Fundação Joaquim Nabuco

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10 obras que você tem que conhecer no Museu do Homem do Nordeste

 18.04.2018

O Museu do Homem do Nordeste é um museu antropológico, que difere de um museu histórico pois não busca retratar a história. Seu objetivo é mostrar o povo nordestino em evolução física, social e cultural, além de contar a história de como a população nordestina surgiu e se tornou o que é hoje, por meio de influências de diferentes povos, com diferentes hábitos, culturas e religiões.
 

Por isso seu acervo é composto de peças que tanto foram utilizadas pelos antepassados quanto por pessoas que estão no nosso cotidiano. De acordo com o coordenador de museologia do Muhne, Albino Oliveira, a maior desafio do museu é identificar quem é o homem do Nordeste hoje, quais suas características, como se comporta e se expressa. “É um museu vivo e que deve estar em constante atualização para acompanhar a evolução desse homem”, explica Oliveira.  

Na exposição de longa duração é possível observar as influências sofridas pelo homem nordestino. As salas apresentam objetos de povos que contribuíram para a formação da cultura nordestina. Peças ligadas à origem portuguesa, francesa, holandesa, indígena e negra que foram absorvidas pelo Nordeste. Escolher algumas peças que definem a exposição do Muhne é difícil, mas o chefe da Divisão de Estudos Museais e Ações Comunitárias, Henrique Cruz selecionou dez obras que devem ser visitadas pelos frequentadores do Muhne. Confira:

 

A jangada 
No dia 16 de julho de 1972, cinco cearenses partiram de Fortaleza, à bordo
da jangada José Lima Verde, em direção a Ilha Bela, São Paulo. Tinham como objetivo levar a jangada até Brasília e oferecê-la ao Presidente Médici. Como homenagem do Ceará ao aniversário de 250 anos da independência do Brasil. Este era, ao menos, o pretexto para a viagem, uma vez que para os jangadeiros o que ela realmente representava era a esperança de melhores condições de vida. O Presidente Médici doou a jangada José Lima Verde ao Museu Histórico Nacional (RJ) em novembro de 1972. Onze anos depois, o museólogo Mário Chagas fez um acordo com o Museu Histórico Nacional para que ela fosse enviada ao Museu do Homem do Nordeste. 
 

 

 

A calunga 
Dona Joventina é uma entidade espiritual que é reverenciada pelos integrantes do Maracatu Nação Estrela Brilhante do Recife, fundado em 1906 por Cosme Damião Tavares. Ela é mais conhecida por Calunga e foi doada pela antropóloga norte-americana Katarina Real no ano de 1996 ao Muhne, como ato de restituição de um patrimônio cultural do Recife.


O praiá 
É um ritual que faz parte do culto aos encantados(seres espirituais míticos da natureza) promovendo a união entre o universo dos encantados e dos homens. A peça exposta foi adquirida no povo Pankararé exclusivamente para o acervo do Muhne, e por isso não passou pelo ritual de consagração.

 


A sala do navio negreiro 
É um espaço de contrastes sociais que traz a representação de como os escravos eram trazidos nos navios negreiros em péssimas condições, eles amarravam os escravos pelos pés e pelas mãos. E do outro lado mostram a riqueza dos senhores através de um açucareiro todo feito de ouro e pedras preciosas. Para harmonizar esse ambiente de diferenças eles criaram uma acústica que traz o som do navio negreiro.
 

 

Formas de pão de açúcar 
Doada por Eugênio Bandeira dos Santos a forma de açúcar mascavo, mais conhecida como Formas de Pão de Açúcar chegou ao Museu do Açúcar em 1962, um ano antes da exposição “ O açúcar e o homem”. A madeira com furos para forma veio do Engenho São José, em Vitória de Santo Antão.
 

 

O acervo Maracatu Nação Elefante
O Maracatu Nação Elefante foi criado em 1800, no bairro da Boa Vista, Recife. É conhecido por suas características marcantes, uma delas é possuir três calungas: Dona Leopoldina, Dom Luís e Dona Emília. Em 1962, depois do falecimento de sua ultima rainha, Dona Santa, o maracatu deixou de desfilar. Em 1979 passou a fazer parte do acervo do museu.
 

 

O coração 
Feito de madeira e sem data definida de criação, ele veio ao Muhne do Engenho Quebrangulo, em Alagoas. É registrado como a primeira peça do Museu do Homem do Nordeste.
 

 

O carro de boi 
O carro de boi do museu foi realizado com a técnica da carpintaria sendo composto por ferro e madeira. Sua origem é do Engenho do Jacaré, localizado em São Lourenço da Mata. Foi doado ao museu por Osvaldo Loureiro de Souza.
 

 

Tapete dois touros 
Réplica do tapete Gobelin da série Novas Índias, foi executada em 1735. O tapete traz no alto o brasão da família pernambucana Lima Cavalcanti de Araújo.
 

 

ABC da cana 
São 26 fotografias coloridas que trazem o alfabeto demonstrado com cana-de-açúcar. Esse trabalho foi inspirado pelas gravuras em Nanquim pelo artista Luís Jardim para a revista Brasil Açucareiro, em 1957. Pertencem ao acervo do Cehibra da Fundação Joaquim Nabuco.
 

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