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"A ficção sempre esteve em Pernambuco", defende Lucilo Varejão Neto

Publicado: Quinta, 15 de Outubro de 2020, 11h46 | Última atualização em Quinta, 15 de Outubro de 2020, 12h18 | Acessos: 25
Em palestra na Fundaj, nesta quarta (14) presidente da APL recordou títulos publicados pelo avô e como eles foram recebidos
 
Inúmeros foram os admiradores do escritor recifense Lucilo Varejão (1892—1965). Dentre eles, críticos literários como o jornalista Luiz Beltrão. Eternizado como ‘o romancista de Olinda’, Varejão dedicou três de suas obras a causos e cotidiano da cidade histórica. Avô do presidente da Academia Pernambucana de Letras (APL), Lucilo Varejão Neto, teve sua história resgatada, nesta quarta-feira (14), na quarta edição do Celebrações da Memória. O projeto é uma parceria entre a Fundação Joaquim Nabuco e APL, transmitido no YouTube.
 
Autor de títulos como A Mulher do Próximo (Monteiro Lobato, 1925) e Beco das Almas (Artenova, 1976), seu nome foi uma das maiores referências entre as obras pernambucanas de ficção no Século XX. Exemplo é o conto O Destino de Escolástica (1919), integrante da tríade Romances Olindenses, em que Lucilo surpreendeu aos leitores e provocou verdadeiro burburinho na sociedade da época ao relatar o caso de amor proibido entre a protagonista e seu futuro cunhado. “Você imagine os preconceitos existentes em 1920, 1930”, reflete Varejão Neto.
 
Em sua palestra, o presidente da APL — detentor da cadeira nº 2, que pertenceu a seu avô e pai — apresentou um trecho de artigo publicado em 8 de agosto de 1983. “Lucilo Varejão: ninguém até hoje sequer se aproximou dele em prosa e verso. Nos surpreender e revelar os mistérios da Rua do Amparo, a mais característica da Era Colonial”, assegurou Luiz Beltrão, ao Diario de Pernambuco. Na contramão, as críticas também não foram deixadas de fora. Segundo o palestrante, o jornalista carioca Lima Barreto se surpreendeu com o excesso de padres na obra do seu avô.
 
Assim, ao longo de sua explanação, Lucilo Varejão Neto se divide entre a descrição comentada das obras do escritor homenageado e contextualizar sua recepção na sociedade da época. Além do avô, recorda nomes do Século XIX, como Nilo Pereira, Mário Sette, Farias Neves Sobrinho, Luiz Delgado e Manoel Arão. “A ficção sempre esteve presente em Pernambuco, embora com certo declínio devido mais à falta de divulgação do que produção”, observa, ao apontar as obras republicadas pelo seu pai, Lucilo Varejão Filho (1921—2010).
 
A palestra completa você confere no canal da Fundaj, no YouTube.
 
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