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Mesa virtual debate cenários da Sociologia do Nordeste à Colômbia

Publicado: Terça, 10 de Novembro de 2020, 11h06 | Última atualização em Terça, 10 de Novembro de 2020, 11h06 | Acessos: 71
Transmitido via YouTube, especialistas apresentaram estudos e fizeram análises comparativas do ensino das Ciências Sociais na região brasileira
 
“Para que serve o sociólogo?”, provoca a diretora do Centro de Recursos para a Apredizagem (CREA), da Universidad Icesi, Ana Lucía Paz Rueda. “Um sociólogo tem a obrigação de atender assuntos sociais, que são fundamentalmente assuntos públicos”, responde, em seguida, em mesa virtual do Mestrado Profissional de Sociologia em Rede Nacional (Profsocio), da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). O encontro, desta segunda-feira (9), trouxe como eixo central o tema Desafios na formação da Licenciatura em Ciências Sociais e reuniu diversos estudiosos e especialistas para discutir os cenários do Nordeste à América Latina.
 
Promovida pela Diretoria de Pesquisas Sociais (Dipes), da Casa, via YouTube, a live contou com 180 reproduções ao longo da transmissão. Para rever, basta acessar o canal da Fundaj. Também participaram do debate, o  pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco e professor do Profsocio Wilson Fusco, a tutora do Programa de Educação Tutorial em Ciências Sociais, Eliane da Fonte e o coordenador do Curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Gilson Antunes. A mediação foi da socióloga e pesquisadora da Dipes Cibele Rodrigues.
 
A colombiana Paz Rueda traçou um panorama do ensino de Sociologia em países latino-americanos como Argentina e Chile e falou sobre a atualização que realizou dos programas de formação em Ciências Sociais no Brasil. “Vocês têm uma dupla formação, entre profissionais em Sociologia e educadores. Há muito sociólogos que se formam para ensinar Sociologia, o que não é o caso colombiano. Aqui os sociólogos raramente se dedicam ao ensino, mas, fundamentalmente, à investigação social. Outra diferença importante, é que detemos a oferta de cursos em Ciências Sociais nas instituições privadas e vocês em universidades públicas”, apontou.
 
Sem deixar de mencionar programas relevantes do País, como da Universidad de Bogotá, Ana Lucía destacou que em toda América Latina a formação em Sociologia se destaca pela solidez da prática teórica. Entretanto, ela lamenta os desafios para empregabilidade em todo o território e conta que a Colômbia já dedicou maior prestígio aos profissionais. “A Sociologia perdeu lugar nos espaços públicos para a antropólogos e economistas. Nos anos 1970 e 1980, era um espaço privilegiado dos sociólogos, mas hoje são dominados por Economia, Administração e disciplinas afins. Estão reduzidos a ONGs”, reclama.
 
Na sequência, Wilson Fusco apresentou a pesquisa Ensino Médio no Nordeste: desafios da qualificação do trabalho docente, da Fundaj, produzida a partir de microdados extraídos dos censos escolares do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). No levantamento, diferente de Ana Lucía, ele questiona: “onde estão os profissionais de Sociologia no Nordeste?”. Com amostragens dos anos de 2013 e 2019, o estudo comparativo apontou que, ao longo de seis anos, o número de professores de Sociologia na região brasileira teve um crescimento percentual de apenas 2,1%. Em 2013, eram 15.423 docentes. No último ano, o registro foi de 15.423.
 
Desenvolvido em conjunto com Alexandre Zarias e Darcilene Gomes, também pesquisadores da Casa e professores do Profsocio, os dados destacaram municípios nordestinos onde a adequação do professor de Sociologia no Ensino Médio, em 2019, foi superior a 50%. Como Aracati, no litoral cearense, que alcançou 80% de adequação, Cuité, na região paraibana de Curimataú Ocidental, com 62%; seguido por Apodi, na chapada potiguar, somando 59%. Em sua apresentação, Fusco apresentou diversos cartogramas que traçam um perfil do profissional no Nordeste brasileiro. Dentre eles, destacou que as mulheres representam 59%  do total.
 
“A exploração desses microdados do Inep foram muito importantes na época da proposta de criação do Profsocio dentro da Fundação Joaquim Nabuco. Temos nele trabalhando de pesquisadores a estagiários dentro da Instituição”, concluiu o pesquisador. Participaram ainda das discussões Gilson Antunes e Eliane da Fonte, que falaram dos principais obstáculos enfrentados no âmbito acadêmico. Além de empregabilidade, outros assuntos que figuraram na ordem do dia foram evasão, legislação nacional e intercâmbio. “Muito bom conhecer um pouco da realidade de outro país”, disse o internauta Matheus M. Cavalcanti.
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