Fundação Joaquim Nabuco

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A história de Fernando de Mello Freyre

12.10.2018

No dia 14 de outubro de 2018, faria 75 anos de idade (se estivesse vivo), o ex-presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Fernando Alfredo Guedes de Mello Freyre.

Nascido em 1943, ele morreu em 28 de abril de 2005, aos 62 anos. Fernando Freyre foi presidente da Fundaj por 23 anos (de 1980 a 2003). Porém, foi, antes, de 1971 a 1979, diretor executivo da instituição (cargo equivalente ao de presidente), que era denominada Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais (IJNPS), uma autarquia federal.

Com ele, nasceu a ideia de se transformar o Instituto em Fundação, segundo a historiadora Joselice Jucá, no seu livro “Joaquim Nabuco: uma instituição de pesquisa e cultura na perspectiva do tempo”, que é uma “biografia” da Fundaj.

A ideia, explica Joselice, havia povoado os sonhos do antecessor de Freyre, no cargo de diretor executivo, o poeta Mauro Mota, que chegou a presidir uma comissão designada para proceder aos estudos visando a transformação do Instituto em fundação.

A historiadora conta que, “Fernando, que já trabalhava no IJNPS desde 1963, fora designado por Mota para compor essa comissão, em abril de 1971. Porém, o que aconteceu foi que o próprio Fernando Freyre, assumiu a diretoria executiva, em 8 de julho de 1971, e ele mesmo reiterou a determinação de tornar realidade a transformação do Instituto numa Fundação de direito privado”.

O que aconteceu, de fato, em 15 de março de 1980, com o decreto de número 84.561, que criou a Fundação Joaquim Nabuco e aprovou o seu estatuto, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), com personalidade jurídica de direito privado (artigo 2 da lei de número 6.687, de 17 de setembro de 1979.     

Portanto, Fernando Freyre dirigiu a entidade (criada por seu pai, o escritor e sociólogo, Gilberto Freyre, em 1949), por mais de trinta anos, como diretor executivo e presidente, sendo o responsável, ainda, pela expansão, pelo crescimento e um novo direcionamento da Fundação Joaquim Nabuco, a partir dos anos 1980.

Foi quando o órgão, criado para ser somente ligado à pesquisa, desenvolveu as áreas de Documentação, de Formação e de Arte e de Cultura (com a criação de galerias de arte, do curso de formação do ator, do CineTeatro José Carlos Cavalcanti Borges, transformado depois no atual Cinema da Fundação), criando novos campis, em Apipucos (o Anísio Teixeira) e no Derby, o Ulisses Pernambucano.

Vida Pessoal, outras funções assumidas por Fernando Freyre e sobre os títulos e condecorações recebidos, e de livros publicados

Formado em direito e em administração, Freyre casou-se, em 14 de outubro de 1966, com Maria Cristina Lucas Suassuna, com quem teve três filhos: Gilberto de Mello Freyre Neto, Francisca Suassuna de Mello Freyre e Fernando de Mello Freyre Filho.

Fora da Fundaj, Fernando atuou na iniciativa privada como sócio-gerente da Serviços Técnicos e Obras Rodoviárias Ltda (Setor), em João Pessoa, PB; e diretor da Empreendimentos Associados de Pernambuco Ltda. (Emape), Recife, PE (1967/1971), além disso, exerceu diversos cargos públicos, entre os quais o de chefe de gabinete do governador de Pernambuco Paulo Guerra (1964-1965).

A bibliotecária Lúcia Gaspar, criadora do site Pesquisa Escolar (http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/), informa que Fernando Freyre foi eleito presidente do Conselho Estadual de Cultural de Pernambuco nas gestões 1992-1993 e 1999-2003, participou também ativamente como membro de órgãos, entre os quais o Conselho Deliberativo da Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste); o Conselho Universitário da Universidade de Pernambuco (UPE); o Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia de Pernambuco; o Conselho de Desenvolvimento da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP).

Diz ainda que, Fernando foi sócio efetivo do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, fez parte também como sócio correspondente do Museu Imperial, Petrópolis (RJ) e do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, além de acadêmico correspondente da  Academia Nacional de Belas-Artes, de Lisboa (Portugal).

O Pesquisa Escolar cita que Freyre ocupou ainda as presidências da Associação Cultural Brasil – Japão (1985-1991) e do Caxangá Ágape, Recife (1984-1985), tendo presidido, também, a Fundação Gilberto Freyre de 2003 a 2005.

Encontramos no site, que é ligado à Fundaj, a informação de que Fernando Freyre fez parte da União Brasileira de Escritores - Secção Pernambuco (UBE-PE) e foi eleito, em 1998, para a Academia Pernambucana de Letras, onde ocupou a cadeira nº 32 que tem como patrono o historiador Francisco Augusto Pereira da Costa.

O artigo de Lúcia Gaspar comenta que entre as distinções que Fernando recebeu, podem ser destacadas: a Ordem do Mérito Guararapes, Grau de Comendador (1986); Ordem do Mérito Militar, Grau de Oficial (1986); Ordem Militar de Santiago da Espada, Grau de Comendador, conferido pelo presidente da República Portuguesa, em 1987; Ordem Nacional do Mérito Educativo, Grau de Grande Oficial (1994); Ordem de Rio Branco, Grau de Comendador (1999); Ordem Estadual no Mérito Renascença do Piauí, Grau Comendador (1999); Ordem do Mérito Cultural Wall Ferraz, do Piauí (2000).

A bibliotecária explica também que além de diversas colaborações em periódicos e obras coletivas, Freyre publicou as seguintes obras: Administração e pesquisa, 1979; Breves considerações sobre alguns problemas das universidades brasileiras, 1981; Por uma política de desenvolvimento social para o Brasil, 1981; Engenharia social e outros temas,1985; Brasileiridade, 1992; Fundação Joaquim Nabuco: dimensão da terra e do homem, 1992; Tempo de Pernambuco: geração, tradição e cultura, 1999; Missão cumprida. 2003; Vivendo,lutando, sonhando, 2006.

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