Fundação Joaquim Nabuco

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Programas Institucionais

Agenda de Dezembro dos Programas Institucionais

Agenda de Novembro dos Programas Institucionais

Agenda de Outubro dos Programas Institucionais

A discriminação racial pode atrapalhar o desempenho escolar dos estudantes no ensino fundamental?

O projeto de pesquisa “Acompanhamento Longitudinal do Desempenho Escolar de Alunos da Rede Pública de Ensino Fundamental do Recife” tem como ponto de partida a exploração analítica dos dados levantados pela Pesquisa “Determinantes do Desempenho Escolar na Rede de Ensino Fundamental do Recife” iniciada em 2013 pela Coordenação de Estudos Econômicos e Populacionais, FUNDAJ. Atualmente, o projeto se encontra na fase de revisão da literatura e exploração dos dados relacionados a resultados educacionais dos estudantes segundo raça/cor. 

Os primeiros exercícios estatísticos demonstram que os alunos de 6º ano de escolas públicas do Recife que se declaram negros apresentam em média um desempenho em matemática inferior em 5% quando comparados àqueles estudantes que se declaram de outra raça/ cor, como brancos, pardos, amarelos ou indígenas. Essa diferença de rendimento, embora apresente uma significância estatística, pode estar encobrindo o efeito de outras estruturas sociais, que não somente o aspecto racial, tais como o grau de escolaridade ou o poder aquisitivo dos pais desses alunos. É possível que as variáveis de escolaridade e renda sejam distintas entre os pais de alunos negros e não negros; e essas estruturas sociais, por sua vez, também contribuam para o desempenho do aluno independentemente do fator raça.


Quando se refina a análise, controlando-se também para os níveis de renda, escolaridade e raça dos pais dos estudantes, as diferenças de rendimento escolar persistem desfavoráveis aos alunos negros, porém em menor magnitude (-4%). É importante compreender ainda de que forma a etnia ou raça/cor de determinado aluno estaria impactando seu desempenho escolar. Não faz sentido a diferença de desempenho educacional ser decorrente do fato de um aluno ter determinada cor de pele ou etnia, ou seja, que a capacidade cognitiva de um aluno estaria baseada em sua raça. Mas, o fato de pertencer a uma minoria racial e conviver num contexto de discriminação, esse sim, pode impactar diretamente em suas notas.


Nesse sentido, é plausível considerar que, devido ao preconceito racial, alunos negros recebam tratamentos distintos de seus pares no ambiente escolar, sofrendo, inclusive, com a prática do bullying. Essa situação, por sua vez, desestimula o aluno no processo de aprendizagem, podendo incentivá-lo, por exemplo, a faltar mais aulas. Além disso, de maneira mais ampla, repercute também na autoestima do aluno, o que, por si só, já prejudica todo o seu desempenho escolar. Exercícios futuros continuarão a investigar as possíveis desigualdades educacionais por raça/ cor e gênero, sobre diversos outcomes escolares, a exemplo da estimação do efeito do professor segundo gênero e raça/cor, do efeito da composição de turma por gênero e raça/cor sobre desempenho; do efeito de pares no processo de aprendizagem por gênero e raça/ cor e do impacto da autoestima e da saúde, por gênero e raça/ cor, sobre a aprendizagem.

PROGRAMA INSTITUCIONAL EDUCAÇÃO E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: Balanço 2016

No final de 2016 iniciaram-se as atividades de projetos de pesquisa,  difusão e formação aprovados pelo Contec referentes ao PI Educação e Relações Étnico-raciais.

No projeto Trocas Atlânticas foi realizada a primeira sessão do Encontro AfroDiásporas, para discussão de abordagens teórico-metodológicas a serem implantadas na pesquisa. Também no âmbito do projeto Trocas foi realizado no dia 7 de dezembro, juntamente com Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros-NEAB da UFPE, o evento Conexões AfroAtlânticas: educação, linguagens e novas mídias sociais no combate ao racismo que teve a participação do Grupo Kanteatro, formado por alunos de escolas municipais os quais encenaram um espetáculo teatral juntamente com integrantes do Centro Cultural Nação Ogan. O evento, que teve a participação do rapper Marcelo Duguettu (RJ) e a documentarista Yane Mendes do coletivo Favela News, foi voltado para alunos de escolas públicas. 

No projeto Religião, Gênero e Habilidades Sociais: Considerações acerca da Condição Feminina no Protestantismo Brasileiro foi realizada pesquisa de campo, com entrevistas em Recife e na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. 

O Seminário em Rede Educação e Relações Étnico-Raciais teve sua segunda edição em setembro, sob o tema “Etnicidade, Gênero e Educação”, em sessão conjunta com o II Seminário Audre Lorde “Mulheres Negras Construindo Conhecimento”, em parceria entre o PI e o Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação, Raça, Gênero e Sexualidades Audre Lorde - GEPERGES/UFRPE.

Na área de formação, foi realizado o Primeiro Módulo (20h)  que integra o Projeto de Cursos de Curta Duração em História da África Contemporânea, o qual ocorreu nos dias 10 de dezembro de 2016 e 13/14 de janeiro de 2017. Também foi realizado um curso de curta duração (4h) sob o título “Religião, Gênero e Relações Étnico-Raciais: Um Enfoque Sociológico”, durante a segunda edição do Seminário em Rede, vinculado ao projeto Religião, Gênero e Habilidades Sociais.

PROGRAMA INSTITUCIONAL VALORIZAÇÃO DOCENTE NA EDUCAÇÃO BÁSICA: Compromisso em construir e compartilhar conhecimentos

O ano de 2016 contou com importantes discussões e decisões para o campo da Educação Pública no Brasil. O Governo Michel Temer sancionou em setembro a Medida Provisória nº 746 que institui a Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral; e em dezembro aprovou no Senado a Proposta de Emenda à Constituição nº 55, a PEC dos Gastos Públicos. Ainda aguardamos as decisões sobre o texto final da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), orientação fundamental para toda a comunidade escolar, influenciando diretamente nos currículos de formação de professores e no currículo e sistemas de avaliação dos alunos da Educação Básica. 

Mediante tantas mudanças é preciso definir posições. É por isso que reafirmamos nosso compromisso em construir e compartilhar conhecimentos capazes de auxiliar no desenvolvimento de políticas públicas no campo da Educação, voltadas para a valorização docente na Educação Básica. Esse trabalho vem conquistando importantes parceiros, como Unesco e CNPq.

Apresentamos as ações e conquistas alcançadas em 2016:

Concurso Rucker Vieira 2016

O Programa Institucional Valorização Docente na Educação Básica, em parceria com a Massangana Produções, trabalhou a temática “Eu, professor (a)” no Concurso Rucker Vieira 2016. Foram inscritos 29 (vinte e nove) projetos, advindos de nove Estados da União. Foram selecionados dois roteiros: “Alvorada” de Antônio Roberto Gonçalves Júnior (PR) e “Dona Maria”, de Tábata Clarissa de Morais (PE). Cada projeto receberá R$ 80 mil como prêmio, valor para produção de vídeo de 26 minutos. Para saber mais: 

Projeto Fundaj/Unesco 2016

Estão prontos dois importantes produtos fruto de consultoras contratadas em parceria Fundaj/Unesco. A consultora Maria Jane Soares Carvalho produziu o curso online autoinstrucional “Educação 3.0”, que será ofertado em plataforma de EAD da Fundação Joaquim Nabuco em ação do MultiH LAB (Laboratório Multiusuários em Ciências Humanas e suas Tecnologias). A consultora Patrícia Trópia entregou a primeira fase de estudo sobre o perfil dos professores de Sociologia no Ensino Médio nos estados de Pernambuco, Paraíba e Ceará. Os dados serão utilizados pelo Programa Institucional Valorização Docente na Educação Básica em suas diferentes pesquisas. 

Caravana da Sociologia – PIBIC Ensino Médio

A Caravana da Sociologia é uma ação de extensão do Mestrado Profissional em Ciências Sociais para o Ensino Médio (MPCS) que tem como objetivo desenvolver trabalhos interdisciplinares com a participação de integrantes da Fundaj (docentes, mestrandos e bolsistas PIBIC) e levá-los para dentro das escolas de ensino médio de Pernambuco de modo a envolver toda a comunidade escolar em discussões pertinentes às Ciências Sociais. O projeto foi aprovado no edital PIBIC Ensino Médio do CNPq para concessão de dez bolsas. Contaremos, em 2017, com este importante parceiro. 

Revista Coletiva 

Está no ar o número 16 da Revista Coletiva com o tema Base Nacional Comum Curricular, contando com Editorial, Reportagem, artigos, seção Memória e Vídeos. Esta edição contou com a seguinte equipe:

Editora temática: Ileizi Fiorelli Silva

Editores: Alexandre Zarias, Pedro Silveira, Allan Monteiro e Marcelo Robalinho

Apoio de jornalismo: Lúcio Souza e Emannuel Nascimento

Revisão: Hugo Gonçalves

Capa e design: Ícaro Soriano

Entrevista: Nilson José Machado

Reportagem: Marcelo Robalinho

Artigos: Carlos Roberto Jamil Cury, Alice Casimiro Lopes e Ana de Oliveira, Edgar Lyra, Jean Carlos Moreno, Julia Polessa Maçaira, Mário Bispo dos Santos, Fabio Lanza, Luís Gustavo Patrocino e Andressa Alves Silva Melo, Arnaldo Érico Huff Júnior, Elisa Rodrigues e Esther Cristina Pereira

Memória: Ileizi Fiorelli Silva, Diego Greinert de Oliveira

PROGRAMA INSTITUCIONAL EDUCAÇÃO PELA CIDADE: UMA RETROPSPECTIVA 2016

 

O ano de 2016 contou com eventos importantes relativos à questão urbana nos âmbitos local, regional, nacional e internacional. Ocorreram as eleições municipais no Brasil, elegendo os novos prefeitos de todas as cidades brasileiras. Esta edição teve interesse reforçado pelo cenário político nacional, ainda em processo de estabilização após a mudança no governo federal.

 

Além disso, 2016 cumpriu o calendário do Ministério das Cidades com a realização das conferências municipais das cidades, definindo temas prioritários para os municípios e ordenando aqueles que deverão ser levados às conferências estaduais. Estas, por sua vez, precederão a conferência nacional das cidades, a se realizar em 2017. Um tema recorrente nas edições, e especialmente na realizada no Recife, é o incremento dos canais de participação e controle popular.

 

Também foi o ano de realização do Habitat III na cidade de Quito, Equador. Trata-se do evento da ONU para discussão de uma agenda global para o desenvolvimento urbano. Esta edição enfatizou o desenvolvimento sustentável baseado em novos processos e arranjos para a governança local.

 

Tal conjunto de temas reforça a ideia de que o estudo sobre os fenômenos urbanos, mesmo quando baseados em casos particulares, precisam ser lidos e interpretados à luz de experiências só encontradas na escala ampliada, com conhecimento de casos em diversos contextos no mundo. Tal tendência é reforçada pela manutenção e aprimoramento dos meios de comunicação e pela intensa troca de informações entre as populações e os governos nas redes, tornando a reflexão sobre a produção do espaço urbano um exercício compartilhado.

 

Nessa perspectiva, e na sua relação com a educação, a tecnologia e a produção cultural, foram marcas das ações realizadas pelo Programa Institucional: Educação pela Cidade na Fundaj, (AQUI) como:

 

- Os cursos de Mediação de Leitura e Formação de Conselheiros do Fundeb;

- Os encontros entre planejamento urbano e tecnologias da informação e comunicação promovidos pela Cidade na Palma da Mão;

- O debate motivado pelo lançamento do livro Louis-Joseph Lebret na América Latina: um exitoso laboratório de experiências em planejamento urbano, da professora Virgínia Pontual (AQUI).

 

O Programa Institucional: Educação pela Cidade, assim, mantém a sua validade, uma vez que lida com os temas discutidos sob o ponto de vista da formação do cidadão urbano contemporâneo. Cidadãos mais bem informados e conscientes tendem a melhor se integrar ao complexo processo de formulação de consciência sobre a cidade como fenômeno contemporâneo central para o desenvolvimento humano.


O que são os Programas Institucionais?

Os Programas Institucionais foram concebidos buscando-se a constituição de um ambiente de geração de conhecimento e de aprendizagem que incorpora as várias dimensões estratégicas da atuação institucional: pesquisa, formação, articulação em rede em vários níveis; partilha de conhecimento com o setor público, a sociedade e o mundo acadêmico.

A intenção é ampliar e consolidar uma rede de instituições atuantes e interessadas nos temas dos programas institucionais, de modo a potencializar os frutos e ganhos dos projetos e ações idealizadas e planejadas para o ciclo 2016-2019.

Para o ciclo 2016-2019 foram definidas as temáticas: Políticas e Programas de Educação e de Cultura; Educação e Relações Étnico-raciais e Educação e Sustentabilidade e, lançados os seguintes Programas:

PI 1 - Valorização Docente na Educação Básica
PI 2 - Educação e Relações Etnico Raciais
PI 3 - Educação pela Cidade
PI 4 - Territórios de Educação e Cultura
PI 5 - Educação, Governança e Sustentabilidade

Os Programas Institucionais mobilizam coordenadores e equipes ampliadas de pesquisadores, analistas e especialistas técnicos para realização das ações e projetos previstos para o ciclo. Simultaneamente, estão sendo monitorados no desempenho de sua programação e em sua execução financeira com o apoio das Coordenações Executivas de cada Diretoria e da Coordenação dos Programas Institucionais.

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