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DILA [José Soares da Silva]

Lúcia Gaspar

Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco

pesquisaescolar@fundaj.gov.br

Xilogravurista e poeta de cordel, José Soares da Silva, que também assina José Cavalcanti e Ferreira, José Ferreira da Silva ou apenas Dila, nasceu no município de Bom Jardim, Pernambuco, no dia 23 de setembro de 1937, filho de Domingos Soares da Silva e Josefa Maria da Silva.

         Vendia folhetos de cordel nas feiras de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Ceará.

Diz ter chegado em Caruaru, local em que mora até hoje, em 1952. Trabalhou para os jornais Vanguarda e Defesa, onde imprimia seus cordéis. Chegou até a compor página montada na madeira, no jornal Agreste, onde fazia carimbo e xilogravura.

Posteriormente, montou uma pequena oficina gráfica, a Art Folheto São José, que virou Gráfica São José ou Gráfica Sabaó ou Preéllo Santa Bárbara ou ainda Flòlhéteria Càra d`Dillas.

Gravador de diversas capas de folheto e álbuns em policromia, rótulos de bebida e de remédios, ilustrador de livros e fabricante de carimbos, é um dos poucos poetas populares que utiliza a borracha ou linóleo, além da madeira, para talhar xilogravuras com uma lâmina de barbear. 

As primeiras xilogravuras foram feitas para cordéis de sua autoria e de outros poetas, como Francisco Sales Arêda, Vicente Vitorino, Chico Sales, J. Borges, João José da Silva.

Dila não gosta dos folhetos de épocas que narram os fatos do dia-a-dia da comunidade.  Seus temas preferidos são o cangaço, as aventuras do cangaceiro Lampião e os milagres do Padre Cícero. Dono de grande imaginação, tudo que conta é uma mistura de realidade e ficção. Suas fantasias o levam a dizer que é filho de um holandês chamado Euclides Oliveira Figueiredo, que era proprietário de 112 usinas de açúcar, utilizou 17 nomes para separar as famílias, teve 63 mulheres, 130 filhos homens e 127 mulheres e deixou tudo isso escrito em um catálogo. Entre seus irmãos, encontrados por acaso, estão Lampião, Padre Cícero e Miguel Arraes.  

Atualmente, sua gráfica atende encomendas para confecção de carimbos e rótulos de cachaça, vinagre, doces e outros produtos de pequenos fabricantes.

Sua casa, situada no bairro de Nossa Senhora das Dores, em Caruaru, além de seu local de trabalho, é também um ponto de atração turística da cidade.

Dila foi um dos contemplados como Patrimônio Vivo de Pernambuco, através da Lei estadual nº 12.196 de 2 de maio de 2002.

                                                                  Recife, 3 de agosto de 2006.

                                                                  (Atualizado em 24 de agosto de 20009).

 

FONTES CONSULTADAS:

 

 

AMORIM, Maria Alice. Dila é aqui. Continente Documento, Recife, ano 4, n.43, p. 34-36,  mar. 2006.

  

ASSUMPÇÃO, Michelle de. Cordelista vive obra como real: o Lampião.  Diario de Pernambuco, Recife, 31 jan. 2006, p.4,  Especial: Patrimônio Vivo.

 

BIOGRAFIA: Dila (José Soares da Silva). Disponível em: <http://www.pe-az.com.br/biografias/dila.htm>. Acesso em: 6 mar. 2006.

 

 

 

COMO CITAR ESTE TEXTO:

 

Fonte: GASPAR, Lúcia. Dila [José Soares da Silva]. Pesquisa Escolar On-Line, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://www.fundaj.gov.br>. Acesso em: dia  mês ano. Ex: 6 ago. 2009.

 

 




 

 


 
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