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Fundaj é destaque em congresso sobre Freyre na Espanha

Publicado: Quinta, 27 de Fevereiro de 2020, 10h32 | Última atualização em Sexta, 28 de Fevereiro de 2020, 11h52 | Acessos: 417

Realizado nos dias 25 e 26 de fevereiro, Congresso Internacional de Ciências Humanas e Sociais debateu pioneirismo da obra do sociólogo e fortes laços entre a Universidade de Salamanca e o Brasil

A Fundação Joaquim Nabuco protagonizou nos principais momentos do primeiro dia de trabalhos do Congresso Internacional de Ciências Humanas e Sociais. Promovido pela Universidade de Salamanca, por intermédio do seu Centro de Estudos Brasileiros. Sob o tema geral de "A obra de Gilberto Freyre no âmbito as ciências sociais e humanas contemporâneos", o evento é totalmente dedicado ao sociólogo pernambucano, nos 120 anos do seu nascimento. 

O diretor de Memória, Educação, Cultura e Arte, Mario Helio Gomes, que representa a Fundação no congresso, participou da solenidade de abertura, com o diretor do Centro de Estudos Brasileiros, Ignacio Berdugo, o diretor do Congresso, Ángel Espina Barrio, o vice-reitor de Relações Internacionais da Usal, Efrem Yildiz Sadak.

Sadak destacou as fortes relações da Universidade de Salamanca com o Brasil e o pioneirismo multifacetado de Freyre. Berdugo comentou a grande diversidade cultural do país que conforma múltiplas identidades, e destacou a parceria com a Fundação Joaquim Nabuco. Acordos de cooperação com o Centro e com o Instituto de Investigaciones Antropológicas de Castilla y León foram tratados pelo diretor da Dimeca. Ele também apresentou as mensagens – em forma de vídeo – do presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Antônio Campos e do secretário de Cultura de Pernambuco, Gilberto Freyre Neto.

Mario Helio fez a apresentação da conferência de abertura e leu a íntegra – intercalando comentários – do texto da Elide Rugai Bastos – “Um Outro Ocidente”. Por problemas de última hora, no aeroporto, em São Paulo, a professora da Unicamp não pode comparecer. O diretor da Dimeca coordenou a mesa “Hispanotropicologia II”, integrada por professores do Paraná (Simone Meucci e Reinaldo Benedito Nishikawa) e da Universidade de Salamanca (Claudia Salvia). Também leu sua própria palestra, sob o título de “HIspanotropicologia: um conceito que une civilizações, entre espelhos e miragens”.

Na conclusão dos trabalhos do dia, Mario Helio coordenou a exibição do filme documental “Guia prático, histórico e sentimental da cidade do Recife”.

Segundo dia

O segundo dia do Congresso de Ciências Sociais, na quarta-feira (26/2) teve início com uma palestra toda dedicada ao pioneirismo de Gilberto Freyre na antropologia ecológica. O professor Angel Espina Barrio, diretor do congresso, destacou principalmente o livro Nordeste, publicado em 1937.  

Em seguida, Isabela Sousa Curvo, na palestra O museu regional segundo Gilberto Freyre, contributos museológicos de um conceito antropológico, enfocou especialmente o Museu do Homem do Nordeste, vinculado à Fundação Joaquim Nabuco.

O lançamento do livro Casa-Grande Severina ocorreu juntamente com o da obra também coletiva O Rapto da História, organizado pelo catedrático José Antonio González Alcantud, e publicado pela Universidade de Granada. Nessa publicação, além de textos de antropólogos espanhóis, italianos, franceses e de outros países, há um artigo de Mário Helio Gomes, diretor da Dimeca da Fundaj, e outro de Gilberto Freyre.

O primeiro aborda a questão da escravidão na obra de Freyre e os aspectos históricos e antropológicos de sua contribuição ao tema, e o segundo uma abordagem sobre a valorização da cultura afro-brasileira. O diretor da Fundaj e o professor Alcantud ambos destacaram a importância de estimular e realizar contribuições originais do Brasil e de todos os países hispânicos às ciências sociais, sem a necessidade de importar ideias e teorias anglófonos e francófonas, por exemplo, citando-se Freyre como um grande nome nisso.

A exposição sobre os itinerários hispânicos de Freyre foi apresentada pelo antropólogo Pablo González que juntamente com Mário Helio é o coordenador acadêmico do Congresso. Ignacio Berdugo, diretor do Centro de Estudos Brasileiros, pôs mais uma vez em relevo o aspecto hispânico tropical da obra freyreana e suas visitas e homenagens na Espanha, algumas delas vistas nas fotografias da mostra organizada pela Fundação Gilberto Freyre juntamente com o Centro.

Na conferência de encerramento do congresso, o professor González Alcantud apresentou uma abordagem nova sobre as contribuições teóricas às ciências sociais e falou da importância de publicar-se sua obra em espanhol e a ideia de uma coleção protagonizada pela Fundação Joaquim Nabuco.

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