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Nordeste: identidade comestível, o livro

Publicado: Quinta, 13 de Agosto de 2020, 13h48 | Última atualização em Quinta, 13 de Agosto de 2020, 13h48 | Acessos: 1624

Fruto de uma pesquisa do Museu do Homem do Nordeste, publicação traz estudo antropológico sobre a alimentação dos nordestinos. Será lançado dia 19, às 10h, pelo YouTube da Fundaj

No dia 19 será possível conhecer o homem do Nordeste por meio da sua alimentação. O livro Nordeste: Identidade Comestível é fruto de uma pesquisa do Museu do Homem do Nordeste (Muhne), coordenada pela antropóloga do Muhne, Ciema Mello, realizada pelo jornalista e antropólogo Bruno Albertim, com fotografias de Emiliano Dantas. Publicado pela Editora Massangana, será lançado às 10h, na programação da Semana do patrimônio da Fundação Joaquim Nabuco, com transmissão pelo YouTube da Fundaj. No mesmo dia será disponibilizado em ebook.

“Caruru, cuscuz, charque, canjica. Cabidela. São fórmulas de pertencimento. São ‘identidades comestíveis’. Esse livro traduz quem é o homem do Nordeste a partir do que ele come. Com suas descrições densas de campo, oferece uma das melhores qualidades de um estudo antropológico: com rigor analítico, a ‘fisicalidade’ descritiva necessária para que o leitor viaje e conheça os lugares e personagens por meio dos textos”, descreve Ciema Melo.

A antropóloga recorda quando, em 2009, em uma mesa com o museólogo Raul Lody e Bruno Albertim, discutiam a importância da comida como ritual das religiões de matriz africana e surgiu a ideia da pesquisa. “Comer é um ato social e de prospecção social. Para o Muhne, o Nordeste não existe. Existem, isso sim, ‘os Nordestes’. Em que pesem as semelhanças, os Nordestes, são autônomos, visto todos possuírem capital equivalente de singularidades. O livro traz homens e mulheres que atualizam as identidades da região por meio de suas práticas alimentares cotidianas. Afinal, não interessa apenas o que se come, mas como se come, o que se come e também por que não se come”, detalha.

Para a pesquisa, foram percorridos, durante dois anos, 11.560 quilômetros pelos estados da Região. Em edição robusta da Editora Massangana, com 500 páginas divididas em dois volumes, Bruno Albertim apresenta narrativas antropológicas sobre a relação entre comida e identidade. “Nesses caminhos, pude perceber fato que não há um, mas vários nordestes inclusive de tempos históricos paralelos. Práticas alimentares centenárias, de desde antes da colonização, convivem e se revalidam diante de hábitos adquiridos no contemporâneo com a globalização", diz o autor.

No prefácio, a pesquisadora e escritora Maria Lectícia Cavalcanti lembra Gilberto Freyre, sociólogo fundador da Fundaj, que defendia valores que vieram das muitas culturas e formaram a identidade dos nordestinos. E que realizou o 1º Congresso Regionalista, no qual defendeu a culinária e a doceria nordestina. “Neste primoroso trabalho, Bruno e Emiliano buscaram, especialmente, dados etnográficos, e não apenas a informação verbal, o documento, a prova. Tanto ou mais do que eles, o gesto, a liturgia cotidiana, o banal. Chaves de acesso à identidade que procuramos ver materializadas na alimentação.”

O livro tem design editorial de Antônio Laurentino e capa do designer Pedro Henrique. Parte da pesquisa foi publicada em forma de cadernos jornalísticos pelo Jornal do Commercio, em 2013, e rendeu ao autor um Prêmio Esso de Jornalismo. Foi a primeira vez na história que o mais importante prêmio da imprensa brasileira contemplou uma série sobre o patrimônio cultural alimentar.

O lançamento terá apresentação de Ciema Melo, com participação de Laurindo Ferreira, diretor de Redação do Jornal do Commercio e depoimentos dos personagens do livro, como Mana Asfora, que produz o tradicional bolo de noiva pernambucano; Marieta Santos, de São Cristovão, Sergipe, a Marieta das Queijadas e, também, de Dona Gertrudes, de Caicó, Rio Grande do Norte, produtora de queijo há mais de três décadas. “Agradeço muito ter meu doce, um doce feito por minha avó, que era escrava, em um livro. É uma honra”, disse Marieta Santos.

Em seguida, às 10h30, haverá o debate “Etnogastronomia do Nordeste: uma ideia realizada em livro”, conduzido por Ciema Melo. Participam da conversa Bruno Albertim, Emiliano Dantas, Maria Lectícia Cavalcanti, Silvana Araújo, servidora da Fundaj, autora do prefácio do livro e mestra em Gestão Pública para o Desenvolvimento do Nordeste pela UFPE, e Elizabeth Mattos, coordenadora de Projetos e Processos da Fundaj.

Sobre o autor
Pernambucano, Bruno Albertim é jornalista, antropólogo e escritor especializado em gastronomia e cultura. Foi colunista e repórter do Jornal do Commercio. É também autor de Recife - guia, prático, histórico e sentimental da cozinha de tradição e Tereza Costa Rêgo - uma mulher em três tempos. Colabora com publicações como Folha de São.Paulo, Continente Multicultural e revista da União Brasileira de Compositores.

Serviço:
19 de agosto
10h – Lançamento do livro Nordeste: Identidade Comestível
Apresentação por Ciema Silva de Melo, coordenadora da pesquisa que resultou nesse livro, servidora da Fundaj, mestra e doutora em Antropologia pela UFPE.
Participação de Laurindo Ferreira, diretor de Redação do Jornal do Commercio –
Depoimentos de entrevistados para o livro
Mana Asfora, que produz o tradicional bolo de noiva pernambucano.
Marieta Santos, de São Cristovão, Sergipe, produz tradicional queijadinha.
Dona Gertrudes, de Caicó, Rio Grande do Norte, produtora de queijo.

1030h – “Etnogastronomia do Nordeste: uma ideia realizada em livro.”
Ciema Silva de Melo
Bruno Albertim, jornalista, autor da pesquisa/reportagem e do livro Nordeste: Identidade Comestível.
Emiliano Dantas, fotógrafo desde 1998, pós-graduado em Antropologia pela UFPE, realizou a fotografia do livro Nordeste: Identidade Comestível.
Maria Lectícia Cavalcanti, escritora, imortal da Academia Pernambucana de Letras, pesquisadora gastronômica.
Silvana Araújo, servidora da Fundaj, mestra em Gestão Pública para o Desenvolvimento do Nordeste pela UFPE.
Elizabeth Mattos, coordenadora de Projetos e Processos da Fundaj.

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