Fundação Joaquim Nabuco

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Fundaj prepara um ano inteiro de comemoração para celebrar seus 70 anos

 A Fundaj está entrando no ano em que completará 70 anos de funcionamento, juntamente com 40 anos do Museu do Homem do Nordeste (Muhne). Em celebração, foi preparada uma semana de programações especiais, começando no sábado (21), com a exibição do filme Veneza Americana e abertura da exposição "Um real, um real, um real". Na terça (24), o bisneto de Joaquim Nabuco, Pedro Nabuco, que repassará para a instituição o restante do acervo do abolicionista, além de mostras, exposições e solenidades.

Neste sábado, o Cinema do Museu, no campus Gilberto Freyre, em Casa Forte, exibe Veneza Americana, na Sessão Cinemeteca, a partir das 16h. Assinado pelos italianos Ugo Falangola e Jota Cambieri o filme é um dos raros registros do antigo Recife, mostrando as modernizações feitas durante o governo Sérgio Loreto (1922-1926), tendo o próprio governador em algumas cenas. O filme terá audiodescrição e música ao vivo com Alex Mono, cantor, compositor e produtor cultural especialista em fazer acompanhamentos musicais ao vivo. 

No mesmo dia, o Muhne inaugura na Sala Mauro Mota, no mesmo campus, às 17h30, a exposição Um real, um real, um real expressão utilizada por trabalhadores informais. A proposta é exibir objetos antigos e atuais ligados à atividade ambulante e fotografias das décadas de 1960, 1970 e dos dias atuais, simbolizando a importância da economia informal para o Nordeste.  

“A Fundaj tem muito a contribuir para a sociedade. É necessário que a gente entregue um ano de comemoração para mostrar o que o Muhne e o Cinema têm, o que a Editora Massangana, os funcionários e pesquisadores oferecem”, afirma a presidente da Fundaj Ivete Lacerda.  

ACERVO NABUCO 
As marcas Fundaj 70 anos e Museu do Homem do Nordeste 40 anos serão lançadas na terça-feira (24) em solenidade, a partir das 9h, na Sala Gilberto Freyre, campus Casa Forte, com a presença do bisneto de Joaquim Nabuco, Pedro Nabuco. Representando a família, ele repassará o restante do acervo do bisavô, composto de fotografias, cartões-postais, manuscritos originais, documentos e diários de Nabuco. Em mãos, trará um diário escrito em 1888, ano da abolição da escravatura. 

A aquisição desses documentos completará o acervo que está desde 1974 em posse da Fundaj. A historiadora do Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira (Cehibra), Rita de Cássia Barbosa, explica que o acervo reunido cria melhores condições para avaliar como se construiu a figura do abolicionista. “Vamos ter documentos da completa atuação não só da família Nabuco e sua ancestralidade política, como da memória pessoal de Joaquim Nabuco, tudo reunido no mesmo lugar.”  

Pedro Nabuco está feliz em retornar a instituição que leva o nome da sua família. Segundo ele, doar o acervo é como “jogar uma garrafa ao mar”, dando a oportunidade dele ser estudado e preservado como deve. “Sou muito amigo da Fundação e do Recife. Vim algumas vezes e é sempre uma alegria retornar.”  

RECONHECIMENTO 
Ainda na terça-feira (24), a Sala do Conselho Deliberativo, no campus Gilberto Freyre, recebe a entrega de diploma de pesquisador emérito aos fundajianos Hélio Moura e Clóvis Cavalcanti. O título é concedido a pesquisadores de formação completa com valiosa contribuição acadêmica e técnica em suas áreas de atuação.  

Além disso, será entregue outorga aos servidores mais antigos da casa ainda na ativa, Isaura de Albuquerque Cesar, da Diretoria de Pesquisas Sociais (Dipes), e Manoel Soares de Sousa, do departamento de Recursos Humanos. À tarde ocorre a Mostra Exposição, na Sala de Leitura.  

NO DERBY 
Neste mesmo dia (24), às 15h, no campus Ulysses Pernambucano, no Derby, será aberta pelo Centro de Estudos da História Brasileira (Cehibra) e pela Biblioteca Central Blanche Knopf a mostra de publicações sobre a Fundaj e seu acervo ao longo dos 70 anos. “Procuramos publicações raras, que foram importantes para a instituição. Também vamos expor catálogos de exposições realizadas nas datas de aniversários da Fundação até os dias atuais”, esclarece Betty Lacerda, coordenadora do Cehibra.

A Coordenação de Artes da Fundaj (COART) vai exibir trabalhos pertencentes à coleção de videoarte da Casa, formada por mais de 150 títulos nacionais e internacionais. Os vídeos serão exibidos em monitores colocados em alguns pontos no campus Ulysses Pernambucano. “Desde 2000 temos desenvolvido uma série de ações voltadas à promoção, reflexão e criação no âmbito da produção de vídeos e filmes de artistas. Esse compromisso teve início com a aquisição de um conjunto de mais de cem trabalhos dos pioneiros da videoarte em partes diversas do mundo. Tal coleção tem sido enriquecida ao longo dos anos com a aquisição de muitos outros trabalhos, sejam eles de artistas brasileiros que iniciaram essa prática no país ou de autoria dos mais jovens que continuam a expandir os limites da produção audiovisual.”, detalha Moacir dos Anjos, pesquisador e curador da Fundaj.

OUTRAS AÇÕES 
A preocupação com o meio ambiente também faz parte da programação comemorativa dos 70 anos da Fundaj. Resultado de uma extensa pesquisa conduzida de 2013 a 2017 pela Fundaj e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), o “Atlas Das Caatingas” será lançado em 31 de julho, durante o Seminário Embrapa Semiárido, em Petrolina.

O livro contém vários mapas, imagens de satélite, fotografias e levantamentos florísticos das áreas de conservação pesquisadas na Caatinga. Inédita no Brasil, a publicação bilíngue (português-inglês) é aguardada com entusiasmo pela comunidade científica que se dedica ao estudo do bioma e certamente irá preencher uma significativa lacuna no conhecimento desse tema.

A Editora Massangana lança no segundo semestre da Gincana Literária, jogos pedagógicos com participação de alunos do ensino médio de escolas públicas de quatro municípios de diferentes regiões do Estado. O mês de agosto presencia lançamentos de livros como “Os Afro-Brasileiros” e Anais do III Congresso Afro-Brasileiro realizado pela Fundaj.

“É um importante registro das discussões em 1982 com nacionais e estrangeiros no campo dos estudos sobre o negro no Brasil”, explica Tonico Magalhães, coordenador geral da Editora Massangana. Chegando outubro, será lançado o livro “Ecos de Clarice”, da escritora Márcia Basto, e em Novembro, a obra baseada nas andanças de Bruno Albertim por terras nordestinas, “Nordeste, Identidade Comestível”, será lançada por iniciativa do Muhne.

No mês de setembro, a Escola de Inovação e Políticas Públicas (Eipp) da Fundaj realiza o Seminário de Justiça Restaurativa, com objetivo de envolver três assuntos em uma só discussão: educação, segurança pública e justiça restaurativa.
Além da programação já definida, outras atividades serão propostas ao longo do ano até que a instituição se torne septuagenária. “Espero que a população vivencie tudo que temos dentro da instituição”, propõe Ivete Lacerda.

40 ANOS MUSEU DO HOMEM DO NORDESTE
Durante o ano de celebração até os 40 anos do Museu do Homem do Nordeste, as comemorações são temáticas. Na exposição de 40 Anos no MUHNE, 40 peças serão expostas e ao longo do ano, o livro “Muhne 40 Peças” será publicado. O Museu vai instituir a Medalha Muhne 40 Anos, e até 21 de julho de 2019, se prepara para executar o Seminário Internacional, concluir o Plano Museológico e realizar a Exposição Itinerante "NordesteS EmergenteS". “Vamos nacionalizar o Museu do Homem do Nordeste”, adianta Frederico Almeida, coordenador do Muhne.

O Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira (Cehibra) também planejou atividades para a comemoração de 70 anos da Fundaj, mas as datas ainda estão sendo definidas. As exposições Cidades Mutantes, sobre educação, cultura e cidade, realizadas virtual e materialmente, se enquadram na temática dos estudos e pesquisas realizadas nos Programas Institucionais da Fundaj e nos acervos da instituição.

Além da exposição, O Cehibra preparou em parceria com a Editora Massangana o Fios da Memória, um projeto de produção e edição de livros sobre os arquivos e coleções do acervo do Cehibra, e o Projeto de Difusão do Conhecimento, difundido por meio de livro, revista, vídeo e multimídia.

Serviço
Lançamento das marcas comemorativas e doação do acervo de Joaquim Nabuco à Fundaj
Data: 24 de julho de 2018
Hora: 9h
Local: Sala Gilberto Freyre, Fundaj Casa Forte. Av. Dezessete de Agosto, 2187.

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