Fundação Joaquim Nabuco

  • Full Screen
  • Wide Screen
  • Narrow Screen
  • Increase font size
  • Default font size
  • Decrease font size

Relação entre meio ambiente e política habitacional é debatida na Fundaj

“O espaço existe, mas é necessário saber como ele será utilizado”, assegurou Antônio Jucá, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, responsável pela coordenação do evento que marcou o Dia Mundial do Meio Ambiente,  organizado pela Coordenação Geral do Centro de Dinâmicas Sociais e Territoriais (Cedist) e a Diretoria de Pesquisas Sociais (Dipes). O evento ocorreu na manhã desta quinta-feira (21).

As bases conceptivas que caracterizam cinco décadas de políticas nacionais de habitação no Brasil, podem ser citadas como subordinação macroeconômica, desvio de finalidade, projetos inadequados, manutenção precária e abandono de empreendimentos, ausência de mecanismos preventivos, provisão de moradias prontas. No geral, a questão habitacional é, fundamentalmente, uma questão social e política. Além disso, a provisão de moradias não resolve por si a déficit habitacional”, comentou Antônio Jucá.

Com o tema “A política habitacional no Brasil e sua relação com o ambiente construído”, a mesa redonda ocorreu na manhã desta quinta-feira (21) e foi composta, além de Jucá, pela presidente da Fundaj, Ivete Lacerda e a palestrante convidada, Anna Karina de Alencar.

Arquiteta e urbanista pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), PósDoc em Planejamento e com especialização em Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, Anna Karina comentou sobre o planejamento inadequado existente. “Ouvimos falar muito sobre falta de planejamento, mas o que existe é o planejamento errado. O país é extenso e não tem uma organização adequada. Precisamos conhecer que planejamento e cidade é essa que estamos construindo. Quais são os impactos gerados na vizinhança, mobilidade, coleta de lixo, saneamento básico e entre outros. O que observamos hoje são os grandes edifícios cercando os espaços públicos”, pontuou.

Ainda segundo Anna Karina, é necessário saber quem a habitação inclui. “Estamos falando de uma inclusão geral ou apenas a população que tem dinheiro? Ou podemos englobar também as pessoas que vivem nas favelas? Temos que tomar conhecimento sobre determinados assuntos. E o mercado imobiliário? Ele produz habitação para quem?”, indagou.

Navegando em: :: Outras Notícias Relação entre meio ambiente e política habitacional é debatida na Fundaj