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Fundaj acende árvores de Natal

Publicado: Quarta, 23 de Setembro de 2020, 17h18 | Última atualização em Quarta, 23 de Setembro de 2020, 17h18 | Acessos: 117

Ato simbólico de celebração natalina aconteceu no jardim do campus Casa Forte e no Engenho Massangana, no Cabo de Santo Agostinho, na noite desta terça-feira (22)

É primavera, renovada a esperança. Na abertura da estação do ano que traz flores e alegria, a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) abriu a celebração natalina de 2020 acendendo árvores de Natal confeccionadas pelo Educativo do Museu do Homem do Nordeste (Muhne) - uma no jardim do campus Casa Forte, Zona Norte do Recife, e outra no Engenho Massangana, no Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife. O ato simbólico foi realizado na noite desta terça-feira.

O tema do Natal da Instituição neste ano é a esperança. "É com grande alegria, mesmo nesse momento de tanta adversidade, mas de resiliência do mundo, que acendemos um símbolo de esperança. Antecipamos essa celebração tão especial que simboliza o renascimento de Cristo'", declarou o presidente da Fundaj, Antônio Campos.

As árvores de Natal da Fundaj, destacou, são simples como Cristo, mas de grande simbolismo pois respeitam o critério da sustentabilidade e têm características nordestinas.

Participaram da confecção dos enfeites das árvores crianças das comunidades do Areal, em Apipucos, e de Massagana e Camela, no Cabo e em Ipojuca, respectivamente. Os pequenos bordaram mensagens positivas em folhas, fizeram rosas de garrafas recicladas, cartazes com temas natalinos, entre outros. "Quero dizer também que as crianças e os jovens são o futuro da nossa nação, então nunca deixem a esperança morrer. Vocês são o símbolo vivo da esperança", completou Antônio Campos.

Construídas com garrafas recicláveis, tecidos de malha e fios de led, as árvores têm quatro metros de altura.
"A ideia é que até o fim do ano a gente continue alimentando a árvore com enfeites confeccionados em oficinas promovidas junto as comunidades de Areal, Camela e Massangana. E também retribuí-las com uma campanha de solidariedade que arrecadará alimentos para os moradores", explicou a Coordenadora do Educativo do Muhne, Edna Silva.

A ação no campus Casa Forte contou com a participação da antropóloga do Museu do Homem do Nordeste, Ciema Mello, da educadora do Muhne Élida Nathália, além de algumas crianças e adolescentes da Comunidade do Areal.

"A Fundação sempre foi solidária. A iniciativa de antecipar o Natal significa esperança. Dias melhores certamente chegarão para todos nós. O Museu do Homem do Nordeste sofreu muito com a pandemia, mas a solidão já está acabando", disse Ciema Melo.

As luzes de natal que todo ano ajudam a acender o espírito natalino também iluminaram a árvore do Engenho Massangana. Ela simboliza uma maior integração entre o engenho e a comunidade. "Reunirmos nossa comunidade em torno da construção da árvore. Com artesanatos feitos de materiais recicláveis e bordados na folha de bananeira, procurarmos transmitir mensagens de esperança para esse período difícil que estamos passando", afirmou Simone Patrícia, idealizadora do projeto Reconstruir e moradora da comunidade de Camela.

Para os pequenos que participaram da confecção dos enfeites, foi uma alegria vê-los instalados nas árvores. "Recebi a ajuda da minha mãe. Fiz uma árvore de natal e escrevi uma mensagem na planta. Foi divertido e aprendi bastante", comentou Stephany Mirelley, 10 anos, moradora da Comunidade do Areal.

Para Claudio Miguel, 13 anos, o Natal significa prosperidade. Ele também é morador da comunidade do Areal. "O ciclo natalino é felicidade e esperança por dias melhores. Foi por isso que desenhei uma árvore bem grande. Em 2020 parei de estudar por conta da pandemia e fiquei triste. Espero que 2021 seja de felicidade. O Museu do Homem do Nordeste está dando voz a nossa comunidade", disse.

Montagem
Para ensinar o passo a passo do bordado às criancas, a equipe de Ações Educativas do Muhne e Engenho Massangana realizou uma oficina de bordados em vídeo.

Para a confecção dos trabalhos foram doados 40 kits higienizados pelo Educativo do Muhne com os materiais necessários para as comunidades, contendo diversos tipos de linha, como costura e crochê, com gramaturas e cores variadas, lantejoulas, tesouras, colas e papéis.

Donativos
A Fundaj também iniciou nesta terça-feira a campanha de arrecadação de donativos. Todos os campi da Fundação (Campus Sede, em Casa Forte; Derby, no Centro do Recife; Apipucos, na Zona Norte, e Engenho Massangana, no Cabo de Santo Agostinho) estarão recebendo doações de alimentos que serão distribuídos entre as famílias das crianças das comunidades envolvidas no projeto das árvores.

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