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Coronavírus gerou crise sem precedentes

Publicado: Sexta, 26 de Junho de 2020, 15h25 | Última atualização em Sexta, 26 de Junho de 2020, 15h25 | Acessos: 74

As perspectivas econômicas em meio a crise do coronavírus foram discutidas na 3ª edição da série Pandemia e Sociedade, evento promovido pela Diretoria de Pesquisa da Fundaj. Contou com palestra dos doutores e mestres em Ciências Econômicas André Magalhães e Luiz Maia

Queda do PIB nacional, medidas emergenciais e melhoria relativa na renda de alguns setores. Com dados do que já vem acontecendo e com projeções futuras, a 3ª edição da série Pandemia e Sociedade falou sobre os novos desafios econômicos que o país enfrenta. As “Perspectivas econômicas após flexibilização das medidas de distanciamento social” foram discutidas pelos doutores e mestres em Ciências Econômicas André Magalhães e Luiz Maia. Os convidados do evento virtual da Diretoria de Pesquisas Sociais (Dipes) da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) trataram da temática nesta sexta-feira (26), por transmissão de vídeo no canal do YouTube da Fundaj.

“Do ponto de vista global, essa é uma crise sem precedentes e de forma geral todas as sociedades têm perdido”, iniciou o doutor e mestre em Ciências Econômicas André Magalhães, quando questionado sobre uma visão da economia de forma geral. O debate foi uma conversa mediada por perguntas. As pesquisadoras do Núcleo de Estudos em Estatísticas Sociais (NEES) da Fundaj Isabel Raposo e Michela Camboim mediaram a palestra, que também teve a participação do diretor da Dipes, Luis Romani.

Também foram colocados em pauta os impactos do fechamento do comércio e distanciamento social durante a pandemia da Covid-19. “Na área técnica existe o remanejamento de produções industriais para reagir a cenários como esse. Isso consiste numa adaptação estrutural e lenta, que acontece em dois ou três anos”, afirmou o doutor e mestre em Ciências Econômicas Luiz Maia.

Outro assunto exposto pelos convidados foi o fechamento das barreiras comerciais entre os países e as perdas que essa questão gera. Dessa vez, foi colocada a situação específica do Brasil e que o mesmo possui a vantagem de ser um grande produtor de commodities e continuar exportando em grande escala.

Em meio ao período em que estamos vivendo, também existe uma projeção de queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 10% no país. Diante disso, quando questionados, os convidados concordaram que o setor informal teve uma grande perda de renda e foi o mais afetado. Isso por conta das restrições de mobilidade e fechamento presencial de vários setores da sociedade. Os setores da Construção Civil e Turismo foram mencionados com perdas de 50% a 60% em suas rendas. “O setor formal também perdeu muito e o agropecuário foi o que teve uma perda menor”, pontuou Luiz.

Alguns setores estão se dando relativamente bem neste processo também. É o caso daqueles que lidam de forma mais direta com a tecnologia. Para não falar só do negativo, a conversa dos participantes também chegou, várias vezes, a mencionar pontos de ganho em meio a crise.

Segundo semestre

Os próximos seis meses ainda são uma incógnita. Não se sabe se a pandemia será controlada e isso é o que vai influenciar o encaminhamento da economia brasileira. A situação pode piorar, como também ser gerenciável. “Quando falamos da medida emergencial do governo em relação às famílias de baixa renda, podemos dizer que 600 reais é um impacto positivo na economia. Esse é um aspecto que, inicialmente, não havia se pensado”, destacou o palestrante André Magalhães.

O Programa Renda Básica Brasileira foi reconhecido pelos palestrante como uma política pública bem pensada. O auxílio de R$ 600 mensais criado para mitigar os efeitos da pandemia do coronavírus foi citado como um aspecto positivo de tomada de decisão em meio a crise, mas que também traz consequências para o Estado. “Precisamos reconhecer essa medida estratégica como algo bom, porém existe o grande impacto fiscal disso nas finanças públicas. A solução fiscal dessas medidas ainda precisará ser negociada”, afirmou Luiz Maia.

Já no final do debate, questionou-se a solução para a dívida pública do Brasil, tendo em vista que sua expectativa ao término deste ano é de 90% do PIB. Os palestrantes concordaram que a chave é fazer mais com menos e obter eficiência nos gastos públicos. Como uma das sugestões foi colocada a privatização de alguns setores e, também, a discussão da legislação orçamentária. Isso porque, no país, essa última questão é precária e a organização da mesma resultaria em um grande ganho de eficiência no setor público.

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