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Fundaj solicita inclusão de sua sede à área de preservação do Poço da Panela

Publicado: Terça, 07 de Janeiro de 2020, 13h28 | Última atualização em Terça, 07 de Janeiro de 2020, 15h07 | Acessos: 142

No Século 19, área foi enquadrada entre os mais belos jardins-monumentos residenciais da cidade e abriga, hoje, museus e jardim ecológico

A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) enviou, nesta segunda-feira (6), um ofício para a Prefeitura do Recife solicitando a inclusão do conjunto arquitetônico que compõe o complexo cultural do campus Gilberto Freyre, em Casa Forte, onde está localizada a sede da Instituição, à Zona Especial de Preservação do Patrimônio Histórico-Cultural do Poço da Panela (ZEPH nº 5). O pedido, assinado pelo presidente da Fundaj, Antônio Campos, tem como objetivo a ampliação da área de preservação delimitada no Plano Diretor da capital pernambucana, enviada à Câmara de Vereadores da cidade em dezembro de 2018.

De acordo com o documento, a ampliação tem como objetivo valorizar o conjunto arquitetônico do Poço da Panela e áreas adjacentes preservando a estrutura urbana local, tendo em vista sua significância histórica e cultural, bem como o paisagismo do bairro. O complexo cultural mencionado contém 9177,25 metros quadrados e está situado na Avenida Dezessete de Agosto, nº 2187, em Casa Forte, bairro da Zona Norte do Recife, e compreende a sede da Fundação Joaquim Nabuco, o Museu do Homem do Nordeste, o solar Francisco Ribeiro Pinto Guimarães (Imóvel Especial de Preservação IEP nº 151) e o edifício José Bonifácio.

Asseguradas pelo Artigo 14, da Lei de Uso e Ocupação do Solo da cidade do Recife (Lei nº 16.176/1996), são consideradas Zonas Especiais de Preservação do Patrimônio Histórico-Cultural as áreas formadas por sítios, ruínas e conjuntos antigos de relevante expressão arquitetônica, cultural e paisagística, cuja manutenção seja necessária à preservação do patrimônio histórico do Município. No Século 19, a área que compreende atualmente o campus Casa Forte era composta pelo solar do velho Guimarães (construído entre os anos de 1874 e 1877), circundado por um jardim que, à época, foi enquadrado entre os mais belos jardins-monumentos residenciais suburbanos da cidade.

Adquirida pelo então Instituto Joaquim Nabuco, em 1953, a área passou por reformas, após se tornar alvo de depredações e saques,e um novo jardim foi construído. Nomeado pelo sociólogo Gilberto Freyre de Jardim Ecológico, a recuperação obedeceu a características dos jardins das casas de sítio do Recife Antigo. Os trabalhos de reconstituição do sítio-jardim tiveram grande repercussão na sociedade recifense, chegando a circular na imprensa local como “a reconstituição do jardim dos Guimarães”. Sua inauguração oficial aconteceu em setembro de 1954 e contou com a presença do médico Djair Brindeiro, então prefeito do Recife.

A história do complexo cultural pode ser conferida no artigo “Janelas para a História: defendendo e preservando a memória arquitetônica da Fundação Joaquim Nabuco”, da pesquisadora Sônia Machado, publicado em 2009. Além da cronologia da formação do patrimônio arquitetônico da Fundação, a pesquisadora resgata a história dos prédios e apresenta as plantas arquitetônicas das edificações. Dentre os demais destaques, está a  história do Museu do Açúcar, que funcionou na área até 1977. Integrado atualmente ao Museu do Homem do Nordeste, foi um importante equipamento para a manutenção da história da agroindústria açucareira em Pernambuco e dos engenhos e usinas de açúcar do Nordeste.

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