Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Imprensa > Propostas para educação no semiárido enviadas ao MEC
Início do conteúdo da página

Propostas para educação no semiárido enviadas ao MEC

Publicado: Terça, 29 de Outubro de 2019, 10h07 | Última atualização em Terça, 29 de Outubro de 2019, 10h07 | Acessos: 121

Dois dias de debates entre gestores públicos, educadores e sociedade civil resultaram em uma série de sugestões para uma nova educação no Nordeste

Um documento sugerindo políticas de mitigação de danos e atenção especializada a educação do Nordeste. Esse foi o saldo do último dia (25) do II Encontro Semiárido e Educação, realizado pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) em parceria com a Rede de Educação do Semiárido (Resab) e a Prefeitura de Petrolina. As proposições foram resultado de debates entre gestores públicos e sociedade civil dentro de Eixos Temáticos e dos Grupos de Estudo na programação do evento. As observações foram reunidas em um documento propositivo, que será encaminhado ao Ministério da Educação (MEC) com observações e considerações direcionadas a uma nova proposta de educação para o semiárido.

“Quero dizer que, o documento final elaborado neste Seminário, chegará às mãos do Ministro da Educação, Abraham Weintraub. Quero, com meus votos, agradecer a generosidade com que fomos acolhidos em Petrolina e dizer que essa política do diálogo, de respeitar as diferenças, é algo que nos motiva, nos alegra, e nos torna mais fortes,” atestou o presidente da Fundaj, Antônio Campos.
A declaração foi feita após a apresentação de todas as propostas dos quatro Grupos de Trabalhos e Eixos Temáticos, feita pelos relatores na mesa de encerramento do II Encontro Semiárido e Educação. Entre as propostas, a continuidade do processo de formação que já está em curso, o princípio da educação integral e integrada, o fortalecimento do diálogo entre escola e comunidade, a implementação da comunicação não violenta com base na justiça restaurativa, saúde bem estar do docente, entre outros.

A coordenadora do Seminário e pesquisadora da Fundaj, Janirza C. da Rocha Lima, avaliou os Eixos e Grupos de Trabalho como sendo exitosos. “A expectativa foi atendida em sua totalidade. Durante as apresentações, percebi certo entusiasmo e disponibilidade dos envolvidos para apresentar suas reflexões teóricas. Temos resultados preliminares que mostram que nosso objetivo foi atendido. A semente que foi lançada no primeiro encontro, estamos colhendo aqui no segundo. É sinal de que a proposta é realmente atraente.”

Algumas secretarias já entraram em contato afirmando que gostariam de desenvolver programas de formação dentro do Programa de Ações para o Semiárido, desenvolvido pelo Centro de Estudos em Dinâmicas Sociais e Territoriais (Cedist) da Diretoria de Pesquisa Sociais (Dipes) da Fundaj. “A rede que a gente fala aqui é uma rede de gente. Essas pessoas são, pensam e trabalham de forma diferente. Com todos esses pensamentos que poderiam não ser iguais em termo de temática, havia sempre o respeito. Um encontro que começa com uma banda sinfônica e termina com um cordelista e uma poetisa, diz que não se deve haver cercas, não deve haver muros”, afirmou o diretor da Dipes, Carlos Osório.

O dia anterior
O primeiro dia do II Encontro Semiárido e Educação foi composto por uma mesa de abertura, uma conferência, um Workshop e o primeiro contato dos Grupos de Estudo. Nas atividades, foram debatidas políticas públicas e direcionamentos para o desenvolvimento de uma educação voltada para o semiárido, analisando controvérsias no discurso de “combate a seca” em detrimento a uma convivência adequada às necessidades do semiárido.

Durante os workshops, professores de universidades baianas aprofundaram questões do imaginário coletivo de estudantes nordestinos serem majoritariamente formados por uma educação universalizada e a importância de um material didático adaptado. “Transformar em um espaço acolhedor e interessante é o que torna a formação de um ser humano consciente de sua potencialidade como forma de reproduzir sua cultura, sua história e seu ambiente natural”, declarou a coordenadora do Cedist, Edilene Pinto.

registrado em: ,
Fim do conteúdo da página