Fundação Joaquim Nabuco

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Programas Institucionais

Parcerias da Fundaj são destacadas no Seminário III dos Programas Institucionais



A sala Gilberto Freyre, na Fundação Joaquim Nabuco, recebeu na manhã desta terça-feira (31) o “III Seminário dos Programas Institucionais”, com o tema “Internacionalizando Parcerias”. Desde outubro de 2016, quando os P.I.’s foram implantados, o objetivo é construir um ambiente de conhecimento e pesquisa com resultados que serão partilhados entre a sociedade civil, o mundo acadêmico e o setor público. “Os Programas Institucionais têm focado no conjunto de várias ações. Nesse contexto, criamos uma tentativa de caráter estratégico para alargar nossas ações, não visando somente valores territoriais, mas também no sentido de alargar nossas fronteiras de conhecimentos temáticos”, disse Cátia Lubambo, coordenadora dos Programas.

O projeto ocorre de seis em seis meses e dura até o ano de 2019. O primeiro seminário teve por objetivo apresentar o tema escolhido de forma circunstancial no debate acadêmico e nas esferas de ação de gestores e outros atores da sociedade civil. O segundo teve propósito de trazer para a Fundaj alguns dos parceiros que também têm se dedicado ao tema e que já iniciaram articulações institucionais para projeto e ações. O seminário III foca em aproximar ainda mais os parceiros, dessa vez no âmbito reconhecidamente internacional, que estejam envolvidos com os projetos e que estão delineando resultados até o final do ciclo (2016-2019).

A abertura do III Seminário foi feita pelo presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Luiz Otávio Cavalcanti. Logo em seguida, Joanildo Burity, pesquisador da casa, fez a mediação da mesa “As relações Étnico-raciais no ensino de história da África”. Roberto Rocco, da Universidade de Tecnologia de Delft na Holanda, em cooperação com o Programa Institucional “Educação pela Cidade”, participou da segunda mesa “Educação para a cidade que precisamos”, mediada pelo pesquisador Cristiano Borba.

De acordo com Roberto Rocco, cada indivíduo precisa ter a noção social que está propondo. “Precisamos ter a participação dos diversos setores da sociedade. Essa participação acrescenta, esclarece e informa. Por exemplo, precisamos alinhar todos os objetivos e interesses para um bem público de forma geral”, disse.

Já a terceira mesa do dia teve como objetivo apresentar a proposta desenvolvida em conjunto com o Gestrado/UFMG. Com a mediação de Viviane Toraci, coordenadora do Programa Institucional 1 “Valorização Docente na Educação Básica”, Lívia Ferreira, representante do Gestrado/UFMG, explicou como está sendo desenvolvida a Escola Doutoral. “Estamos desenvolvendo uma Escola Doutoral, que também pode ser chamada Escola de Verão. Esse projeto está registrado no âmbito da Associação Internacional em Pesquisa e Educação. É uma espécie de rede de associação. nacional e internacional. Incentiva o desenvolvimento de pesquisas no campo das políticas educacionais”, afirmou Lívia.

A quarta mesa do dia foi mediada por Cibele Rodrigues, coordenadora do Programa Institucional 4 “Territórios de Educação e Cultura”. Com o tema “Mais tempo, mais direitos? Uma análise das políticas educativas de ampliação da escolarização”, a professora da Universidade Nacional de General Sarmiento e da Universidade de Buenos Aires, Nora Gluz, dentre outros assuntos, falou sobre projetos de extensão da jornada escolar no cenário latino americano e sobre algumas políticas de inclusão.

O III Seminário dos Programas Institucionais foi encerrado com a mesa “Argentina, Bolívia e Colômbia: Polissemias, controvérsias e desafios para a promoção da igualdade étnico-racial (2000-2017)”. Mediada por Cibele Barbosa, coordenadora do P.I.  2 “Educação e Relações Étnico-raciais”, e com a presença de Marcos de Araújo, pós-doutor em Sociologia pela UFPE, o encontro girou em torno das demandas por políticas públicas relacionadas à desigualdade racial. “Essa pesquisa tem como principal preocupação estudar as políticas sobre desigualdade racial nesses países e perceber as diferenças no desenvolvimento delas em toda a América Latina.”, afirmou o palestrante.

 

Agenda de Novembro/2017 dos Programas Institucionais

Agenda de Outubro/2017 dos Programas Institucionais

Conheça o Programa Institucional Educação, Governança e Sustentabilidade

A sustentabilidade tem o significado de desafio estratégico para o desenvolvimento social, dado que além do seu caráter técnico, sobressai o aspecto político que se encontra na base dos processos decisórios nos mais diversos campos de atuação humana. Neste contexto, considera-se que a Educação é estratégica para o fortalecimento desse valor civilizatório que é a sustentabilidade. Isto pressupõe explicitar que como toda prática social, a educação pode servir para manter ou alterar um determinado estado de coisas. Todavia, não é qualquer educação que pode levar à emancipação, à construção de novos valores e atitudes na relação da sociedade com o ambiente da qual ela faz parte. Assim, o fortalecimento do paradigma da sustentabilidade implica atuar diretamente nas dimensões educacionais e culturais como espaços de constituição de valores e atitudes. A proposta constitui, a priori, na integração e fortalecimento dos trabalhos desenvolvidos nos diversos setores da Fundaj, dialogando com as diferentes expertises tanto internamente como nos diversos espaços de discussão presentes nas diversas associações, conselhos e sociedades científicas com o propósito de buscar respostas às questões prioritárias frente ao processo de desenvolvimento em curso no país.

CLIMAP- Transformações das Políticas face às Mudanças Climáticas na América Latina

O projeto propõe uma análise comparativa das variáveis políticas e sociais em resposta às questões e aos desafios das mudanças climáticas (MC) na América Latina. A pesquisa estuda as transformações da ação pública e dos instrumentos de política agrícola e florestal face às MC no Brasil com um olhar comparativo no Chile e na Colômbia. As metas estabelecidas são: 1. fazer um inventário dos instrumentos de políticas públicas e mobilização de atores; 2. compreender as representações sociais relativas aos riscos envolvidos, os cenários de mobilização e a percepção dessas políticas pelos atores socias; 3. analisar a elaboração de políticas através de alianças de interesses que elaboram essas políticas e instrumentos; 4. examinar a implementação de políticas e instrumentos desenvolvidos, especialmente a sua coordenação inter-setorial e multinível e sua capacidade de produzir bifurcações em termos de trajetórias de desenvolvimento e descarbonização. O estudos são realizados em São Paulo (costa sul), Pernambuco (semiárido Nordeste) e Pará (Amazônia), na Colômbia e no Chile central.

Coordenador: Neison Freire
Contato: neison.freire@fundaj.gov.br 

Proposta de Mini-curso

A realização do mini-curso prevê a aplicação de métodos que auxiliem no desenvolvimento da metodologia dialógica de ensino aprendizado pelo cientista Paulo Freire. O método está presente em diversas situações, como no diálogo entre educador e educando e entre educando e educador que estão sempre em busca do humanismo nas relações. O mini-curso será realizado pelas pesquisadoras proponentes e direcionando a mulheres pescadoras de escolas públicas, ONG’s que trabalham a questão da mulher pescadora e lideranças locais. Cada curso tem a duração de 16 horas e 20 pessoas inscritas.

Coordenadora: Izaura Fischer
Contato: izaura.fischer@fundaj.gov.br  

Produção de vídeo

A proposta é produzir um vídeo tendo como norte o relatório da pesquisa: “A pesca artesanal no rio São Francisco: condições ambientais e de trabalho das mulheres pescadoras” realizada pela Fundação Joaquim Nabuco. A construção do roteiro e a criação do vídeo em proposição é de responsabilidade de técnicos da Massangana Multimídia e das pesquisadoras responsáveis pelo relatório. O vídeo será constituído por imagens e falas das mulheres pescadoras e de outros agentes participantes da pesquisa das zonas fisiográficas do Alto, Médio e Submédio e Baixo São Francisco.

Coordenadora: Izaura Fischer
Contato: izaura.fischer@fundaj.gov.br   

Proposta de elaboração de cartilha

A partir do relatório da pesquisa “Mulheres pescadoras artesanais no rio São Francisco: condições de trabalho e conservação ambiental” será elaborada uma cartilha em linguagem popular, dirigida às mulheres pescadoras do rio São Francisco. A diretriz serão as condições ambientais do rio e as dificuldades enfrentadas pelos pescadores de modo geral para permanecerem exercendo a atividade da pesca artesanal naquele ambiente de fragilidades provocadas principalmente pelo barramento da água, seja para produzir energia elétrica, seja para a prática da irrigação adotada por pequenos e grandes agricultores ao longo dos 2.800 km de extensão do rio.

Coordenadora: Izaura Fischer
Contato: izaura.fischer@fundaj.gov.br

Lugares Educadores: Das propostas às realidades locais

A proposta da pesquisa surgiu a partir da motivação em apreender como os sistemas educacionais, incluindo a educação formal e a educação não formal, estão respondendo, e como poderiam melhor responder, aos desafios entre Educação e Sustentabilidade, considerando as culturas das populações envolvidas e o contexto das políticas públicas direta ou indiretamente direcionadas a esses dois temas de forma conjunta. A ideia trabalha em Escolas e Unidades de Conservação que representam Regiões Fisiográficas brasileiras diferenciadas e conta com aportes das pesquisas e ações do ICMBio, dos diversos setores do MEC, da Resab e outras instituições.

Pesquisa: A realidade das escolas e a memória da Educação em Municípios situados às margens do Rio São Francisco

Por meio de indicadores da qualidade na Educação, a proposta é averiguar a realidade das escolas em municípios de uma região que historicamente sofre com os efeitos climáticos e aonde se vem buscando implementar uma proposta educacional voltada para a convivência com as adversidades da região. Uma cartografia da memória das instituições escolares desses municípios e dos sujeitos dessas escolas, focalizando as dimensões das práticas pedagógicas de gestão e as suas transformações. Será verificado quais as escolas desses municípios podem ser consideradas lugares educadores.

Coordenador: Janirza Rocha da Lima
Contato:
janirza.rochalima@fundaj.gov.br

Planejamento e Gestão Urbana e Ambiental: projeto de formação para o ordenamento sustentável do território local e microrregional

A pesquisa investiga dados primários e secundários, questões socioambientais locais ou microrregionais, problemas afins reconhecidos socialmente ou mesmo aqueles que poderiam fazer parte de agendas políticas ambientais. A pesquisa também terá foco em alunos potenciais, gestores públicos e lideranças locais da sociedade civil organizada, educadores ou educados da rede pública

Coordenador: Antônio Jucá
Contato: antonio.juca@fundaj.gov.br

Unidades de conservação como lugares educadores

Em princípio se considera objetos do estudo a Reserva Extrativista (Resex) Acaú-Goiana, o Parque Nacional (Parna) do Catimbau, a Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, o Monumento Natural (Mona) do Rio São Francisco e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Estadual Ponta do Tubarão, abrangendo áreas dos Estados de Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia e Rio Grande do Norte.

Todos os atores das escolas localizadas em Unidades de Conservação de Uso Sustentável e no entorno de Unidades de Conservação de Proteção Integral, mais a as comunidades relacionadas a estas UCs e seus gestores, e os visitantes das mesmas serão o público alvo da pesquisa. Para definição da amostra pretende-se incluir escolas públicas e particulares nas diversas modalidades de ensino e projetos de educação não formal.

Coordenador: Solange Coutinho
Contato: solange.coutinho@fundaj.gov.br

INCT Desenvolvimento Territorial e Políticas Públicas

OINCT integra várias instituições universitárias e de pesquisa, com participação de pesquisadores e docentes. A Fundaj integra esse INCT com quatro pesquisadores: Cátia Lubambo, Neison Freire, Diogo Helal e Alexandrina Sobreira. Os INCTs têm importância prioritária na política de governo. O selo do INCT foi conferido, em março de 2017, pela Equipe INCT/CNPq - Coordenação de Apoio a Parcerias Institucionais - COAPI/CGNAC, na perspectiva de facilitar a negociação com eventuais empresas interessadas na execução dos projetos envolvidos. Representa chancela do CNPq atestando a competência do grupo de pesquisadores/instituições envolvidos na proposta. A coordenadora dos Programas Institucionais Cátia Lubambo integra o comitê gestor do INCT.

Saiba mais sobre os Programas Institucionais da Fundaj: P.I. 5: Educação, Governança e Sustentabilidade

A sustentabilidade tem o significado de desafio estratégico para o desenvolvimento social, dado que além do seu caráter técnico, sobressai o aspecto político que se encontra na base dos processos decisórios nos mais diversos campos de atuação humana. Neste contexto, considera-se que a Educação é estratégica para o fortalecimento desse valor civilizatório que é a sustentabilidade. Isto pressupõe explicitar que como toda prática social, a educação pode servir para manter ou alterar um determinado estado de coisas. Todavia, não é qualquer educação que pode levar à emancipação, à construção de novos valores e atitudes na relação da sociedade com o ambiente da qual ela faz parte. Assim, o fortalecimento do paradigma da sustentabilidade implica atuar diretamente nas dimensões educacionais e culturais como espaços de constituição de valores e atitudes. A proposta constitui, a priori, na integração e fortalecimento dos trabalhos desenvolvidos nos diversos setores da Fundaj, dialogando com as diferentes expertises tanto internamente como nos diversos espaços de discussão presentes nas diversas associações, conselhos e sociedades científicas com o propósito de buscar respostas às questões prioritárias frente ao processo de desenvolvimento em curso no país.

A entrevista em vídeo você assiste na página da Fundação Joaquim Nabuco no Facebook

Perfil: Janirza Cavalcante da Rocha Lima

Coordenadora do Programa Institucional (P.I. 5) “Educação, Governança e Sustentabilidade”

Pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) há mais de 40 anos, Janirza Cavalcante é coordenadora do Programa Institucional (P.I. 5) “Educação, Governança e Sustentabilidade”. Formada em Ciências Sociais pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) e com mestrado em Antropologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a coordenadora possui diversos trabalhos publicados na área de Desvio Social. Doutora em Simbolismo na área da Antropologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, Janirza também tem experiência no tratamento de dependentes químicos. Desenvolveu também diversas pesquisas ao longo dos anos na próprio Fundação, além de alguns livros publicados.

Entrevista

1- Sobre o que é o Programa Institucional que você coordena? Pode descrevê-lo?

O Programa Institucional de número cinco é sobre Educação, Governança e Sustentabilidade. É um programa que tem a característica diferente dos demais P.I.’s por conta da sua origem. Reunimos os colegas pesquisadores e pensamos em agregar os projetos de maneira que eles estivessem abrigando todas as expertises da casa. Tivemos várias reuniões internas para enxugar a proposta e defini-la. O presidente à época, Paulo Rubem Santiago, entendeu que a proposta deveria ser transformada em um Programa Institucional. Temos a preocupação de estabelecer metas e indicadores para que possamos avaliar depois de um certo tempo se a proposta está indo no caminho correto.

2- Quais são os projetos dentro do P.I. que você coordena?

Existem vários estudos dentro de cada programa. Temos “Unidades de Conservação como Lugares Educadores”, a “Realidade das Escolas e a Memória da Educação em Municípios situados às margens do Rio São Francisco” e o “CLIMAP- transformações das políticas face às mudanças climáticas na América Latina”, por exemplo. Fomos agregando vários projetos ao longo do tempo. Não há nenhum tipo de hierarquia entre os projetos, já que cada um apresenta uma característica distinta. Além do projeto em si, nós nos preocupamos muito com a partilha do conhecimento e a formação agregada.

3- Quais são os produtos que irão sair do P.I. 5?

Nós temos a ideia de devolver para a sociedade onde a pesquisa foi realizada o resultado de cada trabalho. Temos a ideia de produzir cartilhas com material didático, relatórios de pesquisa, além de cursos de formação, oficinas e mini-cursos. São alguns dos produtos. Também vamos produzir um documentário sobre a pesca no Rio São Francisco e o empoderamento das mulheres. Tudo isso será devolvido à sociedade.

4- Qual o público-alvo de cada projeto?

Depende de como os estudos irão se desenvolver. Fica a cargo da criatividade do pesquisador. Depende da sua postura teórica também. Ele vai procurar os questionamentos que o seu entorno permite e isso vai dar uma capilaridade para falar com muitas pessoas, sejam elas pesquisadoras, estudantes ou até mesmo a população no geral.

5- Porque os P.I.’s são importantes para a Fundação Joaquim Nabuco?

O P.I. tem como proposta quebrar esse paradigma de falar de nós para os nossos pares. A Fundação tem mais visibilidade e se essa proposta vingar terá mais condições de ter uma fala institucional. De uma fala para o todo. Essa é a nossa grande estratégia. Falaremos para mais pessoas ao invés de focar em apenas um indivíduo.

6- Quem são as pessoas envolvidas em cada projeto?

A maioria das pessoas que estão atuando em cada projeto são pesquisadores da Fundação. Temos agregados de outras instâncias da casa, como da área de formação. Há também a Massangana Multimídia, que vai ser nossa parceira em várias atividades como na produção de vídeos, documentários e algumas coberturas.

7- Há algum tipo de parceria com empresas ou outras instituições?

Só os nossos parceiros habituais. Temos colegas na área do CLIMAP, que possui uma abrangência maior com outras instituições e universidade, por exemplo.

8- Qual o prazo limite para encerrar o P.I. 5?

O prazo para os 15 pesquisadores que estão trabalhando no nosso P.I. é 2019.

Saiba mais sobre os Programas Institucionais da Fundaj: PI 4: Territórios de Educação e Cultura

Neste programa, integram-se ações de pesquisa, formação, articulação em rede e partilha do conhecimento, cujo desenvolvimento deve promover o fortalecimento da Fundaj, por meio de ampliação do seu reconhecimento nos cenários nacional e internacional, no campo da produção de conhecimentos sobre as interdependências entre educação e cultura, sobretudo em termos de políticas e programas. Desenhado de forma colaborativa entre pesquisadores, analistas e assistentes de C&T das diferentes áreas de atuação institucional e de profissionais de instituições parceiras, o Programa amplia a compreensão e adesão interna, bem como o reconhecimento externo ao novo projeto institucional.

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Perfil: Cibele Maria Lima Rodrigues

Coordenadora do Programa Institucional (P.I. 4) “Territórios de Educação e Cultura”

Formada em Ciências Sociais, com Mestrado e Doutorado em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco, Cibele Rodrigues é pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco e professora do Programa de Pós-Graduação em Educação, Culturas e Identidades (PPGECI), associado entre a Fundaj e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Além de ter coordenado o Curso de Especialização Políticas de Promoção da Igualdade Racial na Escola, Cibele também atua em avaliação de políticas de educação básica, educação integral, sociologia política, movimentos sociais, cultura política e participação.

Entrevista

1- Como o Programa Institucional 4: “Territórios de Educação e Cultura” foi concebido?

Esse Programa Institucional nasceu de uma parceria entre a Fundação Joaquim Nabuco e o Comitê de Educação Integral de Pernambuco. Pensamos em políticas de educação integral para ampliar o tempo a partir do programa Mais Educação. Esse programa tinha uma concepção de envolver o pensar educação e cultura, pensar essas coisas de uma maneira indissociadas.

2- Quais são os produtos que irão sair desse P.I.?

Dentro do programa estão projetos que trabalham exatamente com a memória social na escola e com museus comunitários, por exemplo. Pensamos em alguns projetos, algumas atividades interligando o Museu do Homem do Nordeste e a Diretoria de Pesquisas Sociais. A ideia do Programa Institucional é integrar essas atividades pensando na qualidade da educação e como é que podemos dar essas contribuição.

3- Como a escola se encaixa na concepção do Programa Institucional 4?

A escola está transmitindo a cultura juntamente com outros fatores que também cumprem esse papel. A ideia é como a gente pode fazer essa interdependência, em que espaços. É preciso uma ampliação do tempo, pensando na qualidade da escola pública, em uma escola pública que tenha arte, museus e cinemas, por exemplo.

4- Como é a recepção dos estudantes com o projeto?

Quando começamos a estudar sobre isso e vemos os depoimentos dos alunos e professores, é que entendemos como as manifestações, as atividades, estão ligadas as artes e como isso desenvolve uma sensibilidade e influencia no processo de ensino e aprendizagem, como mexe com a autoestima dessas pessoas.

5- A grande ideia, portanto, é colocar educação e cultura à serviço desses alunos?

Pensamos em como a cultura será colocada dentro da escola e como essas manifestações artísticas, por exemplo, podem se interligar nesse processo de ensino e aprendizagem. Temos visto em pesquisas anteriores que isso tem uma influência inimaginável.

6- Há algum tipo de parceria com instituições ou empresas?

Sim, existe uma pesquisa que tem ligação com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e com o Ministério da Cultura (MinC).

7- Qual a expectativa para o momento que Programa for concluído?

Acreditamos que essa não é uma pesquisa para ficar apenas no gabinete, guardada. É uma pesquisa que tem relação com a realidade.

Saiba mais sobre os Programas Institucionais da Fundaj: PI 2: Educação e Relações Étnico-raciais

O programa se assenta sobre dois eixos: a) tematicamente, etnicidade, cultura e políticas públicas; b) estrategicamente, na articulação com movimento e organizações sociais, a academia e agentes públicos, envolvendo atividades de pesquisa, formação, divulgação científica e difusão cultural em diferentes combinações, conforme indicado no seu rol de projetos. O programa visa a incidir nas políticas públicas de educação para a promoção da igualdade étnico-racial, com foco nos desafios regionais e nas perspectivas globais do Brasil e da América Latina, a partir do compromisso com o enfrentamento do racismo e das desigualdades que o sustentam e com a promoção dos direitos humanos. Transversalmente ao eixo temático, serão exploradas as seguintes temáticas:

 Desigualdades socioeconômicas e culturais

  • Gênero
  • Religião
  • Direitos Humanos
  • Infância e Juventudade

O programa representa a retomada de um debate e uma contribuição histórica da Fundaj, que remonta ao seu fundador, Gilberto Freyre, e à própria trajetória institucional. Trata-se, porém, de ir além desse legado, no sentido de responder às urgentes questões vivenciadas pelo Brasil no que se refere ao enfrentamento de persistentes desigualdades sociais e à promoção de uma convivência pluralista de suas diferenças étnicas e culturais.

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Perfil: Joanildo Burity

Coordenador do Programa Institucional (P.I. 2) “Educação e Relações Étnico Raciais”

Formado em História pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com Mestrado (Universidade Federal de Pernambuco) e Doutorado (Universidade de Essex/ Inglaterra) em Ciências Políticas, Joanildo Burity é servidor da Fundação Joaquim Nabuco desde 1988. O pesquisador ainda passou um período de estágio pós-doutoral na Universidade de Westminster, em Londres. O tema principal da sua pesquisa é Religião, diversificando as sub áreas de interesse em questões referentes à Cultura e Identidade e Movimentos Sociais.

1- Sobre o que o Programa Institucional que você coordena?

O Programa de Educação e Relações Étnico Raciais surgiu a partir de uma discussão que envolveu muita gente, não só da Fundação, mas também da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), além de pessoas do Programa de Iniciação à docência, o PIBID, de várias universidades do Brasil. O programa tem foco na questão da etnicidade, especificamente a afro-brasileira e a indígena, abordado através de temas transversais.

2- Quantas pessoas atuam no P.I.2?

Nós começamos com um grupo de mais de 70 pessoas entre pesquisadores, professores universitários e estudantes. Infelizmente, algumas pessoas, por diversas razões, não puderam continuar. Hoje, portanto, temos cerca de 50 pessoas.

3- Há algum tipo de parceria com outras instituições ou empresas?

Temos parcerias com várias universidades públicas do país, além de algumas faculdades, como a Faculdade Luterana no Rio Grande do Sul. Temos universidades estaduais e federais envolvidas na execução e outras que participaram da concepção do programa.

4- Como vocês chegaram até essas universidades parceiras?

Já tínhamos vínculo de pesquisa e alguns contatos. Chamamos esse pessoal e eles toparam a ideia. No momento, por exemplo, temos um projeto realizado em Fortaleza, em parceria com a Universidade do Estado do Ceará. Temos também algumas oficinas que serão realizadas no Pará. Através desses parceiros locais, tentamos alcançar outros grupos fora da academia.

5- Quais são os projetos do Programa Institucional que você coordena?

Ainda não temos nenhum projeto concluído, já que o P.I. começou no ano passado. Estamos em fase de produção. Temos alguns produtos estão saindo à medida que algumas etapas vão sendo concluídas. Há algumas publicações que saíram de um projeto chamado “Coleção: Documentos de História Afro-Brasileira”. Temos alguns vídeos produzidos no âmbito do projeto “Trocas Atlânticas”. Algumas oficinas foram realizadas e as pessoas que participaram estão colocando o que foi aprendido na prática. Temos também um seminário permanente que realizamos entre quatro e seis vezes por ano, às vezes na própria Fundaj, às vezes em outros locais.

6- Há algum produto voltado para estudantes?

Temos projetos que alunos da iniciação científica e alunos do mestrado estão envolvidos. Essas pessoas podem produzir artigos ou livros com os resultados gerais das oficinas. É um material que atenderá ao público acadêmico e que terá um resultado imediato.

7- O Programa Institucional que você coordena se relaciona com outro P.I.?

Em termos de atividades conjuntas temos o Programa Institucional de Valorização do Trabalho Docente. Temos, inclusive, pessoas que atuam nos dois P.I.’s em que as atividades se cruzam com a temática étnico racial. A gente também tem uma vinculação com os programas de pós-graduação da Fundação Joaquim Nabuco. Os dois mestrados têm uma relação direta com a temática do P.I..

8- Qual a importância desses P.I.’s para a Fundação?

Além da importância dos temas em si que foram definidos porque a instituição identificou os temas como estratégicos, eles são assuntos que já são tradicionais na Fundaj. É importante implantar uma sistemática de planejamento e execução de atividades da Fundação, como a pesquisa, a cultura e a formação. Temos a vontade de integrar essas atividades com os servidores e técnicos para que todas possam trabalhar juntos.

Conheça o Programa Institucional Educação e Relações Étnico-raciais

O programa se assenta sobre dois eixos: a) tematicamente, etnicidade, cultura e políticas públicas; b) estrategicamente, na articulação com movimento e organizações sociais, a academia e agentes públicos, envolvendo atividades de pesquisa, formação, divulgação científica e difusão cultural em diferentes combinações, conforme indicado no seu rol de projetos. O programa visa a incidir nas políticas públicas de educação para a promoção da igualdade étnico-racial, com foco nos desafios regionais e nas perspectivas globais do Brasil e da América Latina, a partir do compromisso com o enfrentamento do racismo e das desigualdades que o sustentam e com a promoção dos direitos humanos.Transversalmente ao eixo temático, se explorarão as seguintes temáticas: 

  • Desigualdades socioeconômicas e culturais
  • Gênero
  • Religião
  • Direitos Humanos
  • Infância e Juventudade

O programa representa a retomada de um debate e uma contribuição histórica da Fundaj, que remonta ao seu fundador, Gilberto Freyre, e à própria trajetória institucional. Trata-se, porém de ir além desse legado, no sentido de responder às urgentes questões vivenciadas pelo Brasil no que se refere ao enfrentamento de persistentes desigualdades sociais e à promoção de uma convivência pluralista de suas diferenças étnicas e culturais.

Acompanhamento Longitudinal do Desempenho Escolar de Alunos da Rede Pública de Ensino Fundamental do Recife

O projeto está em conformidade com uma das metas do Plano Nacional de Educação: “Fomentar a igualdade na educação básica em todas as etapas e modalidades, com melhoria no fluxo escolar e da aprendizagem de modo a atingir determinadas médias nacionais para o IDEB” e com a solução 49: “Alinhar as avaliações com as políticas da Educação Básica”. O objetivo é investigar como os insumos escolares e as características sociais e econômicas do aluno, sua família e comunidade afetam seu desempenho acadêmico. Seus resultados deverão subsidiar propostas de políticas educacionais e culturais e de promoção dos direitos humanos e elementos para a produção de experiências formativas e de materiais de uso didático.

Coordenadora: Isabel Raposo
Contato: isabel.raposo@fundaj.gov.br

Análise comparativa de políticas nacionais de promoção da igualdade étnico-racial

O  Mestrado Profissional em Gestão Pública para o Desenvolvimento do Nordeste, do CCSA-UFPE, busca fortalecer estudos e pesquisas, no âmbito da avaliação de políticas públicas afirmativas, que visem verificar a influência e o impacto educacional, socioeconômico e cultural dessas políticas para a promoção da igualdade étnico-racial. A pesquisa direciona-se à analise dos principais programas e ações implantadas,  com recorte racial,  para a educação, por meio dos entes federal, estaduais e/ou municipais a partir da década de 1990 até o  governo de Dilma Rousself.

Coordenador: Joanildo Burity
Contato: joanildo.burity@fundaj.gov.br

Análise de indicadores socioeconômicos da desigualdade étnico-racial

Este projeto realiza estudo das desigualdades étnico-raciais a partir da criação de indicadores quantitativos. São três temas estruturantes: ambiente escolar, mercado de trabalho e trabalho infantil. O estudo envolve tanto a análise documental, quanto a criação de indicadores de desigualdade de gênero e étnico-raciais. Os resultados do estudo devem subsidiar propostas de políticas educacionais e culturais e de promoção dos direitos humanos e elementos para a produção de experiências formativas e de materiais de uso didático.

Coordenadora: Michela Camboim
Contato: michela.camboim@fundaj.gov.br

Avaliação dos discursos da proposta politico-pedagógica e da prática acerca dos direitos humanos e relações étnico-raciais em escolas públicas da educação básica

A pesquisa e os subprojetos se colocam como contribuições para a avaliação das propostas politico-pedagógicas no discurso estabelecido sobre direitos humanos e relações étnico-raciais em escolas públicas de ensino básico de Pernambuco. O projeto conta com quatro subprojetos desenvolvidos na UFPE-CAA e um na Fundaj.

Coordenador: Sandro de Salles
Contato: -

O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência para a Diversidade em nível nacional: saberes, práticas e contribuições formativas

O projeto enseja evidenciar os desdobramentos do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência para a Diversidade (Pibid Diversidade) no cenário nacional. A análise busca apreender os aspectos conceituais, as práticas formativas e às contribuições do Pibid Diversidade, advindas da dinâmica vivenciada pelos sujeitos coletivos em diálogo com os conhecimentos que fundamentam o saber/conhecimento da dinâmica autocompreensiva do Programa.

Coordenadora: Jaqueline da Silva
Contato: -

O campo interdisciplinar da Educação para as Relações Étnico-Raciais- ERER na educação brasileira: desenvolvimento, tensões e formação

O projeto analisa o processo de constituição do campo interdisciplinar da Educação para as Relações Étnico-Raciais- ERER na educação brasileira. A análise busca apreender os processos de configuração da ERER no Ministério da Educação, mais precisamente, a partir das ações desencadeadas pelo Programa Diversidade na Universidade e pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Inclusão – SECADI.

Coordenador: Moisés de Melo Santana
Contato: -

Coleção Documentos de História Afro-Brasileira

O presente projeto está em andamento no âmbito da proposta do Laboratório Acervos e Materiais Didáticos - LABdidática e propõe a publicação de uma Coleção de livros ligados à história e cultura afro-brasileiras, tendo como fonte principal as diferentes tipologias de acervos da Fundação Joaquim Nabuco. Em cada volume pretende-se levar ao leitor uma variada gama documental, de modo a mostrar como o mesmo tema pode ser representado por diferentes atores sociais nas mais diversas situações. Objetiva aproximar professores e alunos de questões que também fazem parte do seu cotidiano, na medida em que estabelece ligações entre o contexto abordado nos documentos históricos e situações da contemporaneidade.

Coordenadora: Cibele Barbosa
Contato: cibele.barbosa@fundaj.gov.br

Imaginário colonial e racismo nas primeiras décadas da República no Brasil

O presente projeto se insere no programa de pesquisas em acervos da Fundação Joaquim Nabuco sobre a temática étnico-racial e tem como objetivo contribuir para os estudos voltados para a história do racismo brasileiro em contraste com a ideia de uma democracia racial no país. Estão sendo levantados nos acervos da Fundação Joaquim Nabuco e Biblioteca Nacional documentos iconográficos bem como artigos de jornais e revistas. Pretende-se fazer uma análise das representações do racismo fenotípico a partir da reapropriação e difusão, sob diferentes meios de expressão, das teorias raciais ou o racismo cientifico em voga naqueles anos.

Coordenadora: Cibele Barbosa
Contato: cibele.barbosa@fundaj.gov.br

Conflitos étnico-raciais no acervo do MUHNE: duas leituras a partir da produção artística contemporânea

Pesquisa no acervo do Museu do Homem do Nordeste – MUHNE sobre as obras de origem africana, afrodescendente e indígena ali reunidas. O objetivo é destacar o caráter violento e excludente que caracterizou as relações étnico-raciais em períodos-chave da história do Brasil, em que populações africanas escravizadas e seus descendentes, bem como diversos povos indígenas, sofreram processo de crescente desumanização, ao qual resistiram o quanto e da forma que lhes foi possível. Essa releitura do acervo do MUHNE busca identificar e ativar as suas potencialidades críticas, desalojando-o de seu enquadramento em discursos museológicos e históricos que segregam objetos e documentos produzidos no passado dos contextos mais amplos dos quais são não somente evidência, mas também lente privilegiada para entender o tempo corrente.

Coordenador: Albino Oliveira
Contato: albino.oliveira@fundaj.gov.br

Curso de Especialização em Infância, Educação e Sociedade

O curso pretende formar especialistas no debate das questões relacionadas à infância, com foco no protagonismo da criança, e compreenda a infância enquanto construção histórica e social. Os estudos desenvolvidos no curso discutirão as políticas de atendimento à infância, em especial na área da educação. Serão consideradas também as temáticas da exclusão e desigualdade como campos que se articulam com as questões da infância e necessárias nessa discussão.

Coordenadora: Patrícia Simões
Contato: patricia.simoes@fundaj.gov.br

Cursos de curta duração sobre História Contemporânea da África

O presente curso procura levar aos professores e demais profissionais da educação básica conteúdos sobre história contemporânea da África (final do século XIX aos dias atuais) a partir do uso de acervos e produtos culturais, como o cinema e a literatura. Nesse sentido, procura ampliar a oferta de conteúdos transversais sobre o tema e conectá-los com a história brasileira. Os cursos terão carga horária de 20 horas-aulas cada um e se dividirão nas seguintes temáticas:

  • História Contemporânea da África I (EAD e presencial)
  • História Contemporânea da África II (EAD e presencial)
  • O cinema e o ensino de História Contemporânea
  • Ensino de História da África Contemporânea: Música, literatura e ativismo
Coordenadora: Cibele Barbosa
Contato: cibele.barbosa@fundaj.gov.br

Acompanhamento Longitudinal do Desempenho Escolar de Alunos da Rede Pública de Ensino Fundamental do Recife

O objetivo geral do projeto é investigar como os insumos escolares e as características sociais e econômicas do aluno, sua família e comunidade afetam seu desempenho acadêmico. Seus resultados devem subsidiar propostas de políticas educacionais e culturais e de promoção dos direitos humanos e elementos para a produção de experiências formativas e de materiais de uso didático.

Coordenadora: Isabel Raposo
Contato: isabel.raposo@fundaj.gov.br

Especialização em Direitos Humanos e Educação

O curso é proposto na modalidade presencial, incluindo programação a distância: haverá encontros presenciais mensais, em fim de semana, e em períodos de recesso e férias escolares e serão programadas atividades coletivas e individuais a distância; destinado a  quarenta (40) educadores, entre funcionários públicos docentes, que estejam atuando direta ou indiretamente na educação básica, ou ativistas vinculados a ONGs, atuando direta ou indiretamente, no campo da educação escolar.

Coordenadora: Márcia Pires
Contato: marcia.pires@fundaj.gov.br

Publicação de Dissertações

O programa visa à publicação na forma de livro de uma dissertação por ano defendida por aluno ou aluna dos cursos de mestrado da Fundaj, dentro da temática  do PI, através de edital específico, que definirá as regras de submissão e seleção da dissertação.

Coordenadora: Luciana Marques
Contato: -

Curso de Especialização em Infância, Educação e Sociedade

O curso pretende formar especialistas no debate das questões relacionadas à infância, com foco no protagonismo da criança, e que compreenda a infância enquanto construção histórica e social. Os estudos desenvolvidos no curso discutirão as políticas de atendimento à infância, em especial na área da educação.

Coordenadora: Patrícia Simões
Contato: patricia.simoes@fundaj.gov.br

Filmes e documentários sobre relações étnico-raciais em diferentes culturas

Este projeto visa a incentivar a produção e promover a difusão de materiais audiovisuais sobre diferentes aspectos da condição das populações afrodescendentes e indígenas no Brasil. O incentivo se dará através de parcerias envolvendo a Massangana Multimídia Produções e o Canne - Centro Audiovisual Norte-Nordeste e a Coordenação de Cinema da Fundação, por meio de editais voltados a profissionais do audiovisual e à comunidade escolar de escolas públicas em nível nacional e a realização de um Curso de Documentário.

Coordenadora: Cynthia Falcão
Contato: cynthia.falcao@fundaj.gov.br

Diretrizes para a Educação das Relações Étnico-Raciais e o uso de imagens nos livros didáticos de História e Sociologia do Ensino Médio

Este projeto objetiva realizar uma análise crítica das coleções de livros didáticos de História e Sociologia do Ensino Médio, aprovados pelo MEC no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) 2012, que são utilizados pelas escolas públicas de todo o Brasil. O foco é realizar uma análise da iconografia que apresenta assuntos relacionados à temática afro-brasileira, com ênfase nas representações que constrói sobre o negro, a história da África e as questões raciais.

Coordenador: Allan Monteiro
Contato: allan.monteiro@fundaj.gov.br

Imaginário colonial e racismo nas primeiras décadas da República no Brasil

O objetivo é de contribuir para os estudos voltados para a história do racismo brasileiro em contraste com a ideia de uma democracia racial no país. Pretende-se fazer uma análise das representações do racismo fenotípico a partir da reapropriação e difusão, sob diferentes meios de expressão, das teorias raciais ou o racismo cientifico em voga naqueles anos. A problemática que se coloca é observar como o discurso intelectual pautado, no caso, por essas teorias coloniais do final do século XIX e início do XX, foi agenciado, representado e difundido por meio de produtos culturais de consumação popular gerando uma cadeia de estereótipos e estigmas sociais no imaginário coletivo, muitos dos quais perduram até os dias de hoje.

Coordenadora: Cibele Barbosa
Contato: cibele.barbosa@fundaj.gov.br

Integração dos Projetos do Programa Institucional

Este projeto desenvolverá um conjunto de atividades de articulação, debate, aprofundamento metodológico, reflexão e avaliação com o fim de dotar o PI de uma dinâmica integradora e de contínuo monitoramento da coerência e da efetividade dos projetos propostos.

Coordenador: Joanildo Burity
Contato: joanildo.burity@fundaj.gov.br

Oficinas deliberativas sobre gênero e relações étnico-raciais

Realização de um conjunto de atividades de pesquisa, divulgação científica e difusão cultural, com utilização da metodologia de oficinas deliberativas, para promover um diálogo inclusivo sobre relações de gênero e étnico-raciais.

As Oficinas serão realizadas em parceria com dois projetos (um de pesquisa, outro de extensão) do CAA/UFPE: a) Escola e homoparentalidade na perspectiva dos/as profissionais da educação e de famílias LGBT em Pernambuco (MCTI/CNPQ/Universal 14/2014 – Processo nº 461095/2014-9); b) Juventudes, sexualidades e prevenção dst/aids (Convênio UFPE/MEC/SEB – Ação 20RJ-201)

Coordenador: Joanildo Burity
Contato: joanildo.burity@fundaj.gov.br

Oficinas deliberativas sobre pluralismo religioso e relações étnico-raciais

Este projeto existe a fim de promover o diálogo entre representantes de diferentes confissões religiosas e pessoas sem religião, atuantes em movimentos e organizações sociais e em políticas públicas, que têm interesse em debater o tema da diversidade religiosa, com o intuito de estabelecer maior envolvimento deste segmento em processos de participação social nos sistemas nacionais setoriais de educação, cultura e direitos humanos.

Coordenador: Joanildo Burity
Contato: joanildo.burity@fundaj.gov.br

Práticas Educativo-culturais de Organizações de Mulheres Negras no Nordeste do Brasil: protagonismos, identidades, raça, gênero e religião

Sendo o contexto a partir do qual nascem as comunidades tradicionais de terreiro, espaços de resistência e sobrevivência de pessoas e grupos excluídos; torna-se lugar favorável à prática de experiências de ações educativo-culturais de promoção do empoderamento de mulheres negras, que podem se configurar como referência de agenciamento dessas mulheres. Ter no viés religioso um locus analítico de observação da complexidade das questões de identidade nas lutas sociais. A partir disso são suscitadas questões que buscarão elucidar a religião como locus de observação da complexidade das questões de identidade no agenciamento das práticas educativo-culturais das organizações nordestinas de mulheres negras.

Coordenadora: Lilian Lira
Contato: -

A produção da Fundação Joaquim Nabuco sobre relações étnico-raciais

Este projeto faz um levantamento e balanço crítico da produção institucional em pesquisa, formação, formação de acervos, publicações, ações de incidência pública e de difusão cultural, no período desde a criação da Fundação Joaquim Nabuco, com foco na contribuição identificável para a temática das relações étnico-raciais no Brasil. A análise desta produção procura identificar conexões possíveis com a agenda contemporânea da educação e da promoção da igualdade étnico-racial. O projeto também realiza um balanço crítico desta produção e tenta definir uma linha de base para a proposta de incidência do Programa Institucional no campo das políticas de promoção da igualdade étnico-racial.

Coordenador: Joanildo Burity
Contato: joanildo.burity@fundaj.gov.br
 

Relações Étnico-Raciais no Acervo da Fundaj

Projeto de divulgação científica e difusão cultural para estímulo à utilização dos acervos institucionais, bibliográficos, documentais, iconográficos, audiovisuais e museográficos para a produção de análises sobre relações étnico-raciais, convivência intercultural, práticas educativas e políticas públicas relacionadas, por parte de estudantes de pós-graduação e pesquisadores(as) atuantes na Fundaj e em outras instituições.

Coordenadora: Luciana Marques
Contato: -

Religião, Gênero e Habilidades Sociais: Considerações acerca da Condição Feminina no Protestantismo Brasileiro

A presente pesquisa pretende verificar, no contexto de 3 (três) capitais brasileiras – Recife, Vitória e Rio de Janeiro – de modo comparativo e interdisciplinar, em que medida as múltiplas configurações discursivo-teológicas presentes no protestantismo brasileiro de origem missionária e pentecostal dialogam (ou não) com as políticas públicas e culturais (ou mesmo iniciativas da sociedade civil) de enfrentamento ao sexismo, ao racismo e à intolerância religiosa. Sem esquecer, é claro, a problemática da questão étnico-racial no contexto das igrejas evangélicas, principalmente no que diz respeito à atuação de evangélicas negras em espaços de militância e de inserção social, por exemplo.

Coordenador: Robson Souza
Contato: -

Robson mantém um blog com conteúdo relacionado ao tema de Religião, Gênero e Habilidades Sociais. Você pode acessá-lo clicando aqui.

Seminário em Rede

O Seminário em Rede constitui uma série de seminários permanentes promovidos pela Fundaj como oportunidade de fortalecimento das pesquisas desenvolvidas nos programas de pós-graduação (MPCS, PPGECI). São convidados especialistas sobre o tema focado e suscitadas importantes discussões.

Coordenadora: Luciana Marques
Contato: -

Trocas Atlânticas

Suas atividades visam o atendimento da Lei 10.639/2003 bem como das prerrogativas dispostas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais. Do mesmo modo se inscreve nas atividades da Década Internacional dos Afrodescendentes: afrodescendentes, justiça e desenvolvimento (2015-2024) da ONU, que tem como foco a “promoção de um maior conhecimento e um maior respeito aos diversos patrimônios, culturas e contribuições de afrodescendentes para o desenvolvimento das sociedades”.  Nesse sentido as atividades desenvolvidas no âmbito dessa pesquisa se engajam nesse propósito e na rede de pesquisadores do projeto Rota do Escravo da UNESCO, ao contribuir com estudos sobre as trocas e circulações de indivíduos, ideias, saberes e expressões culturais afrodiaspóricas.

Coordenadora: Cibele Barbosa
Contato: cibele.barbosa@fundaj.gov.br

 

 

    

Agenda de Setembro/2017 dos Programas Institucionais

Saiba mais sobre os Programas Institucionais da Fundaj: PI 3: Educação pela Cidade

O Programa Institucional 3: Educação pela Cidade procura explorar as cidades como palco de encontros e convivências, mas também de conflitos e segregações. Tem, com isso, o objetivo de contribuir com as políticas públicas de educação, articuladas às políticas urbanas e de cultura, destacando as diretrizes: superação das desigualdades educacionais com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas, à diversidade e à sustentabilidade socioambiental.

A entrevista em vídeo você assiste na página da Fundação Joaquim Nabuco no Facebook.

Perfil: Cristiano Felipe Borba do Nascimento 

Coordenador do Programa Institucional (P.I. 3) “Educação pela Cidade” 

Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Cristiano Borba é coordenador do Programa Institucional (P.I.3) “Educação pela Cidade”. Mestre na linha de Estudos do Ambiente Construído pela UFPE e Doutor na linha de pesquisa de Projeto do Edifício e da Cidade, Cristiano também é professor colaborador do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Urbano da UFPE desde 2015. O coordenador também desenvolve pesquisas nos campos de projeto e teoria da Arquitetura e do Urbanismo.  

1- Sobre o que é o Programa Institucional que você coordena? 

Educação pela cidade foi formulado dentro da perspectiva de aproximar mais os temas e ações que vinham sendo trabalhados pela Fundação Joaquim Nabuco em termos de educação. Foi um grande norte institucional. Dentro desse setor de documentação, a cidade como objeto de estudo sempre foi um tema recorrente, mas   sempre de forma muito fragmentada. 

2- Como vocês chegaram até a concepção do tema? 

As pesquisas estavam cada vez mais isoladas e a ideia do P.I. era transversalizar esses conhecimentos. Tudo isso levou a gente a pensar na escolha da cidade como tema integrador do setor. O título tenta fazer essa convergência de educação como norte e a cidade como objeto ou meio. É um tema polissêmico, mas que se adequa ao que a gente está buscando. Nas discussões e pelas próprias definições de política pública nacional a gente entendeu que para além da cidade como objeto construído, a gente tinha que focar na noção da formação do cidadão.  

3- Quais são os produtos que estão sendo desenvolvidos nesse Programa? 

Os projetos tentam dar conta dessa diversidade toda que o termo permite. Eu digo tentam porque é muito difícil abranger tudo. Existem alguns que são voltados para a formação do cidadão para torná-lo atuante na sociedade. É ai que entram os cursos de  de formação de conselheiros em educação. Em termos de pesquisa, a gente tem desde a noção de impactos da urbanização até outros que lidam diretamente com a educação. Há um produto que lida sobre a produção de conteúdo audiovisual voltado para o engajamento do cidadão em questões urbanas.  

4- Quem são as pessoas envolvidas nesses projetos? 

São basicamente pesquisadores da Fundação Joaquim Nabuco. 

5- Há algum tipo de parceria com outras instituições públicas ou empresas? 

Sim, há algumas, mas nenhuma parceria internacional. Temos com universidades, como a de Pernambuco e a da Paraíba, temos o IPHAN, que é um órgão que sempre participa ativamente. Há também uma rede de bibliotecas comunitárias municipais, além de um grupo de pesquisa voltado para a observação documental no Porto Digital.  

6- Qual o foco do P.I. que você coordena? 

Nosso objetivo é entregar ao público o acervo da Fundação em um formato mais palatável.  

7- E a importância dos conteúdos do P.I. 3 para a Fundação? 

Acho que é a transversalização de algumas ações que já aconteciam antes da criação dos Programas. O lado positivo foi organizar essas ações sob “guarda-chuvas’’ temáticos que congregam e facilitam a troca de ações e canalizam esforços para alguns produtos mais objetivos. É algo fundamental e importante para o momento que a gente vive.

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