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Produções dos Irmãos Lumière e George Melies encantam crianças e adolescentes

Publicado: Quarta, 22 de Janeiro de 2020, 19h28 | Última atualização em Quarta, 22 de Janeiro de 2020, 19h28 | Acessos: 176

 A exibição dos filmes ocorreu no primeiro dia do curso de Introdução à História do Cinema, promovido pela Cinemateca Pernambucana

Antes da primeira obra dos irmãos Lumière, já existiam técnicas que introduziam o que seria a sétima arte. Para além das produções pernambucanas, crianças e adolescentes puderam conhecer os primórdios das criações cinematográficas mundiais, nesta quarta-feira (22). O curso de “Introdução à História do Cinema”, promovido pela Cinemateca Pernambucana, aconteceu na sala Geneton Moraes Neto, campus Casa Forte da Fundação Joaquim Nabuco.

De forma didática, as monitoras Clarice Cysneiros e Nathalie Alves apresentaram, aos poucos, os conceitos que envolviam os “Flipbooks”, “Folioscópios”, “Taumatropos” e “Fenaquistoscópios”. Segundo elas, todos tinham algo em comum: a intenção de dar movimento à imagem. “Nessa mesma época, foi descoberto que 24 quadros por segundo era o ideal para criar esse efeito [de movimento]”, contou Nathalie.

Em 1895, os irmãos Lumière revolucionaram e fizeram sucesso com a produção da “Chegada do Trem na Estação”, considerado o primeiro filme da história. Não muito depois, George Melies lotou sessões com Viagem à Lua. Ambos os curtas-metragens foram exibidos na aula. “O interessante é que o conceito de cinema ainda não existia, e que os filmes eram exibidos em qualquer local, como parques. Só futuramente, com Hollywood, foi que as salas foram criadas”, acrescentou Clarice.

Logo em seguida, a monitora explicou que, apesar das produções apresentadas serem muito parecidas, envolviam conceitos diferentes. “E vocês conseguem perceber quais são eles?”, questionou. Os pequenos responderam que sim, arriscando classificar as produções como “cotidianas” e “ficcionais”. “O filme de Lumière, por exemplo, hoje poderia se enquadrar no gênero documentário”, continuou Clarice.

Durante uma pausa na dinâmica, o adolescente Wesley Carlos Britto, 14 anos, contou estar entusiasmado com os novos conhecimentos adquiridos. “Como amante da história, eu sempre me interessei pelo cinema. Nesse primeiro momento, me chamou a atenção os primeiros equipamentos utilizados para gerar movimento. Eu não sabia que eram tantos”.

O curso ainda continua nesta quinta-feira (23), tendo seu encerramento. Apesar disso, um novo módulo será formado na próxima semana, levando conhecimento para ainda mais crianças. “Tivemos uma grande procura e por isso decidimos criar uma nova turma. Tenho certeza que estamos formando uma nova geração de pensadores e críticos de cinema, reforçando essa vocação pernambucana”, afirmou a coordenadora do Cinema da Fundação e Cinemateca Pernambucana, Ana Farache.

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