Fundação Joaquim Nabuco

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Volume 32 da Revista Cadernos de Estudos Sociais é lançado

A Revista Cadernos de Estudos Sociais da Fundaj lança nesta sexta-feira (6) o Volume 32, n.2 (2017) do Dossiê: Infância, Educação e Sociedade. Nesta edição, o dossiê tem como proposta desconstruir a forma com o qual o tema é enxergado. Por meio de debates inovadores, com conceitos e valores e referenciais teóricos, tenta trazer para a sociedade novos conhecimentos que deixam de ser abordados de formas tradicionais.

"A ideia de um dossiê que articule as temáticas infância, educação e sociedade surge da necessidade de desconstrução desses conceitos em sua forma essencializada. Muitos estudiosos têm abandonado um modelo particular e universal de infância e oportunizado discussões acadêmicas mais plurais, onde as infâncias e suas crianças são vistas em contextos sócio-históricos e culturais, que as reconhecem como sujeitos de direito", ressalta parte do editorial da publicação.

Esses novos estudos propõem que sejam definidas novas bases ideológicas e estruturais para a sociedade, criando assim um novo estatuto, garantindo melhorias na qualidade de vida, com o objetivo dar a todas as crianças o direito de viver sua infância de forma plena, sem padrões de normalidade impostos.

A Revista Cadernos de Estudos Sociais tem como editores os pesquisadores da Fundaj Beatriz Mesquita (editora-chefe), Diogo Helal e Patrícia Maria Uchôa Simões. Para esta edição, os editores temáticos são Patrícia maria Uchôa Simões, Vera Maria Ramos de Vasconcellos, professora titular do Departamento de Estudos da Infância e do Programa de Pós-graduação em Educação, da UERJ; e Adelaide Alves Dias, professora titular da UFPB e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Educação e Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos, Cidadania e Políticas Públicas

Para acessar a Revista, clique aqui


Confira o editorial
Um movimento de desconstrução como esse exige reconstruções de conceitos e valores, levando a novos conhecimentos, referenciais teóricos e escolha de outras ferramentas metodológicas ao invés das tradicionais, que no todo se constitui em uma revisão epistemológica e praxeológica das abordagens dos estudos da infância, da educação e da sociedade, capaz de contemplar a complexidade desses fenômenos e suas interfaces.

Já não é possível ver a infância como única, nem mesmo buscar um padrão de normalidade que a reconheça em uma categoria isolada de desenvolvimento. Outras categorias sociais ou geracionais são necessárias, pois os estudos da infância pertencem ao campo da interdisciplinaridade, o que implica na conjugação de diferentes perspectivas teóricas e metodológicas. Isso posto, passamos a perceber as culturas infantis, antes invisibilizadas nas culturas adultocêntricas e as diversidades corporais, libertas da reinstitucionalização da infância na contemporaneidade.

No mesmo sentido, a visão do que se entende por educação é central em qualquer projeto de sociedade, pois ela baliza tanto discursos sociais que buscam o progresso e o desenvolvimento, quanto aqueles que priorizam o direito à igualdade, diversidade e justiça social. Os discursos dos sistemas educacionais da contemporaneidade voltados para projetos sociais racionalizadores tratam a educação como abstrata, a-histórica e universal. Os novos estudos sociais da infância propõem a reinstitucionalização da mesma na modernidade, o que implica uma revisão crítica àquela perspectiva, focalizando a escola e a educação como instâncias que definem as bases ideológicas e estruturais de uma sociedade, criando um novo estatuto social para as crianças, garantindo-lhes o direito de viverem as suas infâncias.

Sendo assim, a discussão sobre a criança como ser de direitos e a infância enquanto categoria social envolve também a desconstrução da leitura que se faz sobre as interações entre crianças, entre crianças e adultos e a construção de identidades sociais. Não há qualquer possibilidade de propor novos elementos de análise da infância sem passar por essa revisão do que se compreende por processos de socialização e protagonismo infantil.



A Revista Cadernos de Estudos Sociais
Desde 1985 a Fundação Joaquim Nabuco publica semestralmente a revista, que vem sendo realizada com a proposta de alternar suas edições, utilizando temas livres e variados de acordo com a demanda no meio acadêmico. Em 2012 passou por mudanças institucionais que tinham como meta a renovação na política editorial, focando suas publicações nas principais vertentes das áreas de ciências humanas e sociais.

O processo de avaliação de artigos é feito por pares, realizado por corpo de convidados de grande reconhecimento no campo das ciências humanas. As chamadas para publicação são feitas por editais, mas mantém-se também uma política de recebimento em fluxo contínuo, através do sistema de submissões online, por meio de cadastro pelo portal da revista.

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