Fundação Joaquim Nabuco

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Representação de gênero e raça em livros didáticos é tema de mesa-redonda na Fundaj

A Fundaj recebeu, nesta quinta-feira (11), em seu campus de Apipucos, a mesa-redonda “Gênero e Raça no Livro Didático - Brasil e Colômbia”. O debate teve como palestrantes as educadoras Aline Renata dos Santos e Camila Ferreira da Silva, que apresentaram seus projetos e responderam a perguntas dos convidados. A mesa fez parte do Programa Institucional da Fundaj - PI2, que é o Programa Institucional Educação e Relações Étnico-raciais e o moderador foi Joanildo Burity.

Aline falou sobre Imagens de Mulheres nos Livros Didáticos da Educação do Campo do Brasil e da Colômbia, tema da sua pesquisa de mestrado. Durante a apresentação, ela falou sobre a educação no campo e como as mulheres são representadas nos livros didáticos no Brasil e na Colômbia. Aline observou em sua pesquisa que nos dois países há uma predominância de mulheres brancas nos livros didáticos.

Ela acrescentou ainda que, a partir das observações das imagens nos livros didáticos pode-se perceber os processos de patriarcalização e despatriarcalização. “Isso mostra, então, que não é só dizer que é uma família hétero, mas também dizer quais as posições que os sujeitos estão sendo representados dentro daquela família”, explicou. Aline destacou também que as ocorrências assimétricas de imagens de mulheres são constituídas pela colonialidade do poder e pela diferença intragênero (mulher-mulher; homem-homem).

Em seguida, Camila apresentou seu projeto intitulado “Imagem da mulher negra nos livros didáticos do território campesino do Brasil e da Colômbia”. Durante as pesquisas, Camila percebeu que há uma representação maior, nos livros didáticos, de homens e mulheres brancas, ao invés de negros e negras. Quando essas últimas aparecem, são de forma a “desvalorizar” a intelectualidade das mesmas. “Em quase todas as imagens, as mulheres negras aparecem em trabalhos informais ou manuais, que não exigem formação”, explicou.

Ela também falou sobre como o corpo feminino negro é erotizado por homens brancos. “A frequência de imagens da mulher negra nos livros didáticos permanece sobre a égide colonial, ratificando a racialização, a colonialidade do poder e o patriarcado sobre a memória do corpo feminino negro”, concluiu.

Quem comentou a mesa foi Janssen Felipe da Silva, que depois deu início às perguntas e outros comentários dos participantes. Entre as observações, temas como comunicação e educação foram destacados. Uma das análises foi a respeito do papel da mídia na representação de gênero e raça no Brasil e na Colômbia.

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