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421º Seminário de Tropicologia debate contraste entre Iracema e Macunaíma

Publicado: Quarta, 09 de Outubro de 2019, 17h33 | Última atualização em Quarta, 09 de Outubro de 2019, 17h48 | Acessos: 76
 
Encontro terá como palestrante Anco Márcio, professor de Teoria da Literatura e de Literatura da Língua Portuguesa. Seminário será dia 29 deste mês, às 14h30, na Sala Gilberto Freyre, no campus Casa Forte da Fundaj

‘Aclimatando nos Trópicos a Língua Portuguesa: um estudo sobre Iracema e Macunaíma.” Esse é o tema da 421ª edição do Seminário de Tropicologia da Fundação Joaquim Nabuco. O sétimo encontro de 2019 está marcado para o dia 29 de outubro, na sala Gilberto Freyre, no campus Casa Forte da Fundaj, às 14h30. O palestrante será Anco Márcio Tenório Vieira, professor de Teoria da Literatura e de Literatura da Língua Portuguesa.
 
"É  gratificante receber essa oportunidade de ministrar um seminário tão importante para a formação cultural. Vou abordar semelhanças e dessemelhanças entre Iracema e Macunaíma, que não se restringem apenas aos distintos caracteres ou predicados físicos dos seus personagens e muito menos às paródias, paráfrases, sátiras e ironias que o romance de Mário de Andrade faz com o de José de Alencar", comentou Anco Márcio, professor do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
 
O palestrante quer mostrar a intertextualidade entre as duas obras - Iracema, de José de Alencar, e Macunaíma, de Mario de Andrade - e como os narradores empregam a língua portuguesa, abrindo mão dos procedimentos formais que constituem ou organizam a narração. Nas duas leituras, os personagens centrais são índios.
 
"Meu texto aborda uma questão central em relação a discussão da língua portuguesa no Brasil pós-independência. Falamos português ou brasileiro? A partir disso, uma série de reflexões começa a surgir. Eu mostro como isso é resolvido em Iracema, de José de Alencar. Sessenta anos depois, Mario de Andrade faz uma abordagem diferente, utilizando recursos que dão um tom de brincadeira, mas ainda com um certo ruído e estranheza", pontuou Anco Márcio.
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