 2 - para monitorar o deslocamento da lama em direção à Bacia Hidrográfico do Rio São Francisco (BHSF) e possíveis desdobramentos socioambientais. Além de avaliar o risco de contaminação do Rio São Francisco.

Foi processado um algoritmo de álgebra espacial que calcula a diferença de energia eletromagnética refletida pelo rio Paraopeba antes e depois do desastre de Brumadinho. A nova abordagem permitiu mapear com clareza a pluma de contaminação na água que não é visível aos olhos humanos.

"Após acompanharmos esse deslocamento de lama ao longo do rio Paraopeba, a pesquisa comprovou que parte dele ficou totalmente morto. Calculamos também que, aproximadamente três meses depois do derramamento de rejeitos ocorrido no dia 25 de janeiro de 2019 no município de Brumadinho/MG, parte desse rejeito chegou a grande represa de Três Marias, onde está situada a última usina hidrelétrica do Sistema Furnas-Cemig", ressalta Neison.

Ao lado da pesquisadora da Fundaj, Beatriz Mesquita, o pesquisador Neison Freire realizou um trabalho de campo em alguns municípios atingidos pós-desastre de Brumadinho/MG. Durante três meses, notas técnicas foram publicadas no site da Fundação Joaquim Nabuco.

"Verificamos juntos que havia um verdadeiro caos na região, com impactos socioeconômicos e ambientais ainda pouco mapeados, principalmente para as populações de alta vulnerabilidade social que estão presentes naquela área. São as atividades de mineração que estão impactando o Rio São Francisco, cujo expoente maior foi o desastre de Brumadinho, mas o primeiro antecedente foi o rompimento da barragem de Mariana, também da empresa Vale", pontua Neison.

Desastre

No dia 25 de janeiro de 2019, houve um colapso da barragem de rejeitos de mineração do Córrego do Feijão, em Brumadinho/MG, que pertencia a empresa Vale. A tragédia criou uma avalanche de rejeitos de mineração, de aproximadamente 12 milhões de metros cúbicos.

Com uma grande velocidade inercial de destruição, uma massa de destruição ao longo do Córrego do Feijão atingiu, dois dias depois, o rio Paraopeba, que é um dos principais contribuintes do alto do Rio São Francisco.

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