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O Engenho Massangana é um conjunto arquitetônico rural do século XIX composto pela Casa Grande, Capela de São Mateus. É tombado pelo Estado como Parque Nacional da Abolição e está localizado no Cabo de Santo Agostinho – PE, abrangendo uma área de 10 hectares. Acredita-se que foi fundado por Tristão de Mendonça, quando recebeu do primeiro donatário da capitania de Pernambuco, Duarte Coelho, um pedaço de terra no município. O nome do engenho, de origem africana, vem do rio Massangana que na época do auge do açúcar servia para o escoamento do que era produzido nele, e nos engenhos da região, até o Porto do Recife. Em meados do século XIX o senador do império Joaquim Aurélio Pereira de Carvalho e sua esposa Ana Rosa Falcão, madrinha de Joaquim Nabuco, tornaram-se proprietários do local. Em 1849, logo que nasceu, Nabuco mudou-se para o Engenho Massangana onde viveu seus primeiros oito anos. Em seu livro, Minha Formação, Joaquim Nabuco afirma que as primeiras impressões vividas no Engenho Massangana formaram a base de suas ideias, que o influenciariam para sempre na luta pela abolição da escravatura.
“Pela minha parte acredito não ter nunca transposto os limite das minhas quatro ou cinco primeiras impressões... Os primeiros oito anos da vida foram assim, com certo sentido, os de minha formação instintiva, ou moral, definitiva... Passei esse período inicial, tão remoto e tão presente, em um engenho de Pernambuco, minha Província natal”. (NABUCO, 1989. p. 47)
Uma nova fase
Um novo começo acontece em 2010 para o Engenho Massangana. O tempo volta e sua importância histórica e cultural para a história de Pernambuco e do Brasil é aclamada. Em sua nova função, o conjunto traz em seus espaços a temática do açúcar e de Joaquim Nabuco. Exposições, atividades educacionais, expografia do século XIX, sala de leitura, visitas guiadas e uma prospecção arqueológica, que desvendará a história que ali aconteceu, são partes dessa nova fase. Dia 21 de novembro, Dia da Consciência Negra, o local será reinaugurado, com todas as suas funções em pleno funcionamento.
Em 2009 foi promulgada a Lei Federal nº. 11. 946, que institui 2010, ano do centenário de morte de Joaquim Nabuco, como o Ano Nacional Joaquim Nabuco. O Engenho Massangana que é o único engenho de Pernambuco a ter um líder abolicionista ligado à sua história, será palco de grandes reflexões sobre o legado que Nabuco deixou em sua atuação contra a escravidão, da qual vivemos suas consequências até os dias de hoje.
Cada visitante poderá conhecer as raízes da história cultural brasileira e ainda fazer parte da reestruturação deste importante Patrimônio Histórico.
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