Fundação Joaquim Nabuco

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Programas Institucionais

Agenda de Agosto/2018 dos Programas Institucionais

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Agenda de Julho/2018 dos Programas Institucionais

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Estudos desenvolvidos na Fundaj analisam relação entre cidade, extensões universitárias e ensino superior no interior

Os projetos de extensão estreitam os vínculos entre as universidades públicas e a cidade. Assim como o aumento da oferta no ensino superior do Nordeste traz inúmeras transformações para a região. Esses são alguns dos pontos debatidos em duas pesquisas sobre o ensino superior desenvolvidas na Fundaj, dentro do Programa Institucional “Educação pela Cidade”.

Os estudos “Efeitos das políticas de extensão das universidades públicas em Pernambuco: qualidade de vida das cidades, estruturação de redes associativas e esferas públicas locais”, pensado pela pesquisadora Helenilda Cavalcanti e “O ensino Superior no Interior do Nordeste: efeitos sobre o desenvolvimento” trazem uma análise sobre aspectos que envolvem o ensino universitário e sua relação com o crescimento social em centros urbanos e no interior.

As pesquisas irmãs são coordenadas pelo pesquisador da Fundaj Luis Henrique Romani, que coloca como objetivo checar até que ponto do ensino superior auxilia a vida nos municípios. Além de transformar a cultura e integrar o governo com a população, ele justifica que essas questões ajudam a pensar melhorias nas políticas públicas, não só em instituições públicas, como também as privadas, através de programas como Prouni e Fies. “Já é sabido que ter um ensino superior muito difundido é extremamente importante para o desenvolvimento das regiões”, explica.

Foram gravadas mais de 20 horas de entrevistas com alunos, professores e gestores de forma geral. Neste momento, as pesquisas estão em processo de transcrição para análise de discurso, que já identifica como ponto forte as transformações urbanas. A partir disso, pensou-se em um trabalho que envolvesse acesso aos perfis dos estudantes e ao índice de desenvolvimento pelo aumento da oferta de ensino superior no interior.

Um dos pontos a analisados, além da empregabilidade do ex-aluno, é como algumas cidades incorporam os projetos universitários, se beneficiando, por exemplo, na área de saúde. Em diálogo com a segunda pesquisa, observa-se que as transformações no nordeste aumentam a oferta no ensino superior. “Os dois estudos estão completamente interligados,” diz o coordenador.

O coordenador do Programa Institucional que abriga os dois estudos, Cristiano Borba, afirma que ter trabalhos dessa natureza na instituição são relevantes para difundir a educação uniformemente pelas regiões. “Qualquer país que pretende ser desenvolvido tem que ter um investimento em formação universitária qualificada. Isso não pode estar concentrado só em grandes cidades”, explica.

As pesquisas iniciadas, respectivamente em 2016 e 2017, têm previsão de finalização em 2019. Romani tem intenção de organizar um  workshop ainda este ano com os gestores de extensão universitária para apresentar a pesquisa e debater com eles para confirmar resultados.

(Texto: Ascom Fundaj)

IV Seminário do Programas Institucionais - Panorama dos Museus Comunitários do Brasil

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Foto: Ascom Fundaj

Para analisar o panorama dos museus comunitários no Brasil, o IV Seminário dos Programas Institucionais trouxe nesta quarta-feira (20) o debate da participação social nos museus para a sala Calouste Gulbekian, da Fundaj Casa Forte. Na parte da manhã, a convidada da mesa foi a Mestra em Museologia pela Universidade de São Paulo (USP), Suzy da Silva Santos, que apresentou os resultados de sua pesquisa “Ecomuseus e museus comunitários no Brasil: estudo exploratório de possibilidades museológicas.”

"Qual palavra vêm a mente de vocês quando pensam em museu de comunidade?" provocou. Segundo ela, pensar na construção teórica é pensar como a diversidade de olhares sobre algo é um fio condutor para uma pesquisa. Ela utilizou essa pluralidade em seu trabalho, pioneiro na área, para mapear de forma abrangente os museus comunitários.

Expondo toda metodologia de compilação de teóricos, fontes e reflexões, Suzy pontua a diferença entre uma museologia que conscientiza, e uma museologia que é realmente a expressão de um movimento social. Como mulher negra, levou sua bagagem para enxergar o assunto de dentro “Quando comecei a pesquisar, já tinha uma ideia pronta sobre museus comunitários e olhava com olhar de julgamento para algumas iniciativas. Na verdade eu não estava observando o que aquelas pessoas entendiam como comunidade.”

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A mestra exibiu no seminário a metodologia de sua pesquisa de forma sintética. As diferenças entre termos e conceitos, seguido de mapeamentos e contextualizações, finalizando com uma análise geral e as reflexões finais. “O que eu enxerguei nessas iniciativas foi uma potência, que trouxe contextos de vida como uma força para a pesquisa.” Para ela, é essencial entender o que foi o movimento, integrar experiências de diferente campos de conhecimento e práticas cotidianas de memória e preservação para realmente pensar na museologia social como um agente transformador.

A coordenadora do encontro e pesquisadora da Divisão de Estudos Museais e Ações Comunitárias do Museu Homem do Nordeste, Silvia Barreto, destaca a participação do Museu do Homem do Nordeste como serviço à comunidade. “Como temos um museu público, estatal, que se pretende representar a diversidade do ser nordestino, a gente precisa aumentar a diversidade de vozes nessa exposição de longa duração.”

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Durante a tarde, o evento continuou, com um debate iniciado por Givanildo Ferreira, doutorando em Antropologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ele abordou seu projeto de pesquisa de dissertação, desenvolvido a partir de uma análise etnográfica sobre a relação de poder entre a produção de conhecimento autodidata, realizado pelo ex-pescador, hoje colecionador e pesquisador, Josué Crispim, e o conhecimento acadêmico.

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"O objetivo do estudo é analisar e refletir a produção do conhecimento, sua apropriação, visualizando- a de forma positiva, desmistificando o monopólio que regulamenta a difusão do conhecimento acadêmico como única forma de construção científica, além de indicar possíveis caminhos para a redução da normatividade nos campos disciplinares", ressaltou Givanildo.

Dando continuidade, Suzy da Silva Santos comentou um pouco mais sobre sua pesquisa “Ecomuseus e museus comunitários no Brasil: estudo exploratório de possibilidades museológicas”, enfatizando sobre como vários lugares do Brasil ainda possuem poucos museus e questionando por quais motivos isso ocorre.

Henrique Cruz chefe da Divisão de Estudos Museais e Ações Comunitárias do Museu do Homem do Nordeste encerrou o evento com a apresentação do artigo Cenário dos Museus Comunitários no Nordeste do Brasil - Primeiras impressões, realizado com Cláudia Braga.  "Precisamos abrir espaço para as pessoas da área para que elas conheçam os museus, suas características e os estudiosos responsáveis para que possamos assim abranger uma quantidade maior de visitantes", comentou Henrique.

(Texto: Ascom Fundaj)

Publicação Programa Institucional 3 - Educação pela Cidade

A Coordenação dos Programas Institucionais está divulgando a mais recente publicação, produto do programa Educação pela Cidade (PI 3), que tem como coordenador o pesquisador Cristiano Borba.

O texto é referente ao projeto O ensino Superior no Interior do Nordeste: efeitos sobre o desenvolvimento, coordenado pelo pesquisador Luís Henrique Romani.

Segundo consta o resumo,

Este trabalho analisa a distribuição espacial da oferta de Ensino Superior e seu mercado de trabalho nos municípios do Nordeste. Para tanto, divide as áreas de oferta do Ensino Superior e os setores do mercado de trabalho em grupos estabelecidos pela classificação internacional das Nações Unidas. Por meio da Análise Exploratória de Dados Espaciais (Aede), os resultados revelam que a oferta de Ensino Superior nos municípios do Nordeste está concentrada na área da educação, além deste ser o setor que mais emprega mão de obra com Ensino Superior. A maior parte dos trabalhadores, todavia, está empregada na área de agricultura e veterinária, que também são marcadas por altas concentrações de analfabetos e de baixo nível de PIB per capita . Ademais, os setores mais dinâmicos da economia (como os voltados para negócios, produção e serviços) estão concentrados no litoral, principalmente em torno das regiões metropolitanas de Salvador, Recife e Fortaleza.

 

O artigo completo você pode encontrar no site da Revista Desenvolvimento em Questão ou acessando este link. 

IV Seminário do Programas Institucionais - Panorama dos Museus Comunitários do Brasil

A Fundação Joaquim Nabuco apresenta o IV Seminário do Programas Institucionais - Panorama dos Museus Comunitários do Brasil, no dia 30/05 na sala Calouste Gulbekian, em Casa Forte.

O seminário contará com um workshop sobre os Termos e conceitos da museologia aplicados aos museus comunitários às 9h apresentado por Suzy da Silva Santos (USP) e Manoela Lima (UFPE).

Às 14h será exposto um painel do Panorama dos museus comunitários do Brasil, com os palestrantes Suzy da Silva Santos (USP), Henrique Cruz (FUNDAJ) e Gilvanildo Ferreira (UFPE).

As inscrições devem ser realizadas no local do evento uma hora antes do início das apresentações. Serão emitidas também declarações de participação.

Para mais informações ligue para o número 3073-6227.

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