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Os impactos nas Unidades de Conservação: série Pandemia e Sociedade discute gestão ambiental, turismo e lazer

Publicado: Quinta, 30 de Julho de 2020, 15h34 | Última atualização em Quinta, 30 de Julho de 2020, 15h34 | Acessos: 99

Debate virtual aconteceu nesta quinta-feira (30), no canal da Fundaj no YouTube

A série Pandemia e Sociedade, promovida pela Diretoria de Pesquisas Sociais (Dipes) em parceria com o Centro de Estudos em Dinâmicas Sociais e Territoriais (Cedist), ambos integrantes da Fundação Joaquim Nabuco, discutiu os impactos da pandemia do novo coronavírus nas Unidades de Conservação. Realizado na manhã desta quinta-feira, 30 de julho, no canal da Fundaj no YouTube, o evento virtual trouxe pautas como gestão ambiental, turismo e lazer e educação. O detalhe é que a pesquisa do Cedist “Unidades de Conservação como Lugares Educadores” foi utilizada como referência na conversa.

Com mediação de Solange Coutinho, pesquisadora da Fundaj e coordenadora da pesquisa Unidades de Conservação como Lugares Educadores, o debate contou com a participação de Gisela Carvalho (analista ambiental do ICMBio e gestora do Parque Nacional do Catimbau), Marcílio Barbosa (educador e coordenador de Educação Ambiental da Secretaria de Educação e Inovação do Município de Goiana), Severino Santos (educador social do Conselho Pastoral dos Pescadores, Nordeste 2) e Vanice Selva (professora do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente/Prodema, da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE). O pesquisador do Cieg da Fundaj, Neison Freire, também esteve presente no encontro online.

Analista ambiental do ICMBio e gestora do Parque Nacional do Catimbau, Gisela Carvalho abriu a discussão ressaltando a queda drástica do turismo, que afetou economicamente as comunidades locais. Por outro lado, ela destacou que a natureza deu um respiro com a proibição das visitações.

“Por mais que a gente queira que os parques sejam visitados de maneira consciente, prezando sempre pela conservação, os impactos ambientais existem. Mas agora, sem as visitas, os bichos estão reaparecendo e águas acabam ficando mais limpas. A natureza está mais quieta no parque. Em contrapartida, as pessoas de baixa renda das comunidades foram afetadas com o fechamento do local. Elas dependem do mercado, inclusive grande parte da fonte de receita vinha da visitação. A renda do distrito caiu”, relatou.

Vanice Selva, professora do programa de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente/Prodema, da UFPE, citou dificuldades do setor de turismo. “A Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (APACC) é uma das mais visitadas. A atividade turística também é intensa e muito concentrada, com o uso das piscinas naturais e os mergulhos. Com o fechamento dos equipamentos turísticos, as pessoas que estão envolvidas tiveram a sua renda comprometida. Fica a questão: ‘como garantir a sobrevivência?’. As incertezas são grandes”, declarou.

Coordenador de Educação Ambiental da Secretaria de Educação e Inovação do Município de Goiana/PE, Marcílio Barbosa comentou que a falta do contato presencial dificulta o aprendizado. “É necessário citar três aspectos que são importantes para a reflexão na pandemia: sociais, econômicos e educação ambiental. O impedimento do contato físico e social prejudica a aprendizagem. Isso é muito negativo para as comunidades”, afirmou.

Por fim, o educador social do Conselho Pastoral dos Pescadores (Nordeste 2), Severino Santos, direcionou sua fala para o turismo. “O foco principal é o turismo de massa. Cerca de 44 comunidades tradicionais sobrevivem do comércio, mas até agora nenhuma ação foi realizada para os problemas ambientais e socioeconômicos. Outra questão é a ausência dos instrumentos de gestão nas unidades”, pontuou.

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