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Música, dança e literatura marcam o lançamento dos livros “Cotidianos Afrodescendentes” e “Educação, Diversidade e Cultura”

Publicado: Quarta, 09 de Outubro de 2019, 17h59 | Última atualização em Quinta, 10 de Outubro de 2019, 09h56 | Acessos: 25

A cerimônia aconteceu no esstande da Fundação Joaquim Nabuco na XII Bienal do Livro de Pernambuco e contou com a presença de autores e organizadores

Para agradecer, ao som das músicas “Oyá Ó Mulher Forte” e “Muito Obrigado Axé”, o lançamento dos livros “Cotidianos Afrodescendentes” e “Educação, Diversidade e Cultura” levantou os convidados da arquibancada em um momento de dança e descontração. A cerimônia que ocorreu no final da tarde desta terça-feira (8), no estande da Fundação Joaquim Nabuco na XII Bienal do Livro de Pernambuco, contou com a presença de organizadores e autores das obras. 

Os títulos entregues pela editora Massangana são parte dos Programas Institucionais da Fundaj, com o propósito de promover pesquisas, formações e a difusão do conhecimento junto a outras instituições. Em suas páginas, temáticas relacionadas à educação e relações étnico-raciais, além da territorialização da cultura. 

“Essa é a nossa memória, de um povo que precisa ser colocado para fazer a diferença. Precisamos repensar essa juventude que está na escola, repensar quem são os sujeitos que a fazem [a história] e quem nos conta. Temos cultura, conhecimento e ele está neste livro”, compartilhou uma das autoras da obra “Educação, Diversidades e Culturas”, Graça Elenice dos Santos. 

O livro, com organização de Cibele Rodrigues, Patrícia Simões, Luciana Marques e Ednaldo Torres, apresenta pesquisas e aponta soluções para racismo que ainda existe nas escolas. “E de maneira muito forte. Fomos nessas instituições de ensino, vimos o que está acontecendo e identificamos possíveis formas de superar este mal”, completou Cibele Rodrigues. 

O segundo título lançado na tarde desta terça-feira (8), “Cotidianos Afrodescendentes”, traz uma abordagem positivista da história de lutas cotidianas de pessoas que foram escravizadas. Segundo uma das autoras, Sylvia Couceiro, a iniciativa partiu da observação das imagens de alguns livros didáticos utilizados em salas de aula. “Sempre nos foi ensinado, através desses registros, que o negro estava diretamente relacionado com o castigo, instrumentos de tortura e navios negreiros. Trouxemos um tom de positivação para explorar a vida dessas pessoas que foram escravizadas”, explicou. 

A leitura é indicada para professores, estudantes e interessados na construção narrativa apresentada por elementos visuais. “Queríamos trabalhar os acervos de maneira dinâmica, com a imagem como forma de texto e focada na educação. Somos o segundo país com a maior quantidade de negros, perdendo só para a Nigéria. É importante mostrar que imagens também contam histórias e que devemos  interpretá-las”, finaliza a também autora da obra Cibele Barbosa. 

 

Filme e Workshops

Ainda na abordagem sobre as culturas afrodescendentes, o Educativo da Coordenação de Artes Visuais (Coart) ofereceu um  workshop de Bonecas Abayomi, no começo da tarde desta terça-feira. O estande da Fundaj na Bienal foi completamente preenchido por alunos da escola municipal Divino Espírito Santo, do bairro da Caxangá. Passo a passo surgiram diversas bonecas de malha e chita, cada uma com sua particularidade. “Pedimos sempre que, ao final, as crianças batizem as bonecas, com o intuito de criar uma conexão”, disse a educadora Beatriz Stefano.

As bonecas Abayomi são consideradas símbolo de proteção e eram confeccionadas por mulheres escravizadas durante as viagens nos navios negreiros. “Dessa história eu já sabia, pois aprendi no maracatu que faço parte. Porém, eu nunca tinha feito uma boneca dessas, e adorei”, contou a adolescente Bruna Maria, que ainda não sabe qual nome dar para a sua criação.

Simultaneamente, o filme “Clandestina Felicidade” era exibido para o grupo de crianças.

Com classificação livre, o curta (14 min) de 1998 trouxe para os espectadores fragmentos da infância no Recife da escritora Clarice Lispector.

Outro momento da programação desta terça-feira (8) que merece destaque foi o Workshop de Cordel, “Na Ponta do Lápis, Na Ponta da Língua”, comandado pela arte-educadora Érica Montenegro. Métricas, rimas e poesias foram alguns dos ensinamentos compartilhados com os alunos da escola Nícea Cahú, do município de Jaboatão dos Guararapes. “Essa foi uma oficina especial, voltada para crianças dos anos iniciais e com uma didática voltada para a faixa etária deles. Juntos, construímos estrofes com as rimas feitas pelos pequenos. Eles adoraram!”, contou Érica.

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