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Fundaj participa de mapeamento que levanta áreas mais vulneráveis à contaminação da Covid-19 na RMR

Publicado: Segunda, 08 de Junho de 2020, 10h16 | Última atualização em Segunda, 08 de Junho de 2020, 10h16 | Acessos: 156

Pesquisadores da instituição integram estudo do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia que tem como meta contribuir para elaboração de políticas públicas específicas de enfrentamento à doença nas regiões periféricas

Um mapeamento das áreas pernambucanas com maior precariedade social e, portanto, com maiores possibilidades de contaminação por Covid-19. Esse trabalho é o que a Nota de Pesquisa realizada em colaboração com os pesquisadores da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) Cátia Lubambo e Wilson Fusco traz. Além disso, foi feito também um “diagnóstico” baseado nos dados expostos. O material foi produzido no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial (INPuT), sob a coordenação nacional do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). “
Para se elaborar medidas de enfrentamento ao coronavírus é preciso conhecer as condições locais. Essa observação se dá, levando em conta que o comportamento de disseminação da doença está ligado a fatores geográficos. Com o título “Mapeamento da vulnerabilidade socioespacial à propagação da Covid-19 nas Unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs) da Região Metropolitana do Recife/PE”, a pesquisa feita objetiva contribuir na implementação de estratégias voltadas, especialmente, para os setores mais vulneráveis da população.

“Um dos aspectos que destaquei é o cuidado que se deve ter com a intensa mobilidade diária que existe na região. Essa mobilidade deve ser controlada, uma vez que a circulação de pessoas está vinculada diretamente com propagação do novo coronavírus”, afirmou o pesquisador da Fundaj Wilson Fusco.

Na elaboração do mapeamento, foram usados indicadores disponíveis nas bases de dados das plataformas do Atlas do Desenvolvimento Humano (PNUD; IPEA; FJP, 2013) e da Vulnerabilidade Social, desenvolvida pelo Ipea (2015). Na primeira seção, faz-se uma introdução do contexto atual da pandemia. Em seguida, é discutida a questão da perspectiva territorial na análise da crise sanitária. Na terceira seção, são apresentados os apontamentos metodológicos. Na quarta seção, são apresentados os resultados para a RM do Recife. E, na seção final, são apresentadas algumas notas finais e recomendações. Ao final do documento, um Anexo Tabular traz as planilhas com os resultados da pesquisa.

“Algumas características de ocupação desses territórios, de sua condição econômica e seus consequentes movimentos pendulares mostram-se como elementos importantes para a tomada de decisão dos gestores públicos. Significa dizer que são fatores centrais que merecem ser considerados nas orientações para o planejamento de ações de combate à pandemia”, destacou também a pesquisadora Cátia Lubambo.

A seção 4.3 trata do indicador da vulnerabilidade à Covid-19 e foi inteiramente redigida pelos pesquisadores da Fundaj. Lá aparecem os municípios agrupados em regiões (Norte, Sul, Oeste e Núcleo Central). Entre essas, a Oeste é a que apresenta a trajetória mais recente de uso e ocupação do solo, culminando com a dinâmica de preparativos instalada para o megaevento da Copa 2014. O território é formado pelos municípios de Camaragibe, São Lourenço da Mata e Moreno, abrangendo 49 UDHs. Nesses dois últimos municípios, grande parte do território ainda apresenta características rurais, inclusive em algumas das UDHs, elas estão associadas a um alto grau de vulnerabilidade socioespacial à contaminação do coronavírus, como em Bonança e Massaranduba (no município de Moreno).

O território Norte, formado pelos municípios de Araçoiaba, Abreu e Lima, Igarassu, Ilha de Itamaracá, Itapissuma e Paulista, é o segundo mais populoso da RMR. Trata-se de um território de intensa atividade econômica. Confirma-se como área de intenso tráfego diário, entre 7h e 21h, abrigando trechos da BR 101, do eixo Norte do Arco Metropolitano e Terminais de Integração (SEI). Entre as 69 UDHs que o território abriga, uma delas apresenta grau muito alto de vulnerabilidade socioespacial à Covid-19: trecho do bairro Maranguape II, em via de acesso à praia de Maria Farinha (município de Paulista).

Já o Núcleo Central abriga 305 UDHs, sendo 68 delas classificadas como de alto grau de vulnerabilidade socioespacial à Covid-19, além de duas outras consideradas de grau muito alto: Zeis UR 05 da Cohab, Três Carneiros e Zeis Planeta dos Macacos, no Curado, no município do Recife. Os municípios de Cabo de Santo Agostinho e de Ipojuca são os únicos a comporem o território Sul. Com 37 UDHs, somente seis foram registradas com alto grau de vulnerabilidade socioespacial à Covid-19.

Ainda que haja um percentual significativo de UDHs classificados como de baixo grau de vulnerabilidade socioespacial à contaminação da Covid-19, mais de 60% delas apresentam um grau de média e alta vulnerabilidade, tornando-se importante sua identificação e caracterização para fins de desenho e implementação de políticas públicas adequadas.

Esse trabalho soma-se a outros que buscam, na produção de mapas, expressar a associação dos graus de vulnerabilidade social aos eventos da população. Assim como tem sido feito também no Centro Integrado de Estudos Georreferenciados para a Pesquisa Social (Cieg) da Fundaj.

 

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