Fundação Joaquim Nabuco

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Lucivânio Jatobá faz previsões climáticas para Pernambuco no Seminário de Tropicologia

“Nenhum outro lugar no mundo, tem a mesma complexidade dos climas do nordeste brasileiro”. É com essa premissa que durante a 410ª sessão do Seminário de Tropicologia, nesta terça-feira (19), o professor e geógrafo Lucivânio Jatobá fez algumas previsões e prognósticos, no intuito de comprovar a coexistência de fatores estáticos e dinâmicos quando o assunto é climatologia.

Dentre as previsões mais próximas, estão as chuvas mais intensas na Zona da Mata, durante os próximos meses, por causa de um fenômeno conhecido como “Onda de Leste” e do avanço de frentes frias. No prognósticos mais distantes, um sertão mais úmido, caso os efeitos do aquecimento global sigam ocorrendo até o final do século. “Me baseio no passado geológico do planeta Terra, porque quando houve o período natural de resfriamento no passado, a área correspondente ao Brasil ficou mais seca. Assim, um período de aquecimento, o deixaria mais úmido, especialmente o semiárido”, afirma Lucivânio.

Ante o tema “A Complexidade das Condições Climáticas do Trópico Semiárido Brasileiro”, Lucivânio utilizou os prognósticos dentro da análise das condições climáticas do Semiárido Brasileiro e dos fatores que explicam a natureza complexa de uma área com inúmeros problemas sociais e econômicos, cujo as origens ainda são investigadas.

Fazendo uso da ciência geográfica, Lucivânio tentou, a partir de uma hipótese levantada décadas atrás, por Gilberto Osório e Rachel Caldas Lins, esclarecer a estrutura complexa do Semiárido, “uma zona de exceção e contrastes que, do ponto de vista geográfico, não teria razão para existir”. A suspeita, comprovada recentemente, é de que uma massa de ar seco, originada nos desertos de Kalahari e Namíbia, atravessa o oceano e se direciona ao nordeste brasileiro. “Um fato remoto, com milhares de quilômetros de distância é capaz de contribuir com nosso clima”, defende Lucivânio.

Para o meteorologista Patrice Oliveira, da Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC), “o semiárido continua complexo, mesmo com tanta tecnologia”. Ainda assim, entender a natureza do semiárido nordestino é um processo fundamental para pensar em políticas públicas eficazes na garantia de um bom convívio entre o sertanejo e o sertão.

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