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Edvaldo Nascimento reflete o fenômeno Delmiro Gouveia em live da Fundaj

Publicado: Sexta, 24 de Julho de 2020, 11h35 | Última atualização em Sexta, 24 de Julho de 2020, 11h39 | Acessos: 435


Sexta edição da série Grandes Personalidades da História do Nordeste, relembrou, nesta quinta (23), a trajetória do industrial cearense

Cento e três anos após o assassinato de Delmiro Gouveia (1863—1917), ainda pairam dúvidas sobre o crime cometido contra o industrial, na então cidade da Pedra, no Sertão de Alagoas. Um homem cuja história inspirou produções dos jornais ao cinema e de um legado quase impossível de precisar. Marcando a sexta edição da série Grandes Personalidades da História do Nordeste, a Fundação Joaquim Nabuco recebeu, nesta quinta-feira (23), o pesquisador Edvaldo Nascimento para relembrar as conquistas e tragédias do ‘Rei das Peles’, como era conhecido. A palestra foi transmitida no canal oficial no YouTube, onde o conteúdo pode ser acessado. A mediação foi do jornalista Marcelo Abreu.

Iniciativa da Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca), o evento contou com a presença virtual do presidente da Fundaj, Antônio Campos. “Falar sobre o legado que deixou Delmiro é falar sobre o Brasil que precisamos construir, com mais desenvolvimento, mais energia, empregos e com um pensamento além do nosso, como fez o homem muito além do seu”, destacou. O presidente lembrou que a Villa Digital, um dos braços da Instituição, no bairro de Apipucos, no Recife, funciona na casa que foi do industrial.

Especialista em Educação e Cultura do Sertão, Edvaldo Nascimento fez um resgate cronológico da história do proprietário do Mercado Modelo Coelho Cintra (atual Quartel do Derby), considerado por muito o primeiro shopping center do Brasil. “Muita gente acha que ele é de Alagoas ou de Pernambuco. Na verdade, Delmiro é cearense. Ele vai ter empregos humildes, ser bilheteiro na conhecida Maxambomba do Recife, mas vai se destacando”, aponta, ao falar dos empreendimentos que lhe renderam a alcunha de ‘Rei das Peles’ e a citação em obras de Graciliano Ramos.

Questionado pelo público sobre a formação do cearense, Nascimento é enfático. “Delmiro mal terminou o primário, mas aprendeu inglês na convivência com seus sócios e as pessoas de negócios. Era um homem que se cercava de um corpo técnico do mais alto nível. A [cidade da] Pedra, no seu período, residiam italianos, ingleses, alemães, norte-americanos. Foi um homem que aproveitou todas as oportunidades de conhecimento. Objetivamente não tinha [concluído] o ensino formal, mas a escola da vida soube aproveitar e construir uma larga visão. Não empreendeu à toa”, revelou o autor de Delmiro Gouveia e a Educação na Pedra (2012).

Diversos outros aspectos da história e particularidades de Delmiro foram explanados pelo pesquisador. Ele comentou a rixa que o personagem tinha com figuras como Rosa e Silva, Sigismundo Gonçalves, e a relação com o imigrante sueco Herman Theodor Lundgren. Disse que sobre a morte do industrial, existem “pelo menos” seis versões e respondeu aos diversos mitos construídos após sua morte. Em tempo, Edvaldo falou da coletânea Correio da Pedra, que reúne quatro volumes de registros do extinto jornal alagoano. A transmissão contou com mais de 200 views, reunindo pessoas de diversas cidades do Brasil, dentre elas Ipu, no Ceará, onde nasceu o homenageado.

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