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Cultura do crime na literatura foi assunto do último Seminário de Tropicologia do ano

Publicado: Terça, 26 de Novembro de 2019, 18h39 | Última atualização em Terça, 26 de Novembro de 2019, 18h39 | Acessos: 103

Reunião aconteceu nesta terça-feira (26) e teve o advogado criminalista e escritor Roque de Brito Alves como palestrante

Desde o início dos tempos, os crimes pautam a vida humana. Esse aspecto cultural é tema de diversas obras literárias que, em forma de arte, retratam a perversidade humana. Na tarde desta terça-feira (26), o advogado criminalista, romancista e acadêmico Roque de Brito Alves expôs sobre aquilo que é a sua tese intitulada de “Literatura e Crime”. No Seminário de Tropicologia, tradicionalmente, além do palestrante, 10 seminaristas multidisciplinares participam da programação e, ao final, debatem sobre o tema. A edição de número 422 aconteceu na sala Gilberto Freyre, no campus da Fundaj em Casa Forte.

O presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Antônio Campos fez a abertura da reunião. “Para mim e para esta casa é uma alegria receber Roque. Ele possui maestria no tema e sempre traz novidades em sua análise”, afirmou. Depois dele, a coordenadora do Seminário de Tropicologia, a pesquisadora Fátima Quintas fez um breve resumo da trajetória da programação, “atravessou diversas veredas”, afirmou. E depois apresentou o palestrante da edição: “Roque vem se dedicando com afinco ao tema em questão. Inspirado na criminalística, procura mergulhar na alma humana e, ao destrinchar os crimes expostos na literatura, carrega um olhar versátil das emoções humanas”.

“Diante à perversidade do ser humano, esse trabalho também poderia se chamar ‘Literatura e Maldade Humana’”, começou Roque Alves sobre sua tese.  Para introduzir o conteúdo de sua fala, o palestrante citou o primeiro crime registrado na história, o homicídio executado por Caim contra seu irmão Abel, história relatada na Bíblia. “O fenômeno criminal acompanha o homem desde o começo dos tempos e sempre inspirou a literatura”, afirmou. 

Durante sua palestra, ao ler sua tese, Roque citou crimes contidos em obras literárias famosas, como “Crime e Castigo”, de Fiodor Dostoievski, “Tito Andrônico” de Shakespeare e em obras de Jorge Lins do Rego e José Américo de Almeida. Além disso, comentou sobre as tragédias gregas do Século 5 a.C. “Cultura e arte são reveladas nessas tragédias que continuam lendo o homem, mesmo depois de mais de 2.000 anos”, afirmou. 

Terminada a exposição do tema, o espaço foi aberto para que os seminaristas pudessem fazer suas observações. “Nas obras citadas, a motivação dos crimes gira em torno da paixão e no que procede dela, como o ciúme”, destacou o economista, Sérgio Buarque.  Ele também questionou sobre até que ponto, na análise criminalista, esse tipo de motivação explica os delitos.

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