Fundação Joaquim Nabuco

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Cinemateca Pernambucana representa o cinema do estado na Mostra de Ouro Preto



A participação da Cinemateca Pernambucana, da Fundação Joaquim Nabuco, na 13ª Mostra de Cinema de Ouro Preto consolida a sua importância para a preservação da memória do cinema pernambucano. No Encontro de Arquivos da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual (ABPA), que ocorre dentro da mostra, é discutido com especialistas nacionais e internacionais o que está sendo feito para manter viva e disponível para o público essa memória. O encontro segue até a próxima segunda-feira (18), no Centro de Convenções de Ouro Preto, em Minas Gerais.                          

A coordenadora do Cinema da Fundação e da Cinemateca, Ana Farache, que participa do encontro, destaca que a Cinemateca trabalha com o conceito de preservação ativa. “A coleta, guarda e a gestão do acervo é apenas parte desse desafio, uma vez que a Cinemateca visa também assegurar o acesso facilitado aos conteúdos, ação fundamental para a preservação do cinema pernambucano. Acordos contratualmente estabelecido entre a cinemateca e detentores dos direitos autorais dos filmes, regem as condições de guarda e/ou difusão das produções, caso a caso”, detalha.                            

O encontro Diálogos da Preservação terá oito mesas de debates. Para o colecionador, preservador e membro fundador da ABPA, Lula Cardoso Ayres Filho, a presença da Cinemateca Pernambucana no principal fórum de preservação do país, fortalece a memória do cinema do estado. “Esse fórum completa dez anos em 2018, é o maior e mais reconhecido. Muito importante que a preservação do cinema produzido em Pernambuco esteja nesse contexto”, afirma.                                          

A Cinemateca
Inaugurada em março de 2018 pelo então ministro da Educação, Mendonça Filho, a Cinemateca Pernambucana é um local destinado à coleta, catalogação, preservação, formação, pesquisa e difusão das produções do cinema feito em Pernambuco.   

Além de filmes, reúne acervos como roteiros, cartazes, fichas de produção e fotografias. Seu foco principal é preservação e difusão em formato digital.
Surge como forma de fortalecer a cadeia produtiva do audiovisual no estado. Visa formular projetos e iniciativas voltados para a preservação ampla do acervo pernambucano e sua disponibilização para realizadores, pesquisadores, estudantes e público em geral.                                              

O espaço da Cinemateca foi aberto com uma homenagem ao realizador Geneton Moraes Neto, um dos principais diretores ligados ao movimento do super-8 do Recife, nos anos 1970. Além de ter uma sala para exibições com seu nome no local, a obra na bitola super-8 de Geneton, com 18 filmes, foi digitalizada em 4K pela Cinemateca Pernambucana. Instalada na sede da Fundação Joaquim Nabuco, em Casa Forte, está vinculada à Coordenação de Cinema da FUNDAJ, que gerencia as salas do Derby  e do Museu, onde há sessões periódicas do acervo fílmico pernambucano. A iniciativa é resultado de uma parceria com a coordenação do Cinema da UFPE (em fase final de implantação) e com a TV Escola, instituições vinculadas ao Ministério de Educação.                                      

A parceria com a TV Escola garante a difusão em canal aberto de parte do seu acervo, num modelo inovador de descentralização da preservação e disponibilização da produção cinematográfica brasileira.
O acervo da Cinemateca, com mais de 600 itens em seu espaço físico, possui 400 filmes já coletados (curtas, médias e longas metragens), e mais de 200 já disponíveis para consulta. Através do conceito de preservação ativa a Cinemateca oferece acesso facilitado ao seu acervo. “Desde o início nosso projeto visa dar acesso amplo e também remoto ao nosso acervo. Através do nosso portal, é possível assistir aos filmes da Cinemateca. Não queremos um acervo fechado, onde as pessoas precisam pedir licença para ver. Tudo está disponível e cabe ao usuário definir o que deseja conhecer”, afirma Ana Farache.                                      

Visitação
No espaço as pessoas podem descobrir desde figurinos dos filmes Tatuagem ou A História da Eternidade até roteiros originais as fichas de continuidade de Adelina Pontual.

A Cinemateca Pernambucana está aberta para o público de terça a sexta, das 9h às 16h, e aos sábados das 14h às 18h. Com monitores capacitados para atender, desde grupos que não conhecem bem a importância do nosso cinema até pesquisadores muitos especializados, as visitas para grupos compostos por até 15 pessoas devem ser agendadas pelo e mail: cinematecapernambucana@gmail.com

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