Fundação Joaquim Nabuco

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Resolução humanizada de conflitos é pauta no curso de Justiça Restaurativa nas Escolas para uma Cultura de Paz

03.07.2018

Um grupo de professores, coordenadores e gestores educacionais aprenderam que o diálogo é, de fato, a arma mais poderosa para a resolução de conflitos. Durante quatro sábados, a turma do curso de Justiça Restaurativa na Escola para uma Cultura de Paz, ministrado pela Escola de Inovação em Políticas Públicas, estudou os conceitos de comunicação não violenta para criar um ambiente humanizado na mediação de confrontos. Na última aula, realizada no último sábado (30), experiências foram trocadas e a sala Sebastião Vila Nova da Fundaj/Derby, presenciou momentos descontraídos e emocionantes enquanto a turma compartilhava os rendimentos e aprendizados de cada um.




Mônica Vieira da Silva, gestora da escola Estácio Coimbra, em Santo Amaro, tomou as aulas não apenas para o âmbito profissional, como também para seu crescimento pessoal. Ela trabalha em uma área de grande vulnerabilidade social e acredita que pode aplicar o conhecimento de forma que interfira também na violência da comunidade. “Esse curso, prezando pelo diálogo, vai me ajudar muito no trabalho não só no aprendizado formal, mas nas relações com as pessoas para minimizar a violência.”

Entre os gestores escolares, a segunda sargento da Polícia Militar, Jeanne Maria Fonseca, foi uma importante presença na sala de aula. Ela integra os PMs dentro da comunidade escolar e sentiu necessidade de ter um maior conhecimento sobre como agir. “Quando ouvi falar da justiça restaurativa, vi que era a chave de abrir várias portas para tirar essa imagem repressora da polícia. É bom saber que a gente pode agir de uma forma humana, restaurativa.” Depois do curso, ela defende que deveria ser uma das matérias para se entrar em qualquer instituição. “É o que vou passar para o meu comandante e meu policiamento para que se aprofundem sobre a justiça restaurativa.”



As aulas focaram na aplicação de ciclos de construção de paz, como descreveu Maria Ferreira, coordenadora de inovação da Diretoria de Formação. “Como o foco é nas escolas, funcionários podem trabalhar situações de conflito através do diálogo e da escuta.” Segundo ela, é importante sair do paradigma da punição para entrar na conscientização e responsabilização. Esse método evita, por exemplo, que alunos sejam transferidos de escola ou até que vire um caso judicial. Maria se diz satisfeita com o rendimento da turma e reforça que desde já, há uma demanda para que outras turmas sejam abertas.

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