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Blanche Knopf sela doação do acervo do escritor Maximiano Campos com palestra

Publicado: Quarta, 08 de Julho de 2020, 19h53 | Última atualização em Quinta, 09 de Julho de 2020, 13h14 | Acessos: 94

Cerimônia promovida pela Fundação, em seu canal do YouTube, reuniu o escritor e presidente da Instituição, Antônio Campos, e o historiador Frederico Pernambucano de Mello

Uma das mais importantes coleções de ciências sociais e humanidades do Brasil, a Biblioteca Blanche Knopf teve o orgulho de brindar, nesta quarta-feira (8), a doação do acervo do escritor e cronista brasileiro Maximiano Accioly Campos (1941-1998). A outorga das mais de 5 mil obras literárias ao equipamento da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) foi realizada pelo presidente da Instituição pernambucana, Antônio Campos, e Luiz Felipe Campos, filho e neto, respectivamente, do escritor. A solenidade foi promovida no canal oficial da Fundaj no YouTube e contou com quase uma centena de visualizações.

“Esta biblioteca tem para nós um grande simbolismo. Entendemos que o conhecimento é o que diferencia os homens e acreditamos, a parte de qualquer desesperança ou eclipse momentâneo, que o humano será preservado. Assim, também, digo com emoção que este é mais um ato de preservação da memória de Maximiano Campos, meu pai”, celebrou Antônio, que recordou em sua fala a paixão pela leitura, nutrida pelo patriarca, além das conversas que o escritor mantinha em sua biblioteca com nomes como Gilberto Freyre e Ariano Suassuna. Para esse último, escreveu o posfácio de A Pedra do Reino (1972). O neto de Maximiano e filho do presidente da Fundaj, Luiz Felipe Campos, leu o poema escrito pelo avô no dia do seu nascimento. "Agradeço a oportunidade de homenagear a memória do meu avô, um grande homem e escritor", comentou.

Em sua trajetória, Maximiano também ocupou cargos no então Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais (IJNPS), atual Fundaj. “Foi um curador e incentivador para o desenvolvimento das ações da Biblioteca. Portanto, nada mais justo e significativo que seu acervo fique como patrimônio e sob a guarda do nosso equipamento”, disse a coordenadora da Blanche Knopf, Nadja Tenório Pernambucano. Para resgatar a memória do escritor natural do Recife, o historiador e amigo Frederico Pernambucano de Mello recordou o convívio com Maximiano, que conheceu 1972 e a quem, conta, pedia livros emprestados.

“Inicialmente, foi um amigo pessoal que conheci quando entrei no Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais. Trabalhávamos em salas vizinhas e, nos anos 1980, participamos de um seleto grupo de discussão e adoção do estatuto para a nova configuração da autarquia que passara a Fundação”, iniciou Pernambucano de Mello. Frederico ressaltou, também, que “Maximiano foi articulista de jornal, cronista, ensaísta, novelista, romancista, contista e poeta. A literatura dele tinha um conteúdo cultural e um compromisso estético e psicológico. Por isso, convoco aos leitores e intelectuais da terra para que se voltem para a obra deste que foi um dos grandes escritores de sua geração."

Grande ficcionista, o responsável por levantar o acervo doado e grande homenageado é autor de títulos como Sem Lei nem Rei (1968), obra em que revela a atuação de coronéis e fazendeiros no interior pernambucano na luta pelo poderio de terras do Sertão às Zonas da Mata. “Ele mergulhou profundamente em questões pungentes da nossa realidade social, como a decadência do patriarcalismo. Diversos dramas brasileiros perpassam sua obra, com menções mais ou menos próximas. Não passou longe de sua percepção, por exemplo, o acirramento das relações no campo com o advento do capitalismo e sua forma de administrar”, afirmou Frederico.

Membro da Geração de 65, Maximiano Campos assinou diversas crônicas no Diario de Pernambuco. Ao todo, teve 17 livros publicados.“​Uma cerimônia linda e necessária. O livro ainda é e sempre será o carro chefe da Cultura”, comentou o internauta Dimas Batista. “A Biblioteca Blanche Knopf é realmente o melhor lugar para guarda, preservação e acessibilidade do grandioso acervo do escritor”, festejou outra internauta, Maduca de Andrade. A cerimônia foi encerrada com o convite de Antônio Campos para a visita* do público ao acervo na Biblioteca Blanche Knopf, localizada na Rua Dois Irmãos, 92, em Apipucos, bairro da Zona Norte do Recife.

* Em virtude da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a Biblioteca Blanche Knopf mantém suas atividades suspensas. Algumas obras de seu acervo podem ser conferidas no site www.fundajoficial.com.br

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