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Muhne celebra Dia Internacional da Alfabetização com atividades lúdicas em evento online

Publicado: Quarta, 09 de Setembro de 2020, 10h39 | Última atualização em Quarta, 09 de Setembro de 2020, 10h39 | Acessos: 68

Programação reuniu educadores do Museu do Homem do Nordeste, quadrinistas e contadora de histórias

Para comemorar o Dia Internacional da Alfabetização, a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e o Museu do Homem do Nordeste (Muhne) promoveram um evento online. O ao vivo aconteceu nesta terça-feira (8), data que marca a celebração no mundo todo. A programação trabalhou oficinas de memória e de fantoches, quadrinhos e contação de histórias. De forma dinâmica, as atividades lúdicas foram apresentadas como parte do processo de alfabetização da criança. Quem perdeu e quiser conferir a gravação das três horas recheadas de aprendizado pode acessar o canal da Fundaj no YouTube para conferir o conteúdo na íntegra.

“Essa data tem um grande simbolismo e significado em Pernambuco, no Nordeste, no Brasil e no mundo. De forma lúdica, celebramos esta data, instituída há mais de meio século, para reafirmar a importância social e econômica da educação de base. A Fundaj é uma espécie de universidade aberta para contribuir neste processo. Nossas ações do Educativo do Muhne, o Projeto Alumiar e Índigo, o aplicativo do Pesquisa Escolar e as pesquisas sobre a área contribuem para norteamento e análise da educação no Nordeste”, afirmou o presidente da Fundaj, Antônio Campos.

A primeira atividade da tarde foi a Oficina Jogo da Memória. Comandada pelo educador Emerson Pontes, a brincadeira foi apresentada como uma forma de desenvolver a leitura e a interpretação. A proposta era associar imagens e palavras. Nos cards construídos pelo Educativo do Muhne, existiam palavras e figuras acompanhadas das primeiras letras das palavras que deveriam ser associadas às imagens. No fim, o educador avisou que os cards estão disponíveis para aqueles que quiserem colorir e brincar em casa, basta acessar o link https://bit.ly/3m5u50a e imprimir as imagens.

Em seguida, uma “roda” de conversa falou sobre o uso de quadrinhos na educação. Participaram desse encontro: o cartunista Jarbas Domingos; o criador do projeto EduQuadrinhos, Fábio Paiva; e os ilustradores Laerte Silvino e Luiz Carlos Agostinho. “Ilustrar para crianças é o que mais curto fazer”, pontuou Laerte Silvino.

Já Fábio Paiva é um pesquisador da área dos quadrinhos e comentou sobre a importância da leitura deles no processo de alfabetização: “muita gente começou a ler com os quadrinhos. Até antes da alfabetização, as pessoas os apreciam por conta da sequência das imagens que existem nos materiais. Essa atividade envolve prazer e, por isso, parece ser mais fácil do que outras leituras, apesar de também ser complexa. Por meio da interpretação e interação com os quadrinhos, a pessoa tem o processo de aprendizagem facilitado”.

Ele comentou ainda que muita gente tem preconceito com o conceito de usar quadrinhos para ajudar no desenvolvimento da leitura e escrita. Alguns pais e educadores temem que a criança passe muito tempo desfrutando dos quadrinhos e esqueçam de estudar. Porém, o que foi enfatizado é que esse tipo de leitura traz diferentes conexões e estímulos para o leitor. “Mas hoje em dia, estamos num momento em que a sociedade está muito mais aberta para isso”, afirmou Fábio.

Quando questionado sobre as etapas do seu trabalho, o ilustrador Laerte Silvino, explicou: “para trabalhar com isso, é preciso amar. É muito trabalhoso. Temos que pensar sobre o processo de criação, colorir e preencher a história. Para construir um quadrinho, é necessário um bom prazo”. Ele também mencionou um dos trabalhos importantes que fez: “Ilustrei o Conto de Escola (escrito por Machado de Assis). Por meio de quadrinhos, várias crianças do ensino fundamental estão conseguindo entender um texto difícil. Isso facilita muito a educação”.

O diálogo também passeou pelo universo das crianças com deficiências intelectuais. “É preciso fazer o trabalho da maneira mais lúdica possível, mas não é tarefa fácil chamar a atenção desse público. E tudo também vai depender do grau de deficiência da pessoa que consumir o conteúdo”, afirmou o ilustrador Luiz Carlos Agostinho. Para finalizar o momento, o cartunista Jarbas Domingos enfatizou: “o incentivo da leitura precisa partir do exemplo dos pais dentro de casa também. Se eles lerem livros na frente das crianças, elas acabarão se interessando”.

Encerrado o papo, foi a vez da contadora de histórias e atriz, Camila Puntel, e o quadrinista Carlos Eduardo conversarem sobre a importância de seus ofícios no processo de alfabetização. “A literatura infantil é muito importante no desenvolvimento geral da criança. Entendendo isso, nas histórias em que conto, para cativá-las, procuro chamar a atenção com vários elementos diferentes”, afirmou Camila. Os dois convidados também concordaram que a pandemia da Covid-19 trouxe novos desafios para a alfabetização, e que deixará “heranças”. O momento incorporou novas possibilidades de usar a tecnologia neste processo de aprendizagem.

Para finalizar o dia de programação, foi apresentada a Oficina de Fantoches. Comandada pelas educadoras do Muhne, Luana Santos e Angeline Araújo, a atividade foi iniciada com um breve encenação de dedoches. Depois disso, elas indicaram os elementos para montar os dedoches em casa: papéis, cola e tesoura. Assim, montaram os materiais para exemplificar como deve ser feito.

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