apresenta


Iran do Espírito Santo

 

 
Galeria Vicente do Rego Monteiro
10 de julho de 2002
19:00 h Debate com o artista
Sala João Cardoso Ayres
20:00 h Abertura da exposição
Galeria Vicente do Rego Monteiro

Rua Henrique Dias · 609
Derby · Recife
visitação
11 de julho a 19 de agosto de 2002
terça a domingo
das 14 às 19 horas

Sem título
Buraco da fechadura

1999 · 8 x 3.5 x 1.8cm
Cortesia da Galeria Camargo Vilaça
Foto Everton Balardin

Currículo

 

 

 

  Nas Galerias
1998 · 400cm
Cortesia da Galeria Camargo Vilaça
Foto Everton Balardin

Artista plástico emergente da geração dos anos 80, com formação pela escola de arte-paulista - Fundação Álvares Penteado - FAAP, com um currículo internacional invejável, Iran do Espírito Santo, 39 anos, entra em cartaz na Galeria Vicente do Rego Monteiro, da Fundação Joaquim Nabuco, de 10 de julho a 19 de agosto. A exposição "Sem Título", 2002 faz parte do projeto Visualidades Contemporâneas, elaborado pelo Instituto de Cultura da FJN e selecionado pelo programa Petrobras Artes Visuais.

A formação de Iran do Espírito Santo fala um pouco sobre os rumos de sua trajetória. Em São Paulo, ainda estudante, o artista entra em contato com professores-artistas como Nelson Leiner e Regina Silveira e tem como companheiros outros artistas da Geração 80: Ana Maria Tavares, Caetano de Almeida, Leda Catunda e outros que entenderam ser urgente abandonar formas artísticas que isolavam a obra do expectador, por meio de estéticas passivas. Iran segue seu caminho próprio, enveredando para o interstício entre arte-sociedade, campo de sua pesquisa, que se firmou numa consistente produção de desenhos, objetos, esculturas e instalações.

Ao atacar o padrão arquitetônico moderno de escala humana, Espírito Santo criou uma situação especialmente desconcertante. De São Paulo para o mundo, Iran foi convidado a fazer instalações na Plug In Gallery - antigo prédio do Banco do Comércio do Winnipeg, Canadá, 1991; na Randolph Street Gallery - Chicago, 1996; Bienal de Veneza 1999 e na Selan Kelly Gallery - New York 2002. A partir do início da década passada, seus trabalhos foram ampliando em escala e no jogo de significados que propunha em relação ao espaço que os abrigava.

Nos meados dos anos 90, seu interesse passa a ser o comentário da reprodutibilidade da imagem, desenho industrial (técnica como valor), decoração (gosto como valor) e valor mercantil da obra de arte. Estas foram algumas das questões que alimentaram sua produção inicial.

As "esculturas" inspiradas em objetos de design constituem-se um dos aspectos mais ambíguos de sua obra como "Castiçal e Vela" (1998) que estará sobre uma base a espera do olhar investigativo do espectador.

"Sem Título" 1999, um provocante aparato ótico - um buraco de fechadura em aço convexo de 8 cm - estará ocupando sozinha uma das salas. Trata-se da inquietante imagem do visor que espelha quem o aciona. Diz o artista: "Um buraco de fechadura que reflete o lado de fora". Nesta panorâmica especialmente pensada para a Galeria da Fundação Joaquim Nabuco, "Iran apresenta um conjunto significativo de sua produção", diz o crítico Rodrigo Moura. O artista instala antigos trabalhos ao lado de outros especialmente criados para esta exposição, como a série "Ato Único", 2002 realizada em acrílico além de uma pintura mural.

Temas como design e arquitetura, abstração e construção, constituíram desde os primeiros tempos da produção de Espírito Santo, um importante grupo de interesses responsável pelo surgimento de um trabalho onde encontramos um dos principais conceitos defendidos por sua obra: a ambiguidade


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