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Cinco pesquisadoras da Fundaj concluem doutorado

Publicado: Sexta, 11 de Setembro de 2020, 15h13 | Última atualização em Sexta, 11 de Setembro de 2020, 17h01 | Acessos: 155

Políticas públicas de combate ao trabalho infantil, de aperfeiçoamento de estudantes, formação de professores, piso salarial e valorização de educadores foram avaliadas em teses defendidas pelas servidoras da instituição

A última defesa do doutorado em Políticas Públicas da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) foi realizada em agosto deste ano. Entre os alunos e alunas, cinco pesquisadoras da instituição participaram da formação: Zarah Lira, Mônica Monteiro, Suiany Padilha, Verônica Fernandes e Maria das Graças Vasconcelos. Em parceria com a Fundaj, a capacitação foi promovida pelo Doutorado Interinstitucional (Dinter) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas (PPGPP). De 2016 a 2018, os alunos participaram de disciplinas como “Teoria Política” e “Implementação e Avaliação de Políticas Públicas”. As teses começaram a ser defendidas e qualificadas a partir do final de 2018.

“É um ciclo se fecha. Este foi o único doutorado da Fundaj. Pela modalidade Dinter com a UFMA, o curso possui nível 6 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal (Capes). Tivemos cinco excelentes trabalhos avaliados, e agora, as cinco pesquisadoras são qualificadas como doutoras em Políticas Públicas”, enfatizou a coordenadora do doutorado na Fundaj, dra. Alexandrina Sobreira.

Das alunas da Fundaj, a primeira a defender sua tese foi a pesquisadora Mônica Monteiro. Em dezembro de 2018, ela apresentou o trabalho “O Programa Novo Mais Educação: uma avaliação política da política”. A Profa. Dra Valéria Almada Lima foi sua orientadora. “Atenta aos movimentos que indicavam rupturas em relação aos processos de expansão e de consolidação de políticas públicas, reorientei a proposta inicial de projeto para propor uma análise interpretativa de uma das novas políticas educacionais que emergiam em 2016. Assim, concentrei esforços para registrar e capturar as múltiplas determinações econômicas e políticas que dirigiram a ação do Ministério da Educação para o lançamento do Programa Novo Mais Educação”, explicou. O programa estudado pela doutora surgiu em 2016 e objetiva melhorar a aprendizagem em língua portuguesa e matemática no ensino fundamental. Isso por meio da ampliação da jornada escolar de crianças e adolescentes.

Já a servidora aposentada Maria das Graças Vasconcelos defendeu a tese “O Enfrentamento ao Trabalho da Criança e do Adolescente: uma avaliação política do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil no Brasil”. Ela apresentou seu trabalho em setembro de 2019, tendo como orientadora a Profa. Dra Valéria Almada Lima. O programa avaliado na pesquisa foi criado pelo Governo Federal e visa proteger crianças e adolescentes (menores de 16 anos) contra qualquer forma de trabalho. Isso por meio de estratégias para garantir que frequentem a escola e atividades socioeducativas. A iniciativa oferece auxílio financeiro mensal, pago à mãe ou ao responsável legal do menor. “Além da focalização de seu alcance, os critérios de elegibilidade e permanência no programa são excludentes e limitadores ao propósito de erradicar o trabalho infantil. Mas, a partir de ajustes, o PETI tem papel fundamental na garantia da prioridade absoluta em que crianças e adolescentes devem ser atendidos integralmente pelas políticas públicas. Isso é assegurado na Constituição Federal de 1988 e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, fruto das mobilizações da sociedade em prol da democracia e dos direitos sociais”, afirmou Maria das Graças.

Por sua vez, a doutora Zarah Lira teve a Profa. Dra Josefa Batista Lopes como orientadora e defendeu seu trabalho em março deste ano, com a tese “A Felicidade no Trabalho Docente: a mediação das políticas públicas de valorização docente no Estado de Pernambuco”. “Na área da educação em Pernambuco responsabiliza-se, sobremaneira, os docentes pelo sucesso escolar. Isso pode resultar num sentimento de culpabilização e rebaixamento da profissão e, consequentemente, a um estado de sofrimento no trabalho, o que dificulta que os professores encontrem a felicidade no exercício da docência. Diante disso, construí minha tese no sentido de evidenciar a importância das políticas de valorização do docente na construção da felicidade no trabalho exercido pelos professores do ensino médio do sistema público de Pernambuco”, explicou Zarah.

No começo de agosto deste ano, foi a vez da pesquisadora Verônica Soares Fernandes defender sua tese. Intitulada de “Gestão da Força de Trabalho Docente na Educação Pública: o piso salarial do professor no estado de Pernambuco em questão”, foi orientada pela Profa. Dra Josefa Batista Lopes. “Inquietações como a precariedade, pouca valorização e reconhecimento social do docente que é tão essencial ao desenvolvimento da humanidade foi parte da motivação para realização da pesquisa. Pesquisar uma temática atual, essencial a uma educação de qualidade, inter-relacionada a outras políticas e em um contexto tão dinâmico e cheio de incertezas foi desafiador”, afirmou Verônica.

A pesquisadora Suiany Carvalho Padilha apresentou seu trabalho em 18 de agosto passado, defendendo a tese “Mestrados Profissionais em Rede Nacional: contribuição na formação continuada de professores da Educação Básica (2014-2018)”. Como orientadora teve a Profa. Dra Maria Eunice Ferreira Damasceno Pereira. Em seu tema, ela explorou a importância da qualificação de educadores. “Esse estudo pode se configurar como mais um reforço em termos de insistir em favor de uma educação com qualidade para todos, pois tem no bojo dos seus objetivos a incansável luta por um Brasil democrático e menos desigual socialmente, ressaltando a importância da valorização da carreira do profissional docente”, afirmou Suiany.

Sobre o Doutorado em Políticas Públicas

Desenvolvido de 2016 a 2020, o doutorado integrou o esforço de planejamento e aperfeiçoamento da Fundaj expresso no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), elaborado entre 2011 e 2014. Esse respondeu a uma demanda de capacitação de servidores para atuar na geração de conhecimentos no campo das humanidades, notadamente no campo da avaliação de políticas públicas.

“O Dinter foi uma rica experiência e contou com professores de excelente nível, comprometidos com uma formação acadêmica de qualidade. A liberação e o apoio dados pela Fundaj foram fundamentais, uma vez que o doutorado exigiu uma imersão na pesquisa”, destacou a doutora em Políticas Públicas Verônica Soares Fernandes.

O Dinter UFMA-Fundaj, submetido e aprovado pela Capes, em concorrência ao Edital 23/2014, foi apoiado pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe). No Programa Receptor (Fundaj), a coordenação foi de responsabilidade da pesquisadora da Fundaj, Profa. Dra. Alexandrina Saldanha Sobreira de Moura. Já no Programa Promotor (UFMA), a coordenadora foi a Profa. Dra. Salviana de Maria Pastor Santos Sousa, docente do corpo permanente do PPGPP.

Ao longo do curso, foram ministradas disciplinas como “Políticas Públicas e Movimentos Sociais” e “Políticas Sociais e Programas Sociais”. Após a conclusão das disciplinas e elaboração dos trabalhos correspondentes, os alunos foram orientados e tiveram seus projetos de tese qualificados na sede do PPGPP.

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