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Movimento, aprendizado e reflexão marcam “I Seminário de Danças Circulares como Linguagem Integrativa em Educação, Saúde e Artes”

Publicado: Sexta, 13 de Março de 2020, 20h37 | Última atualização em Sábado, 14 de Março de 2020, 14h04 | Acessos: 140

O encontro reuniu participantes de diversas áreas do conhecimento, nos dias 13 e 14 de março, no campus Derby da Fundaj

 

O silêncio e a respiração reuniu olhares curiosos e experientes de todas as regiões do país. Antes mesmo de apresentarem seus próprios nomes, uma conexão se estabelecia com as singularidades dos tantos “eus”, de todos os presentes. No centro de grande círculo, um arranjo de plantas, representando o sagrado, a mãe terra.

A medida em que os passos fortes, com os pés batidos no chão, eram inseridos, aos poucos, também dava-se início a vivência do “I Seminário de Danças Circulares como Linguagem Integrativa em Educação, Saúde e Artes”. O encontro, promovido na sexta-feira (13), na sala Aloísio Magalhães da Fundação Joaquim Nabuco, contou com a participação de 80 inscritos, das diversas áreas do conhecimento.

“Nossa história é circular, o mundo vai dando voltas. Esse seminário surge de longos encontros de conversas, da troca de impressões. Percebemos que nessa última década, nós, como sociedade, produzimos vários artigos, pesquisas, sobre o tema em questão, e resolvemos marcar esse seminário”, explicou a coordenadora do evento, Edneida Cavalcanti, também pesquisadora do Centro de Estudos de Cultura, Identidade e Memória (Cecim) da Fundaj.

Após a fala da pesquisadora, a organizadora do Encontro Brasileiro de Dança Circulares, Renata Ramos, deu início à palestra “Danças Circulares – início e expansão”, com um resgate histórico das danças circulares. “A dança circular está em nosso DNA. O homem sempre olhou para a natureza, dela, começou a se inspirar, expressando suas emoções pelos sons e danças, inimitando nos animais”, dividiu.

Ao final da palestra, os participantes puderam elucidar dúvidas, partilhar sentimentos e contribuir com a troca de saberes. “Minha emoção hoje vem de um reencontro, com memórias afetivas e corporais, juntas, proporcionadas por esse evento. Conheço Renata Ramos desde 2001, do primeiro Encontro Brasileiro de Danças Circulares. Desde 2003, não tive mais como participar dos encontros, até aparecer esta oportunidade”, contou a professora de artes visuais, Inaiá Pantoja.

Segundo dia

A energia que pairava sobre a sala Aloísio Magalhães, na manhã do sábado (14), era semelhante a da noite anterior. Em rodas, os participantes do “I Seminário de Danças Circulares como Linguagem Integrativa Em Educação, Saúde e Artes”, abraçaram o dia, despertando com mais uma vivência.

Após a dança, outra pausa para respirar. Em seguida, a terapeuta ocupacional e pesquisadora, Ana Lúcia Borges, deu início à palestra “Danças Circulares e promoção de saúde e bem-estar”, sob coordenação de Ignês Araújo (Política Municipal de Práticas Integrativas e Complementares da Rede de Saúde de Recife).

Em sua fala, Ana definiu o conceito de bem-estar e apresentou os resultados adquiridos com a conclusão do doutorado. “Em minha pesquisa, busquei os benefícios das danças circulares sob a ótica da terapia ocupacional. Com entrevistas de campo, percebi que sentir-se bem parte de quatro pontos importantes: O fazer, ser, tornar-se e pertencer”.

Para obter respostas à pesquisa, a terapeuta conversou com participantes das danças circulares, focalizadores e coordenadores de dança do Reino Unido. “Muitos participantes me disseram não imaginar a vida sem as danças circulares. Essas pessoas enfatizaram sobre a transformação através da roda. Elas se sentem transportadas, em experiências transcendentais”.

A segunda palestra deste sábado, “Corpografia e Interconexões Simbólicas nas Danças Tradicionais dos Povos”, foi guiada pela folclorista Cristina Bonetti, sob coordenação Eleonora Montenegro (Universidade Federal da Paraíba - UFPB). “Em 1999, trabalhei em um hospital psiquiátrico, onde inseri a dança. A experiência me fez despertar para a formação transpessoal. Meu trabalho explora a dramaturgia e a dança, o corpo com expressão gestual”, compartilhou Cristina.

Ao longo da apresentação, os diversos significados da palavra “corpo” foram apresentados para os participantes, com um parâmetro traçado pelo resgate histórico dos antigos escritos egípicios. “Os primeiros registros escritos de dança foram feitos no Egito. Hoje, podemos perceber que nossas danças tradicionais trazem os mesmos movimentos dos escritos de quatro mil anos atrás”, continuou Cristina.

Antes de encerrar a programação matutina, no segundo dia do “I Seminário de Danças Circulares como Linguagem Integrativa Em Educação, Saúde e Artes”, os participantes puderam tirar suas dúvidas. Ainda no sábado (14), mesas redondas foram formadas para debater as danças circulares sagradas na educação; as vivências e perspectivas ecológicas na formação de educadores; e sobre o papel da experiência e o bem viver.

Ao final, os participantes que registraram presença integral no seminário receberam certificados de participação.

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