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Frevo e Maracatu para a chegada de “Tempos de Folia”

Publicado: Quinta, 12 de Setembro de 2019, 17h20 | Última atualização em Quinta, 12 de Setembro de 2019, 17h33 | Acessos: 110

O livro é uma coletânea de estudos sobre o Carnaval do Recife

Uma história cronológica baseada nos carnavais de Pernambuco do século XX. É isto que o leitor de “Tempos de Folia” encontrará ao folhear as 266 páginas do livro idealizado por Isabel Cristina Guillen e Augusto Neves da Silva. A obra, publicada pela Editora Massangana, reúne também o trabalho de outros 5 autores. Seu lançamento será no dia 21/09, às 17h, no hall do Museu do Homem do Nordeste.

Tempos de Folia estará à venda por R$ 21 no balcão da Massangana ou pelo telefone 3073-6323. O evento de lançamento será também uma homenagem ao autor Augusto Neves, falecido no começo deste ano. Estão programadas apresentações musicais de frevo, caboclinho, do grupo de maracatu Cruzeiro do Forte (homenageado por seus 90 anos), além de uma sessão de autógrafos.

Foram três anos de construção até a finalização do exemplar que chega às prateleiras na próxima semana, contendo a coletânea de teses de doutorados e dissertações de mestrados de alguns pesquisadores sobre o período momesco no Recife. “A ideia da obra surgiu com Augusto, em uma conversa com alguns colegas estudiosos das temáticas sobre o Carnaval. Ele resolveu juntar partes desses trabalhos com algumas abordagens diferentes”, explica a professora e autora Isabel Cristina Guillen.

Ao falar sobre o livro, Guillen lembra com afeição da relação com o amigo, falecido no início deste ano. “Augusto fez história na Universidade Federal de Pernambuco e desde a graduação queria estudar as escolas de samba. Louco pela Portela, do Rio de Janeiro, também escreveu sobre o Carnaval em seu mestrado e doutorado. Lamentei profundamente esta perda, pois além de excelente professor, o conheço desde menino”.

Apesar de ser derivado de pesquisas acadêmicas, “Tempos de Folia” é uma indicação para o público em geral com interesse nas festas de momo do século passado. “Esta é uma obra para quem busca entender a festividade além do período Carnavalesco. Tentamos escrever em uma linguagem acessível”, completa Guillen. 

Mas não só bailes e festas serão retratados na obra. As manifestações culturais como instrumento político também são pontos abordados em alguns dos capítulos da edição. No capítulo três, por exemplo, intitulado de “O Carnaval regenerado do Recife”, percebemos uma abordagem sobre o tipo de relação que se estabelecia entre o Estado e as populações urbanas, durante a transição do Império para a República. “Era uma época de muitas reformas, inclusive no padrão de Carnaval. No meu capítulo, falo de como queriam mostrar um novo Recife republicano. Na época isso era uma utopia”, explica o professor e pesquisador da Universidade Rural de Pernambuco, Lucas Victor Silva. 

Ainda segundo ele, todas os registros textuais sobre o Carnaval do final do século XIX para o início do século XX eram de exclusividade dos periódicos da capital. “Na época só jornalistas escreviam sobre o Carnaval, por isso agora trouxemos nossas contribuições como pesquisadores”.

O livro não contém muitas imagens, mas alguns registros do acervo iconográfico da Villa Digital da Fundação Joaquim Nabuco foram utilizados para ilustrar as histórias. “Optamos por não recheá-lo de imagens, pois não queríamos transformá-lo em um aumanque. O objetivo é levar a informação para o público trazendo um olhar para a obra por outra ótica, o olhar da informação”, finaliza Guillen.

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