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Live da Fundaj leva artistas, poesia e música aos internautas

Publicado: Sexta, 22 de Mai de 2020, 11h38 | Última atualização em Sexta, 22 de Mai de 2020, 11h38 | Acessos: 30

Ao longo de duas horas, edição do Tecnologia em tempos de crise, desta quinta-feira (21) promoveu conversas sobre desafios do confinamento com o poeta Edgar Diniz e o cantor Ed Carlos

Um fim de tarde repleto de poesia, música e muita discussão sobre os rumos da cultura popular em meio ao isolamento social. Cada um em sua casa, o poeta Edgar Diniz e o cantor Ed Carlos comentaram, nesta quinta-feira (21), os desafios deste momento e deram dicas aos espectadores da live Tecnologia em tempos de crise, da Fundação Joaquim Nabuco. A mediação ficou por conta do mentor de negócios Rodrigo BossHard. Os bate-papos podem ser conferidos na aba IGTV da conta oficial da Instituição (@fundajoficial).

Foram duas horas de transmissão via Instagram, desde às 16h, com a participação de pessoas de diversas cidades pernambucanas, como Custódia, Itapetim, Jaboatão dos Guararapes, Paulista e Recife. Criador do Educando em Cordel, Edgar Diniz foi o primeiro convidado e relembrou a origem do projeto destaque em empreendedorismo social. Desde o início do seu contato com a poesia metrificada até as aulas ministradas em unidades prisionais do Estado, como a Penitenciária Professor Barreto Campelo, localizada na Ilha de Itamaracá.

O educador social também leva as aulas sobre a construção de cordel para estudantes da rede pública de ensino. “As pessoas acham que não são capazes de escrever poesia, porque nunca a vivenciaram. Pois é ela que pode nos ajudar a passar melhor por este período”, destacou. Para fazer poesia, ele conta, não tem mistério. É só escrever no papel mesmo que o “gostaria, mas não sei como”. O poeta apresentou produções suas, falou da relação da rima do cordel e do rap e lembrou nomes como Adiel Luna, Edmilson Ferreira e Ivanildo Vila Nova.

Na sequência, Ed Carlos iniciou sua participação ao som de “Guará”, em menção ao maracatu rural da Zona da Mata de Pernambuco. Rememorando a figura do Mestre Salustiano, comentou a resistência do movimento. Cobrou políticas públicas de incentivo aos artistas populares que estão desamparados, neste momento, e criticou a exploração de ícones como o caboclo de lança. “Você chega no aeroporto e ele está lá, como um símbolo do Estado. Então, por que não apoiar?”, provocou. Entre uma canção e outra, recitou Pinto do Monteiro, a pedido de Edgar Diniz.

Vencedor do 1º Festival Nacional de Frevo, o também compositor integra o Guinness Book como o maior intérprete de frevo do mundo. No entanto, sua trajetória, ele lembra, começou no forró. “Já cantava na barriga da minha mãe”, brinca. O artista mencionou os amigos perdidos em meio à pandemia do coronavírus (Covid-19) e adiantou que tem recebido convites para participar de outras lives no São João. “Quem faz arte quer estar no meio das pessoas. A quarentena tem servido pra gente se reciclar”, concluiu.

Na live, a internauta Roberta Silva (@psi.robertasilva) comentou: “Coisa boa aprender sobre nossa cultura!”. “É maravilhoso o seu trabalho. O conhecimento está no nosso dia a dia”, respondeu Fabiana Ramos (@fabianaramos3766) sobre as dicas de técnicas para fazer poesia em casa. “Eu comecei a escrever poesias agora, na quarentena”, festejou Lívia França (@livia.ff). Para Ed Carlos, o internauta Eduardo Diogo (@eduardo.diogo.37) enviou: “Você não é cantor de frevo, você é cantor da nossa cultura”. Josi Leonidas (@josi_leonidas) lamentou o momento: “Isso dói tanto. Ter nossos artistas longe”.

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