3ª edição

ELEIÇÕES 2002: CONTINUIDADE E MUDANÇA

Paulo Fábio Dantas Neto é professor do Departamento de Ciência Política e pesquisador do Centro de Recursos Humanos - CRH da UFBA

 

 

 

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::. CARLISMO E OPOSIÇÃO NA BAHIA PÓS-CARLISTA .::
Paulo Fábio Dantas Neto

Quando o tema é política baiana, a idéia de supremacia incontrastável do grupo comandado pelo senador Antonio Carlos Magalhães, respaldada em cenário reiterado desde o final dos anos 70 , mantém-se versão corrente ainda agora, após as eleições de 2002, quando o carlismo, apesar do isolamento que passou a enfrentar no plano nacional, conservou o Governo Estadual, a representação baiana no Senado e ampla bancada federal. De acordo com esta avaliação, o crescimento do PT e da esquerda no Estado, conquanto não sejam de hoje, são vistos como efeito incidental de uma "onda Lula", e até na larga vitória deste nas eleições presidenciais na Bahia não se deixou de presumir impressões digitais de ACM.
Este pequeno texto insinua, mesmo que ainda de modo exploratório, especulativo e pouco cioso dos rigores necessários a uma análise sociológica ou institucional, outra interpretação sobre a contemporaneidade política baiana. Propõe que a Bahia já tenha ingressado no pós-carlismo e que esta nova situação, sem implicar em ocaso do carlismo ou da sua posição proeminente, leva à superação do padrão de comando unipessoal do Senador ACM sobre o grupo e a política baiana, cuja estrutura já transita do domínio de um "partido" para, no mínimo, uma bipolaridade competitiva.

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