Fundação Joaquim Nabuco

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Laborarte organiza treinamento para preservação e conservação de acervos em papel

12.06.18



A restauração em papel é irreversível, se feita da forma errada. É um registro perdido, além de mexer com a originalidade do documento. Para evitar erros no processo, a demanda para aprender a conservação preventiva vêm crescendo entre arquivistas, bibliotecários e documentalistas. O Treinamento Noções de Preservação de Acervos em Papel foi montado pelo Laboratório de Pesquisa, Conservação e Restauração de Documentos e Obras de Arte (Laborarte) da Fundaj a pedido das instituições públicas por assessoria técnica para preservação de livros, mapas, registros e diplomas.

“Falar de conservação e preservação ainda causa estranhamento. Quando a gente leva essa bagagem para o nosso local de trabalho, dizendo que existem profissionais discutindo o assunto, isso já muda” afirma a chefe do assentamento funcional digital da Universidade Federal de Pernambuco, Maria Cristina Balbino. Ela já trabalhou na área, mas quer ampliar o conhecimento para implantar as técnicas em seu trabalho. Ela diagnosticou em seu setor certa falta de conhecimento, então quis se especializar para instruir seu pessoal.

Dalmarice Pugliesi trabalha no Arquivo Público de Alagoas e também notou alguns descuidos quando foi para lá. Ela já havia feito um estágio de conservação no Laborarte e conseguiu remediar algumas situações: “A primeira coisa que notei era que vários documentos estavam acondicionados em papel madeira, que é um papel muito ácido. Tirei todos que estavam assim e coloquei um papel sem acidez.” Ela espera que com esse curso, consiga aperfeiçoar ainda mais suas técnicas.



A coordenadora do Laborarte e idealizadora do treinamento, Ana Marques, pensou no curso de forma que contemplasse tanto a teoria quanto a prática. Além das aulas, as oficinas percorrem etapas que contemplam desinfestação, acondicionamento, higienização e encadernação. “É todo um estudo, para fazer um diagnóstico. Isso dá autonomia, por que vão detectar problemas no acervo, de luz, umidade, temperatura e outros fatores, para evitar que as obras degradem.”

Todos os professores são restauradores da Fundaj, sendo eles Givaldo Batista, Salomão Dalzy e José Edson de Araújo. Givaldo ministrou a primeira aula para a nova turma e afirma que a maioria não teve acesso à parte prática dos laboratórios. “Eles tem o local e todas as máquinas de restauro, mas não sabem manusear. Desse curso, eles saem com uma visão ampla de como, no mínimo, saber quem procurar para resolver os problemas do da a dia do acervo.”

Esta é a sexta e última turma do primeiro edital, iniciado em 2015. A primeira aula foi realizada na última segunda-feira (11) e reuniu representantes de  UFPE, UFPB, FDR, Arquivo Público de Alagoas, Tribunal da Justiça da Paraíba, IFPB.

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