Fundação Joaquim Nabuco

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FUNDAJ LANÇA WEBSÉRIE SOBRE DESENVOLVIMENTO DE ROTEIRO AUDIOVISUAL

O cineasta Karim Ainouz, diretor de Praia do Futuro (2014), é o primeiro convidado do módulo de roteiro cinematográfico da websérie (Foto: Ascom Fundaj/Divulgação)O cineasta Karim Ainouz, diretor de Praia do Futuro (2014), é o primeiro convidado do módulo de roteiro cinematográfico da websérie (Foto: Ascom Fundaj/Divulgação)

O Centro Audiovisual Norte e Nordeste (CANNE), da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), lança nesta quarta-feira (22), a primeira temporada da websérie Narrativas Audiovisuais Contemporâneas. O trabalho é fruto das gravações de seminários homônimos que foram realizados no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, em 2014, sobre o desenvolvimento do roteiro audiovisual.

O objetivo da websérie é registrar e divulgar o diálogo promovido pelos seminários, onde os diretores convidados apresentaram seus trabalhos mais recentes, ou emblemáticos, e conversaram sobre aspectos criativos e técnicos da criação de roteiros de cinema.

Protagonizam os vídeos quatro diretores: Hilton Lacerda, Rodrigo de Oliveira, Karim Ainouz e Rodrigo John. A mediação dos debates foi realizada pelo jornalista e crítico de cinema André Dib e pelo coordenador do CANNE, o cineasta Pedro Severien. A primeira temporada da websérie conta com oito episódios, dois para cada diretor.

CHICO LUDERMIR E A ARTE COMO MEDIADORA DA TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

Chico acredita que há uma intersecção entre o concreto e o humano (Foto: Hassan Santos/Divulgação)Chico acredita que há uma intersecção entre o concreto e o humano (Foto: Hassan Santos/Divulgação)

Por Lara Ximenes

O jornalista e artista visual Chico Ludermir investigou, por dois anos, formas de representar um grupo de mulheres trans que vivem na cidade do Recife.

São mulheres que não se identificam com o sexo (genitália masculina) com que, por acaso, nasceram, mas que não sucumbiram: Se reinventaram e se afirmaram enquanto mulheres ao longo de suas vidas.  

As narrativas íntimas das dez personagens do grupo, retratadas por meio da fotografia, do vídeo e da escrita resultaram na exposição Mulheres: O nascer é comprido, que abre dia 23 de julho, às 20h30, no primeiro andar do edifício da Fundação Joaquim Nabuco/campus Derby. 

Na ocasião da abertura, também acontecerá um debate com Chico Ludermir, Moacir dos Anjos, curador da Fundação Joaquim Nabuco, e a pesquisadora do PPGCOM-UFPE Cristina Teixeira, no auditório do Memorial da Medicina, às 19h.

Na exposição, o artista propõe um contato estreito com essas vidas, ainda que mediado pela arte. As dez mulheres - Christiane, Maria Clara, Rayanne, Mariana, Deusa, Luciana, Francine, Luana, Brenda e Wanessa -, tiveram seus cotidianos retratados, dando origem a um ensaio fotográfico acompanhado com pequenos textos-historietas para cada foto.

Para apresentar estas fotografias no espaço da Fundação Joaquim Nabuco, o artista as imprimiu em azulejos e as fixou nas paredes internas do edifício, tornando--as parte daquela estrutura. Em seguida, Chico solicitou que as personagens ali retratadas interviessem em suas imagens, seja quebrando-as, entintando-as ou escrevendo sobre.

Ainda faz parte da exposição um conjunto de dez breves vídeos, em que cada uma dessas mulheres revisita trechos de seus percursos de transição e lêem trechos de textos escritos pelo artista, a partir dos encontros com elas. Sobre a exposição e a experiência de criá-la, Chico conta mais para o Blog da Fundação na entrevista a seguir.

GUIA POÉTICO DO CENTRO DO RECIFE É LANÇADO NESTE SÁBADO

O Guia Comum do Centro do Recife conta com a colaboração de ilustradores, moradores, urbanistas e artistas. (Foto: Tatiana Móes/Frederico Floeter/Vitor Cesar)O Guia Comum do Centro do Recife conta com a colaboração de ilustradores, moradores, urbanistas e artistas. (Foto: Tatiana Móes/Frederico Floeter/Vitor Cesar)Em cerca de um ano de pesquisa voltada para o processo de modificação da paisagem urbana do Recife, e com o apoio do Funcultura, o projeto Guia Comum do Centro do Recife nasceu dentro de uma visão poética da capital pernambucana.

O projeto da artista visual Bruna Rafaella Ferrer se desdobra em um trabalho colaborativo reunindo ilustradores, cinéfilos, moradores, comerciantes, urbanistas, músicos e flâneurs contemporâneos para o levantamento de cerca de quarenta lugares e situações de resistência no centro da cidade.

No Guia, é mostrado o invisível diário presente no Centro, tornando-o um cartão postal a ser descoberto. “Mapeando algumas ruínas no centro temos a idílica pretensão de propor um re-encanto entre este espaço e as pessoas que nele trafegam, usam e coabitam”, afirma a artista em seu blog.

A partir da premissa de que todo território é subjetivo, já que foi submetido a linhas imaginadas pelo homem, Bruna vê todo território também como insuficiente, ainda que sonhe e se declare completo.

Assim, dentro de uma tradição de guias poéticos da capital pernambucana, se insere o Guia Comum do Centro do Recife. Um meio-termo entre a utopia e a prática num microcosmo que tem sofrido, nas últimas décadas, com políticas públicas e arquitetônicas de destruição e de invisibilidade.

PORTOMÍDIA RECEBE OFICINA "AMBIENTES SONOROS IMERSIVOS"

Com mais de 30 discos lançados internacionalmente, o pesquisador e músico Thelmo Cristovam ministra as duas turmas da oficina (Foto: TripleBath)Com mais de 30 discos lançados internacionalmente, o pesquisador e músico Thelmo Cristovam ministra as duas turmas da oficina (Foto: TripleBath)Começa amanhã a oficina Ambientes Sonoros Imersivos, por Thelmo Cristovam e com apoio do Porto Digital/Portomídia e incentivo do Funcultura e a Secretaria de Cultura do Estado.

Voltada para uma perspectiva de criação, lado a lado com a experiência, discussão e interação, essa oficina trabalhará com a exploração do meio ambiente sonoro, ou ambiente acústico total, com suas características intrínsecas de potencial como fonte de material sonoro para criação de “novos mundos sonoros” e de seu uso.

A primeira turma já teve suas inscrições encerradas, mas é possível participar da segunda, que conta com 20 vagas e acontece entre os dias 06 a 27 de agosto, nas terças e quintas, das 09h às 13h, no Portomídia.

MARCELO PEDROSO E A EPISTEME DO DOCUMENTÁRIO

O diretor de Brasil SA e Em Trânsito pretende realizar uma revisão histórica do documentário em sua oficina (Foto: Costa Neto/Fundarpe/Secult-PE)O diretor de Brasil SA e Em Trânsito pretende realizar uma revisão histórica do documentário em sua oficina (Foto: Costa Neto/Fundarpe/Secult-PE)

Por Lara Ximenes

Em 2014, no 24º Festival de Inverno de Garanhus (FIG), o diretor Marcelo Pedroso ministrou, em parceria com o Canne (Centro Audiovisual Norte-Nordeste), o Curso de Direção para Documentários, com duração de 40 horas/aula, focado num público que já estava inserido nas produções de documentário no interior. “Foram pessoas de vários locais além de Garanhuns para o curso no FIG e pudemos promover um intercâmbio de experiências entre o que eu sabia e o que eu não tinha contato em Recife”, relembra Pedroso.

Já este ano, o mesmo curso será ministrado pelo cineasta no Festival de Cinema de Triunfo, no Sertão do estado. Dessa vez, a carga horária será de 28h, mas o mote central - O cinema em face do outro – O documentário confrontado à sua história e às práticas contemporâneas - permanece o mesmo.

No curso, serão discutidas questões acerca do que filmar no documentário, como fazê-lo e por quê, além de uma partilha de inquietações estéticas e políticas que fazem parte do exercício em torno do gesto documental. A oficina acontece no período de 5 a 8 de agosto, das 9h às 18 h e as inscrições para o curso vão até o dia 19 de julho.

Para o diretor de Brasil S/A, quem se interessa por documentários deve, primeiramente, confrontar a ideia que se tem do gênero – e é a partir dessa perspectiva que Pedroso pretende iniciar sua oficina em Triunfo este ano. Sobre a oficina, a história do documentário e suas dificuldades, Marcelo conta mais numa entrevista para o Blog da Fundação. Confira, a seguir.

FUNDAJ EXIBE SESSÃO COM DEBATE DO DOCUMENTÁRIO SUECO "BIKES VS CARS"

Bikes vs Cars foi premiado, este ano, pela audiência do UK Green Film Festival, que acontece no Reino Unido (Foto: Divulgação)Bikes vs Cars foi premiado, este ano, pela audiência do UK Green Film Festival, que acontece no Reino Unido (Foto: Divulgação)Criado a partir de um processo de crowdfunding, o filme Bikes vs Cars (2015), dirigido pelo sueco Frederik Gertten, traz para as telas um debate acerca das necessidades da humanidade em tempos de crise generalizada, relacionando discussões no que diz respeito ao clima, aos recursos naturais e às cidades.

O documentário foi lançado no Brasil no dia 13 de junho, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Um mês depois, o Cinema da Fundação Joaquim Nabuco recebe a estreia do documentário em Recife, na próxima segunda feira (13).

Gertten vê a bicicleta como uma ferramenta para a mudança num mundo onde a indústria automobilística cresce desenfreadamente, assim como os ciclistas militantes que buscam mudanças radicais na mobilidade das grandes cidades. 

VI FESTIVAL INTERNACIONAL DO FILME ETNOGRÁFICO DO RECIFE ABRE INSCRIÇÕES

A III edição do Festival do Filme Etnográfico do Recife aconteceu no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, em 2011 (Foto: Divulgação)A III edição do Festival do Filme Etnográfico do Recife aconteceu no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, em 2011 (Foto: Divulgação)

Estão abertas até o dia 31 de julho as inscrições para a 6ª edição do Festival Internacional do Filme Etnográfico do Recife. O evento acontece de 28 de setembro a 2 de outubro no Cinema São Luiz, no centro do Recife. A inscrição é gratuita, e a ficha de inscrição e regulamento estão disponíveis no site do evento. As cópias serão aceitas até o dia 31 de julho, com uma tolerância até o dia 5 de agosto para aquelas que foram postadas no dia 31 de julho. A divulgação dos selecionados será no dia 31 de agosto de 2015.

A programação do VI Festival Internacional do Filme Etnográfico do Recife incluirá mostras competitiva e paralelas (não competitivas) de filmes nacionais e internacionais que abordem questões socioculturais contemporâneas sobre pessoas, grupos sociais e processos históricos de temas de interesse antropológico. Além das mostras, o Festival promoverá três oficinas voltadas para a temática do filme etnográfico, realizadas pelo Laboratório de Antropologia Visual da UFPE.

CASA DO CACHORRO PRETO RECEBE EXPOSIÇÃO SOBRE TERRITÓRIOS GEOGRÁFICOS E PESSOAIS

Como Guiar-se em um Não Lugar: para além das fronteiras, o espaço se amplia (Foto: Divulgação)Como Guiar-se em um Não Lugar: para além das fronteiras, o espaço se amplia (Foto: Divulgação)

A artista visual Nathalia Queiroz volta à galeria da Casa do Cachorro Preto no dia 11 de julho de 2015, com a exposição Como Guiar-se em um Não Lugar, mostra com múltiplas linguagens que busca dialogar e desconstruir questões acerca das identidades e territórios, tanto geográficos como pessoais.

Nathalia, que havia exposto ainda esse ano nA Casa do Cachorro Preto durante a exposição Delas #2, conta que para Como Guiar-se em um Não Lugar buscou inspiração em seus próprios estudos sobre identidade. “Discussões sobre identidade e o espaço, sejam esses urbanos ou da persona, já pautavam meus trabalhos e estudos”, disse.

A artista acredita que nossas identidades e personas acabam limitadas por construções sociais, e que existem fronteiras a serem ampliadas nesses espaços – seja nas cidades, nas ruas, nas limitações geográficas e nas expectativas e convenções sociais. 

As imagens buscam, através de um diálogo visual, a desconstrução dos limites na persona e na identidade. As linguagens utilizadas na exposição, como os painéis ilustrados com nanquim, desenhos nas paredes e instalações com lambe-lambe, além de fotografias e colagens, partem do mesmo norte: espaço e afeto.

FUNDAJ RECEBE RODA DE CONVERSA SOBRE ASPECTOS ÉTICOS NA PESQUISA CIENTÍFICA

A professora Drª Selma Leitão coordena a Comissão de Ética da Associação Nacional de Pesquisa e Pós Graduação em Psicologia (Foto: UFPE/Divulgação)A professora Drª Selma Leitão coordena a Comissão de Ética da Associação Nacional de Pesquisa e Pós Graduação em Psicologia (Foto: UFPE/Divulgação)Com informações da assessoria da FUNDAJ

A Diretoria de Formação e Desenvolvimento Profissional (Difor), da Fundação Joaquim Nabuco, em conjunto com o Mestrado de Educação Culturas e Identidades e o Mestrado Profissional em Ciências Sociais para o Ensino Médio, realiza a Roda de Conversa Aspectos éticos na pesquisa em ciências humanas e sociais: necessidade e luta por uma regulamentação específica, com a Professora Drª Selma Leitão, coordenadora da Comissão de Ética da Associação Nacional de Pesquisa e Pós Graduação em Psicologia.

O evento acontece no dia 9 de julho, às 9 h, na Sala Calouste Gulbenkian (campus Casa Forte) e trata da discussão sobre ética na pesquisa em Ciências Humanas e Sociais, que vem sendo pautada em diversas associações científicas preocupadas com os aspectos éticos da pesquisa.

DOCUMENTÁRIO RETRATA O MODO DE VIDA DAS COMUNIDADES PESQUEIRAS

Após a sessão, o grupo de coco de roda Raízes do Kilú fará uma apresentação (Foto: Divulgação)Após a sessão, o grupo de coco de roda Raízes do Kilú fará uma apresentação (Foto: Divulgação)

Depois de estrear em Recife em fevereiro de 2015, no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, o documentário Vento Forte será reexibido amanhã (02/7), no Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF). Em novembro de 2014, ele teve sua primeira exibição na sede da CNBB, em Brasília, participando de diversos cineclubes universitários em seguida.

O documentário passa por 22 comunidades pesqueiras do Brasil, explorando suas belezas e o modo de vida dos pescadores artesanais do país.

O filme também denuncia como o avanço da aquicultura empresarial, do turismo predatório e dos grandes projetos gera impactos nocivos para comunidades pesqueiras, negando seus direitos e criando conflitos em seus territórios.

Última atualização em Seg, 06 de Julho de 2015 10:30

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