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Celebrações da Memória alcança marca de 3 mil views

Publicado: Sexta, 20 de Novembro de 2020, 18h12 | Última atualização em Segunda, 23 de Novembro de 2020, 13h17 | Acessos: 82
De setembro a novembro, parceria entre a Fundaj e a APL recebeu acadêmicos para falar de personalidades e fatos históricos 
 
De nomes como Carlos Pena Filho e Capiba a marcos históricos como a Revolução de 30, o projeto Celebrações da Memória ampliou o repertório biográfico e documental disponível na Internet. Em parceria inédita, a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e a Academia Pernambucana de Letras (APL) promoveram um circuito de nove palestras, com filósofos, escritores, poetas, músicos e professores universitários. A iniciativa chegou ao fim na última quarta-feira (18), mas continuará disponível no canal da Fundaj no YouTube. Desde que foram publicados, os vídeos já somam 3.072 visualizações.
 
Coube à pianista Elyanna Caldas, detentora da cadeira 14 da APL, concluir a série revisitando histórias do surubinense Lourenço Barbosa. Que,  por onde passou, todos conheceram por Capiba (1904—1997). As composições do conterrâneo do velho guerreiro Chacrinha, foram revisitadas no piano da acadêmica. Assim, será difícil para quem conferir a palestra-recital não se emocionar. Os choro ‘Quem for bom me acompanhe’, o maracatu ‘É de tororó’ e o frevo ‘Um pernambucano no Rio’ estão lá, em memória e notas. “Concluímos com sucesso. São celebrações das memórias que compõem quem somos como nação”, festejou o presidente da Fundaj, Antônio Campos.
 
Iniciado no dia 23 de setembro, a primeira palestra do Celebrações da Memória contou com a leitura do ensaísta e filósofo Ângelo Monteiro, detentor da cadeira 34, sobre o poeta Carlos Pena Filho (1929—1960). Monteiro lembrou o período em que os jornais pernambucanos mantinham todos seu suplemento literário e falou do frescor e luzes do autor do poema ‘Chopp’. Enquanto no dia 30, o mistério e impacto de Clarice Lispector (1920—1977), além de causos da autora de Perto do Coração Selvagem (1943), foram pontos abordados na descontraída palestra da escritora Luzilá Gonçalves Ferreira, detentora da cadeira 31.
 
A admiração também ressoou, como quando o jornalista José Mário Rodrigues, acadêmico da cadeira 30, falou sobre o poeta e engenheiro estrutural Joaquim Cardozo (1897—1978) no dia 7 de outubro. O que rendeu recital, com participação dos músicos Aline Florentino e Lucivânio Jatobá, em memória do pernambucano escolhido por Oscar Niemeyer para a execução de alguns dos principais projetos da capital federal. Já no dia 14, o presidente da APL, Lucilo Varejão Neto, detentor da cadeira 2, lembrou a trajetória e bibliografia do avô: Lucilo Varejão (1892—1965). Nome pouco mencionado, mas importante para a ficção literária no Estado.
 
Tiveram também muitos Joãos. Começando pelo diplomata recifense João Cabral de Melo Neto (1920—1999), autor do consagrado auto de natal Morte e Vida Severina (1955), no dia 21 de outubro. Coube ao médico e escritor Alvacir Raposo, ocupante da cadeira 39, falar do poeta que acompanhou do início da carreira até o que chamou de consolidação do seu estilo. Enquanto em 11 de novembro, a advogada Ana Maria César, detentora da cadeira 5, falou sobre a Revolução de 1930, sob a ótica nordestina, considerando as histórias do presidente de Pernambuco João Suassuna (1886—1930), o advogado João Duarte Dantas (1888—1930) e o presidente da Paraíba, João Pessoa (1878—1930).
 
Dentre as palestras emocionantes, o merecido destaque às memórias do arquiteto e urbanista José Luiz Mota Menezes, professor da UFPE e detentor da cadeira 7. No dia 28 de outubro, o acadêmico de 84 anos lembrou desde causos pessoais alinhados à história nacional, quando como viu serem retiradas de tambores as cabeças de Virgulino Lampião e Maria Bonita, ainda em Alagoas. Mas, também, elementos extintos do Recife, como a Ponte Giratória. Por sua vez, no dia 4 de novembro, o professor universitário Lourival Holanda, especialista em Teoria da Literatura e detentor da cadeira 4, contemplou a estética literária no texto do sociólogo Gilberto Freyre (1900—1987).
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