Fundação Joaquim Nabuco

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Fundaj recebe doação de coleção de literatura em quadrinhos

Por Malu Didier

12.06.2018

Com um total de 340 obras que vão de álbuns da vanguarda européia da década de 1960 à autores nacionais da geração paulista dos anos 1980, a Biblioteca Central Blanche Knopf, da Fundação Joaquim Nabuco, monta sua primeira coleção de histórias em quadrinhos. Entre as obras, estão contos de suspense, humor, ficção, jornalismo, erotismo e super-heróis, adquiridos através de uma doação formalizada nesta quinta-feira (14), na Fundaj, em Casa Forte. Estiveram presentes à assinatura, a presidente da Fundaj, Ivete Lacerda, a coordenadora da Biblioteca Blanche Knopf, Nadja Tenório, a pesquisadora Rita de Cássia e o funcionário público Rodrigo Bastos, que doou as obras à Fundaj.

Fã aficionado de quadrinhos, o funcionário público Rodrigo Bastos de Freitas, 45 anos, começou a colecionar ainda criança. A decisão de doar suas obras para a Fundaj partiu da vontade de que os quadrinhos pudessem ser acessados por outras pessoas em uma instituição de produção de conhecimento. “O quadrinho sempre foi visto com um certo estigma, algo infantil e sem substância. Eu vejo diferente, é uma forma de comunicação efetiva para quem tem talento tanto com desenho quanto com escrita.”

A atualização do acervo é uma forma da instituição se aproximar dessa linguagem e da sociedade contemporânea e seus diversos tipos de leitura. “A Fundação Joaquim Nabuco acompanha, em certa medida, o movimento intelectual, artístico e editorial das adaptações literárias para outras linguagens e formatos”, explica a historiadora da casa, Rita de Cássia Barbosa. Segundo ela, as HQs servem como importante fonte de pesquisa para gerar conhecimento e produzir obras em formatos variados, além de conservar o apreço pelo “colecionismo”. 

A acervo estará disponível para consulta pública a partir do segundo semestre de 2018. A coordenadora da Biblioteca Central Blanche Knopf, Nadja Tenório Pernambucano, reitera que é de extrema relevância para a biblioteca ter um acervo em quadrinhos, que busca mais do que apenas o entretenimento: “É uma ferramenta de estímulo, que contribui para ações de leitura inteligente, sem deixa de contemplar um público mais jovem.” 

Deixando de lado o apego afetivo, Rodrigo está satisfeito que toda sua coleção se manteve inteira com a doação e serve de exemplo para quem quer doar obras. “Apesar da coleção ter tido um valor sentimental por muito tempo, chega uma hora que a gente precisa desapegar.” 

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