Fundação Joaquim Nabuco

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Reunião projeta futuro da parceria entre Fundaj e Biblioteca Nacional de Cabo Verde

05.10.2018

Após duas semanas de muito trabalho em residência técnica, as quatro funcionárias da Biblioteca Nacional de Cabo Verde (BNCV), parte da equipe da Fundação Joaquim Nabuco e a representante da Agência Brasileira de Cooperação, Anna Pérez, se reuniram nesta sexta-feira (05), na Villa Digital, em Apipucos, para planejamento das atividades que serão realizadas ainda esse ano entre a Fundaj e a BNCV.

De acordo com Joana Cavalcanti, chefe de Gabinete da Fundaj, em novembro de 2018, serão desenvolvidas atividades em Cabo Verde em cima de textos literários e livros infantis, onde o foco será a atividade lúdica, criativa e de transformação. E, ao final de todo o trabalho, será organizado uma exposição na biblioteca. “Temos toda uma preocupação com o tipo do livro que fornecemos e se ele é mesmo literário. Esse trabalho é abordado para possibilitar o desenvolvimento dos sentidos e da transformação. Trabalhar a ludicidade com a imagem, criar uma conexão dela com o texto. Além disso, desenvolver esse trabalho conjunto”, explicou.

A Editora Massangana é responsável pela edição de uma coleção com quatro livros voltado para o público juvenil, denominada “Coleção Travessia: Literatura, Educação e Cultura de Paz”, que abordará os direitos humanos por meio da ficção. Além disso, doze clássicos da literatura de Cabo Verde serão reeditados e enviados pela Massangana. Ao todo, cerca de sete mil exemplares chegarão ao país africano.

Ainda para novembro, Maria Ferreira, coordenadora geral de Cooperação e Estudos de Inovação da EIPP apontou que desenvolverá um curso introdutório de Cultura de paz. “Temos que trabalhar com uma comunicação sem violência e saber como o conflito pode ser trabalhado. É um curso bem introdutório, mas precisamos abordar uma cultura de paz”, comentou.

Segundo Nadja Pernambucano, coordenadora da Biblioteca Blanche Knopf, o tempo disponível para desenvolver o trabalho foi curto, mas o interesse, o comprometimento e a responsabilidade das técnicas fizeram com que a troca de conhecimento fosse bastante intensa e cheia de recompensa. “Elas aproveitaram ao máximo e com muita dedicação em todos os encontros. Uma parceria muito rica em todos os sentidos”, relembrou.

Em 2019 o trabalho continua. Antônio Montenegro desenvolve atividade de história oral, onde uma experiência conjunta será realizada. “Também ouvimos falar sobre a necessidade de conhecer o trabalho de higienização, que é algo bem básico. O ideal é trabalhar de uma forma que não precise de restauração. Além disso, também focamos na relação de uma imagem com o produto. Criar maneiras de interpretação, onde as pessoas saibam ler imagens e relacionar com textos”, explicou.

Participaram do encontro Nadja Tenório Pernambucano, coordenadora da Biblioteca Blanche Knopf; Joana Cavalcanti, chefe de gabinete da Fundaj; Antônio Montenegro, arquiteto lotado no Cehibra; Veronilda Santos, gestora da Biblioteca; Maria Ferreira, Coordenadora Geral de Cooperação e Estudos de Inovação da Difor; Anna Pérez, analista de projetos na Agência Brasileira de Cooperação; e as quatro profissionais de biblioteconomia da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, Cheila Antunes, Maria Eduarda Santos, Maria Jacqueline Silva e Telma Brito. O trabalho é uma parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), que escolheu a Fundação para ministrar o curso de capacitação.

Atividades de documentação

O grupo das técnicas da Biblioteca Nacional de Cabo Verde (BNCV), realizou visita ao centro de documentação e pesquisa da Villa Digital, setor da fundação voltada para a pesquisa, conservação e difusão do acervo cultural e histórico da fundação Joaquim Nabuco. “É de extrema importância estar recebendo esse grupo de profissionais de Cabo Verde aqui na Fundação, e especificamente aqui no centro de documentação mostrando o nosso acervo e nossas práticas para a troca de informações e experiências.” enfatizou Lino Madureira, coordenador do centro.

Durante a visita, foram mostrados os acervos que a Fundação possui e práticas técnicas utilizadas com os documentos para a garantia de conservação dos mesmos. Nesse processo de troca de informações e experiências, as técnicas foram apresentadas aos arquivos sonoros, textuais, filmográficos e orais e aos projetos de dinamização, armazenamentos, preservação e difusão utilizados. O trabalho de dinamização, mais especificamente, do projeto de digitalização de todo o acervo sonoro, como as fitas de áudio, CDs e discos que vinil que são recebidos através de doações e que representam a memória e cultural do estado e do país, trazendo mensagens de cunho político, social, economico e cultural.

Foram mostrados os acervos que compõem a parte de cinemateca, películas cinematográficas e produção em vídeo, partituras e documentação textual como correspondências, diários e anotações, assim como os métodos para o seu armazenamento e conservação. Posteriormente, as técnicas visitaram o acervo iconográfico da fundação que constitui uma importante representação de praticamente todas as técnicas fotográficas desde o inicio dos processos fotográficos até a fotografia digital. Além disso foram mostradas coleções fotográficas que guardam a memória da cidade, dos costumes do povo e do desenvolvimento urbano do estado.

Na visitação, foi demonstrado o projeto de história oral que a Fundaj possui e que é utilizado como ferramenta de produção de conteúdo para o registro da história e dos fatos através de depoimentos de moradores e visitantes. O grupo também trocou informações acerca dos documentos técnicos da Fundação, como por exemplo a estrutura técnica acerca da política de acervo arquivístico, bibliográfico e museológico, e documentos técnicos sobre termos de referencia para a contratação de serviços externos.

Toda a visitação foi focada em demonstrar a interrelação que esses acervos tem entre si, de forma que se complementam e tornam o registro cultural e histórico mais completo. “Essa experiência foi repassada, tudo na possibilidade de que possam vir a ser implantadas, desenvolvidas ou mesmo para que sirva de exemplo para que a Biblioteca Nacional de Cabo Verde, e para que esta possa nos ter como uma referencia. A Fundação está se colocando à disposição nesse sentido.” esclarece Lino.

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