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Gilberto Freyre e João Cabral: de casa para o mundo

Publicado: Quarta, 27 de Novembro de 2019, 14h18 | Última atualização em Segunda, 02 de Dezembro de 2019, 13h03 | Acessos: 971

Dos dias 4 a 6 de dezembro, a Fundaj celebra os 120 anos do autor de ‘Casa-Grande & Senzala’ e os 100 anos do poeta de ‘Morte e Vida Severina’. Seminário internacional será realizado no Cinema da Fundação, campus Derby. Inscrições ao fim da página

“Eu vi o mundo… Ele começava no Recife.” A polêmica pintura, de 1930, do modernista Cícero Dias foi aclamada como uma das mais importantes da história da arte no Brasil. É a ela que o gestor da Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca), Mário Hélio Gomes, recorre para explicar a vocação da capital pernambucana para o cosmopolitismo que perpassa as obras do sociólogo Gilberto Freyre (1900-1987), patrono da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), e do diplomata João Cabral de Melo Neto (1920-1999).

Para celebrar a memória destes autores e a atualidade de suas obras, a Fundaj realiza, entre os dias 4 e 6 de dezembro, o Seminário Internacional Casa-Grande Severina: 120 anos de Gilberto Freyre, 100 anos de João Cabral de Melo Neto. “O mundo que começa no Recife, começa na Península Ibérica [que compreende a Espanha e Portugal], no continente europeu, e começa também na África. Os dois autores, em meio a suas aproximações e diferenças se voltam para este mundo, que é um mundo só”, reflete Mário Hélio.

Gilberto Freyre e João Cabral de Melo Neto são recifenses de gerações distintas. O primeiro nasceu em março de 1900. O segundo em janeiro de 1920. Na leitura atenta de suas obras, notam-se as convergências. No regionalismo inseparável da exaltação das raízes ibéricas. Na leitura crítica e estetizante da realidade brasileira. No humanismo. A obra de João Cabral é “magra”, pouco alcança duas dezenas de livros, onde predominam o verso elaborado com extremo rigor. A obra de Gilberto Freyre é “gorda”, alcançando mais de uma centena de livros da melhor prosa da língua luso-brasileira.

Em 1933, o sociólogo Freyre publicou seu primeiro livro, o polêmico “Casa-Grande & Senzala”, cuja repercussão expôs os contrastes nos bastidores da formação social no Brasil colônia. Duas décadas depois, o diplomata Melo Neto abordou as tragédias do povo sertanejo e personificou o Êxodo Rural da década de 1950 no visceral “Morte e Vida Severina” (1955). “O nome do evento é uma colagem destas obras importantes. A senzala desaparece ou os Severinos são da senzala? Há um jogo matreiro nisso”, provoca Mário Hélio.

A programação do seminário versa entre as participações de estudiosos dos pernambucanos, sessões de filmes, lançamentos e atividades lúdico-educativas. Dentre os destaques estão o escritor e professor de literatura brasileira da Universidade de São Paulo (USP), Ivan Marques, biógrafo de João Cabral, e Sônia Freyre, filha do sociólogo e presidente da Fundação Gilberto Freyre, que será a presidente de honra do evento.

Um encontro íntimo
Ao longo de três dias, o Seminário Internacional contará com diversas conferências e mesas-redondas, com pesquisadores da vida e obra de Gilberto Freyre e João Cabral de Melo Neto. A abertura será na quarta-feira (4), às 17h. Na programação, exibição do filme Recife de dentro pra fora, da cineasta Katia Mesel, seguida da conferência de abertura “João Cabral na poesia portuguesa”, conduzida pelo ensaísta lusitano Arnaldo Saraiva. Amigo próximo de João Cabral, Saraiva comentará a presença do pernambucano na poesia portuguesa. Além de compartilhar aspectos pessoais do poeta.

O contato pessoal, inclusive, será o viés da palestra do jornalista Xico Sá. O encontro acontece, na quinta-feira (5), às 10h, no Cinema da Fundação/Derby. Em “Os meus encontros com Gilberto e João, entre licores, aspirinas e cafés”, o público ouvirá de forma bem-humorada as histórias que Xico compartilhou com os autores em vida. Na sequência, às 11h, o crítico literário José Castello assume a conferência “A pedra que lateja: um poeta racional, de versos de pedra, João Cabral arrasta emoções fortes em sua poesia”.

Para encerrar as palestras do dia 5, às 19h, o professor de literatura brasileira da Universidade de São Paulo (USP), Ivan Marques, assume “João Cabral de Melo Neto: os anos de formação”. Ele apresentará o resultado do levantamento para a reconstrução das memórias do pernambucano, os caminhos percorridos, os encontros e relatos colhidos. Em 2020, a editora Todavida publicará a primeira biografia de Melo Neto, quando o autor completaria cem anos. Atrelado a pesquisas sobre o modernismo, a proposta é que o livro misture um viés de reportagem com o ensaio crítico.

No último dia (6), o jornalista e crítico literário Cristiano Ramos trará um panorama contextualizado do “Em torno de João Cabral de Melo Neto”. A palestra acontece às 11h. Enquanto, às 17h, escritor Joaquim Falcão apresentará “Uma conversa na varanda com Gilberto Freyre”. “Há um elenco bem variado, com abordagens diversas. Esperamos que todos falem da relação mais pessoal com a obra desses autores, não apenas o aspecto intelectual, mas compartilhando, também, da relação próxima que muitos tiveram com eles”, ressaltou o diretor da Dimeca, Mário Hélio.

O rio deságua no mar
Para abordar as reverberações e universos que compõem os autores, na quinta-feira (5), às 15h, o evento realiza mesa-redonda, com perspectivas comparadas entre Gilberto Freyre e outros autores. Com a presença de Nathália Henrich, diretora da Biblioteca Oliveira Lima, no estado de Washington, nos EUA. Ela apresenta a comparada “Sobre mestres e discípulos: trajetórias entrecruzadas com Oliveira Lima”. Enquanto João Cezar de Castro Rocha, professor de Literatura Comparada da UERJ, apresenta as paralelas e encontros do autor com José Lins do Rego.

Na sexta (6), a mesa-redonda sobre “Gilberto Freyre e as Espanhas e os Portugais” abre os trabalhos do último dia do Seminário Internacional. O professor Anco Márcio Tenório Vieira, do Departamento de Letras da UFPE, apresenta “Camões, Freyre e o lusotropicalismo”. Já o historiador e antropólogo espanhol Pablo González expõe “O itinerário hispânico de Gilberto Freyre”, quando apresentará achados recentes da relação do pernambucano com o país: da correspondência com espanhóis, das fontes bibliográficas de sua obra e a sua recepção na Espanha.

Encerrando o Seminário Internacional Casa-Grande Severina: 120 anos de Gilberto Freyre, 100 anos de João Cabral de Melo Neto, o diretor do Instituto Cervantes no Rio de Janeiro, Antonio Maura, apresenta as “Marcas hispânicas na obra de Gilberto Freyre e de João Cabral de Melo Neto”. Maura é autor da tradução de “Casa Grande & Senzala”, para o espanhol, na edição de 2010. Entre 2005 e 2009, foi diretor da cátedra de Estudos Brasileiros na Universidade Complutense. Entre seus livros publicados estão “Piedra y ceniza” e o romance “Semilla de Eternidad”. Em 2011, foi eleito sócio-correspondente da ABL.

Exposição Educação pela Pedra
Integrando a celebração aos 100 anos de vida de João Cabral de Melo Neto, a Coordenação de Artes Visuais da Dimeca lança a exposição “Educação pela Pedra”, que tem como ponto de partida o poema homônimo, publicado em 1966, em livro de mesmo nome. Em formato multimídia, a mostra apresentará 19 peças de linguagens documental, fotográfica, audiovisual, dentre outras. A instalação será realizada na Galeria Vicente do Rego Monteiro, no Derby, dentre os dias 4 de dezembro, deste ano, a 26 de janeiro de 2020.

Sob a curadoria de Moacir dos Anjos, “Educação pela Pedra” reunirá obras de nomes como a mineira Cinthia Marcelle, em “Sobre este mesmo mundo” (2009). A instalação é composta por um quadro negro, pó de giz e um apagador e será a maior obra no local, medindo 8 metros e 40 centímetros de comprimento. “Aborda o acúmulo e o apagamento da linguagem, buscando algo como o seu grau zero de sentido. É como se a muralha da linguagem e seus códigos, através dos quais interagimos com a realidade, tivesse desmoronado”, aponta o texto descritivo.

Outro destaque é o “ABC da cana” (2014), em que, ao longo de 26 fotografias, Jonathas de Andrade imprime um alfabeto composto por talos de cana recém-cortados onde operários de uma empresa situada na Zona da Mata pernambucana são o principal elemento dessa construção. A coleção integra o acervo do Museu do Homem do Nordeste e remete, indiretamente, ao método de Paulo Freire para a alfabetização de adultos, que tinha como ponto de partida as palavras e questões que mais importavam para a comunidade onde viviam.

O processo freiriano estará presente diretamente em peças do acervo digital do educador pernambucano. Serão quatro diafilmes (películas fotográficas positivas utilizadas para projeção) produzidas entre 1962 a 1964, cedidas pelo Centro de Referência Paulo Freire. A temática se desdobra ainda em trabalhos em homenagem ao baiano Anísio Teixeira (1900-1971), para quem a educação deveria ser pública, universal, gratuita, laica e capaz de dotar o estudante da autonomia necessária à formação de juízos livres. “Geminis” (1994), de Paulo Bruscky, também integra a exposição.

“Um dos poemas centrais da trajetória de João Cabral, ‘Educação pela Pedra’ ganha uma inflexão mais claramente social à época que fica popular o ‘Morte e Vida Severina’ — embora seja anterior. O intuito é de que o visitante tenha contato com artistas que refletem sobre educação de um modo criativo e emancipador. Todas as obras dialogam na tentativa de falar de uma educação que transcende a escola e que a própria vida exige de nós”, reflete o curador Moacir dos Anjos.

Cinema
A mostra de filmes do Seminário Casa Grande Severina exibirá seis curtas e médias-metragens que enfocam a vida e obra do mestre Gilberto Freyre e do poeta João Cabral de Melo Neto. São filmes produzidos entre 1959 a 2016. “Nossa curadoria reuniu trabalhos realizados em diversos formatos e épocas, assinados por cineastas, jornalistas, e artistas contemporâneos. Nosso objetivo é levar ao público uma síntese da vida e uma releitura da obra desses dois grandes pernambucanos”, explica Ana Farache, coordenadora do Cinema da Fundação.

Dentre os destaques da programação estão o clássico O Mestre de Apipucos (1959), documentário de estreia do renomado cineasta Joaquim Pedro de Andrade (diretor de Macunaíma, entre outros), até o curta do artista Jonathas de Andrade, O Caseiro. Confira abaixo a programação completa:

04.12 | 18h

RECIFE DE DENTRO PRA FORA (Brasil, 1997)
Direção: Katia Mesel
Sinopse: Documentário poético sobre o Rio Capibaribe, inspirado no poema “Cão sem plumas”, de João Cabral de Melo Neto.
16 min | Livre | Formato original em 35mm

05.12 | 20h

MOSTRA GILBERTO FREYRE E OS OUTROS
GIBA E GRINGA (Recife, 1980)
Direção: Felix Filho, Letícia Lins, Fernando Castilho
Sinopse: Os 80 anos do escritor Gilberto Freyre e do líder comunista Gregório Bezerra comemorados no mesmo dia, em março de 1980, servem de motivação para mostrar os caminhos distintos trilhados por essas duas importantes figuras da história pernambucana.
13 min | Livre | Formato original em Super-8

GILBERTIANAS BRASILEIRAS (Brasil, 1983)
Direção: Geneton Moraes Neto
Sinopse: O curta mostra o ponto de visa de dois Gilbertos que têm um papel central na cultura brasileira e na interpretação do seu povo: Gilberto Gil e Gilberto Freyre. Nos depoimentos falam sobre drogas, juventude, analfabetismo, igreja e pobreza. A alternância das ideias, produz um profundo diálogo sobre o Brasil.
25 min | Livre | Formato original em 16 mm

O CASEIRO (Brasil, 2016)
Direção: Jonathas de Andrade
Sinopse: O curta O Caseiro traz uma conversa com o filme Mestre de Apipucos (1959) de Joaquim Pedro de Andrade.
8min | Livro | Formato original Digital.

06.12

MOSTRA O MESTRE E O POETA

10h
O MESTRE DE APIPUCOS (Brasil, 1959)
Direção: Joaquim Pedro de Andrade
Sinopse: Com roteiro estruturado sobre textos de Gilberto Freyre, o filme documenta o cotidiano do sociólogo em sua casa em Apipucos.
8 min | Livre | Formato original em 35mm

15h
RECIFE/SEVILHA - JOÃO CABRAL DE MELO NETO (Brasil, 2003)
Direção: Bebeto Abrantes
Sinopse: As principais entradas da poética de João Cabral de Melo Neto são Recife e Sevilha. Afora os livros a uma e a outra dedicados, há aqueles cujos versos guardam nas entrelinhas a experiência do homem apaixonado por estas cidades. O Recife do menino de engenho e do rapaz mundano e a Sevilha do homem feito andarilho por força de sua carreira de diplomata
52 min | Livre

Lançamentos

05.12 | 15h30
Livro infanto-juvenil “O rio das capivaras”, de Felipe Neves (Editora Massangana, 2019)
Para homenagear João Cabral de Melo Neto, a Fundação Joaquim Nabuco desenvolveu o livro-infantil no formato de livrinho de artista. A elaboração do original contou com papel, tecido etc. trabalhando com diversas linguagens artísticas e táteis. A concepção e pesquisa do livro foi assumida por Felipe Neves e ilustrado por Micael Guilherme. A narrativa acompanhada pelo poema de Ana Carmen Palhares.

Em "O rio das capivaras", o leitor poderá percorrer o caminho que o rio Capibaribe faz da sua nascente, no município de Poção, no agreste pernambucano, até seu encontro com o rio Beberibe, no Recife, desaguando no mar. O poema faz referência aos imortais "O rio" e "O cão sem plumas", de João Cabral. "A obra do autor é dura, é densa. Nesta obra, há uma pesquisa a respeito do rio e conta um pouco dessa passagem pelos municípios", observa Ana Carmen.

05.12 | 17h45
Quadrinho “Morte e Vida Severina”, João Cabral de Melo Neto, com ilustrações de Miguel Falcão (Editora Massangana, 2019 —3ª edição )

O mais famoso poema de João Cabral de Melo Neto foi escrito para o teatro, e para ter um efeito semelhante aos dos antigos folhetos de cordel. Isto é, comunicação direta, fácil entendimento pelo grande público. A Fundação Joaquim Nabuco, através de sua Editora Massangana, põe ao alcance das novas gerações, e com foco no público jovem, uma versão do clássico pernambucano, na linguagem de HQ.

Juntos os versos de um dos maiores autores da língua portuguesa e um dos mais talentosos cartunistas e ilustradores do Brasil: Miguel Falcão. O resultado dessa união de texto e imagem é um livro que tanto pode ser lido com deleite quanto servir de material educativo de alto nível.

Para as novas gerações
Alinhado ao seminário, a Biblioteca Blanche Knopf programou, na Sala de Leitira (campus Derby) a exposição de livros de/sobre Gilberto Freyre e João Cabral de Melo Neto, além de duas atividades lúdico-educativas. A realização acontece nos dias 5 e 6 de dezembro, se alternando entre a sala de leitura, de videoarte, o Ateliê das Artes e o pátio interno do prédio. As atividades são destinadas a crianças e adolescentes de escolas públicas e deverá contemplar 60 alunos de instituições parcerias da Fundação Joaquim Nabuco.

No roteiro, as atividades propostas são a construção de livrinhos de artista e a poesia concreta. Para o livrinho de artista, os participantes são convidados a elaborar uma narrativa em formato de fanzine, com desenhos, colagens e pinturas. Na atividade poesia concreta, eles serão convidados a desenvolver suas próprias poesias a partir de fragmentos de poemas dos autores. O resultado das produções serão expostas ao fim do evento. "Temos essa preocupação de formar o jovem e sensibilizá-lo para a arte. Nesse seminário, em especial, para as artes literárias", ressalta Ana Carmem Palhares, técnica da Dimeca.

Faixas-etárias indicativas:
Livrinho de artista — dos 7 aos 11 anos
Poesia concreta — dos 7 aos 14 anos

Seminário Internacional Casa-Grande Severina: 120 anos de Gilberto Freyre, 100 anos de João Cabral de Melo Neto
4, 5 e 6 de dezembro, Fundação Joaquim Nabuco, campus do Derby
Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Dia 4 de dezembro de 2019
17h Abertura oficial pelo presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Antônio Campos; o diretor da Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte da FJN, Mário Hélio Gomes de Lima; e a presidente da Fundação Gilberto Freyre, Sônia Freyre
Cinema da Fundação

18h Exibição do filme Recife de dentro pra fora, de Katia Mesel, seguida de conversa com a cineasta, sob o tema “Um olhar de cinema sobre a poesia de João Cabral”
Cinema da Fundação

18h30 Abertura da exposição Educação pela pedra, pelo diretor da Dimeca, com a presença do curador Moacir dos Anjos, e a equipe de Artes Visuais
Galeria Vicente do Rego Monteiro

19h Conferência de abertura:
“João Cabral na poesia portuguesa”, por Arnaldo Saraiva, professor da Universidade do Porto, Portugal
Cinema da Fundação

Dia 5 de dezembro de 2019
9h Abertura de exposição de livros de e sobre Gilberto Freyre e João Cabral e início das atividades educativas
Sala de Leitura

10h Palestra “Os meus encontros com Gilberto e João, entre licores, aspirinas e cafés”, pelo escritor Xico Sá
Cinema da Fundação

11h Conferência “A pedra que lateja: considerado um poeta racional de versos de pedra, João Cabral arrasta emoções fortes em sua poesia”, pelo escritor José Castello
Cinema da Fundação

12h Exposição/exibição de videoarte, do laboratório educativo, inspirada na temática da exposição Educação pela pedra
Sala de Videoarte

14h Início das oficinas em torno de João Cabral de Melo Neto e Gilberto Freyre
Sala de Leitura, Ateliê das Artes e Pátio Interno

15h Mesa-redonda sobre Gilberto Freyre em perspectiva comparada, entre os professores Nathália Henrich - “Sobre mestres e discípulos: as trajetórias entrecruzadas de Gilberto Freyre e Oliveira Lima” - e João Cezar de Castro Rocha: “Paralelas que se encontram: as escritas de Gilberto Freyre e José Lins do Rego”. (Cinema da Fundação)

15h30 às 17h Lançamento do livro infanto-juvenil O rio das capivaras, org. por Ana Carmen Palhares, e a apresentação do recital de textos da obra de Gilberto Freyre e João Cabral, pelo ator Carlos Mesquita e sua Literatrupe. (Sala de Leitura)

17h Conferência “Gilberto Freyre, plural e confessional”, pela escritora Fátima Quintas. (Cinema da Fundação)

17h45 Lançamento da nova edição do livro, versão em HQ, Morte e vida severina, e exibição da animação infanto-juvenil de igual título, dirigida por Afonso Serpa, a partir do poema de João Cabral e os desenhos de Miguel Falcão. (Cinema da Fundação)

19h Conferência “João Cabral de Melo Neto: os anos de formação”, pelo professor e crítico literário Ivan Marques, biógrafo de João Cabral. (Cinema da Fundação)

20h Ciclo de filmes “Gilberto Freyre e os outros”: Giba e Gringa, de Félix Filho; Gilbertianas, de Geneton Moraes Neto; e O Caseiro, de Jonathas Andrade. (Cinema da Fundação)

Dia 6 de dezembro de 2019
9h
Atividades educativas

Sala de Leitura

10h Exibição do filme O mestre de Apipucos, de Joaquim Pedro de Andrade. (Cinema da Fundação).

10h15 Mesa-redonda sobre Gilberto Freyre, as Espanhas e os Portugais, entre o professor Anco Márcio Tenório Vieira - “Camões, Freyre e o lusotropicalismo”- e o pesquisador Pablo González - “O itinerário hispânico de Gilberto Freyre. Novos achados na Espanha”. (Cinema da Fundação)

11h Conferência “Refazer o fio antigo que o fez. Sobre a fortuna crítica de João Cabral”, pelo escritor Cristiano Ramos. (Cinema da Fundação)

14h Oficinas em torno de João Cabral e Gilberto Freyre (Sala de Leitura, Ateliê das Artes e Pátio Interno).

15h Exibição do filme Recife/Sevilha, de Bebeto Abrantes. (Cinema da Fundação)

17h Conferência “Uma conversa na varanda com Gilberto Freyre”, pelo professor e escritor Joaquim Falcão, membro da Academia Brasileira de Letras. (Cinema da Fundação).

19h Conferência de encerramento “Marcas hispânicas na obra de Gilberto Freyre e de João Cabral de Melo Neto”, pelo escritor e tradutor espanhol Antonio Maura, diretor do Instituto Cervantes, do Rio de Janeiro. (Cinema da Fundação)

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