Fundação Joaquim Nabuco

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Debate "De Frente Pra Costa" aborda desafios da comunicação na proteção ambiental



"Os desafios da Comunicação na Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais" foi o tema do Ciclo de Debates de Frente pra Costa, realizado na última quinta-feira (8), no campus Apipucos da Fundação Joaquim Nabuco. O objetivo do ciclo é refletir as várias temáticas ligadas às regiões costeiras e ribeirinhas, seja a partir de experiências empíricas, seja oriunda de reflexões teóricos-metodólogicos. A temática do encontro é concebida no âmbito da pesquisa Unidades de Conservação como Lugares Educadores, e traz para a discussão o tema da comunicação em Unidades de Conversação (UCs). O universo que compõe a gestão participativa das UCs aponta a necessidade de construir processos que contribuam para o envolvimento ativo da sociedade, mas existem inúmeros desafios para colocar em movimento instrumentos de comunicação adequados para ampliar o diálogo com as comunidades locais.

Edilene Barbosa Pinto, pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco que atua na Coordenação Geral do Centro de Dinâmicas Sociais e Territoriais (Cedist) destacou que a comunicação é de fundamental importância para nivelar e disseminar as informações expostas ao público. “O evento é contínuo e, desde a antiga CEGEA (Coordenação Geral de Estudos da Amazônia), ele existe. Por conta dele, pessoas de várias instituições e movimentos têm agregado bastante nos debates que promovemos”, pontuou.

O palestrante convidado, Diego da Silva Santos, biólogo, gestor de turismo, e bolsista pesquisador na APA Costa dos Corais pelo Projeto Áreas Costeiras e Marinhas Protegidas, ressaltou o desafio de aproximar a discussão científica das pessoas. “Precisamos alinhar as informações e tirar as linguagens técnicas. Dessa forma, buscamos nos aproximar das pessoas. É necessário que a própria comunicação interna não seja falha", destacou. Diego destacou que os processos de comunicação do ICMBio Instituto Chico Mendes, onde é voluntário, passaram por análise para que essas falhas não prejudiquem o andamento do projeto. "Identificamos as falhas e, depois disso, começamos a montar uma assessoria de imprensa que responda melhor e organize as informações repassadas do ICMBio. Dessa forma, colocamos em prática os processos da comunicação efetiva para que a participação da sociedade na gestão seja mais qualificada", explicou.


De acordo com Edilene, é desafiador preencher os vazios pedagógicos, culturais e políticos existentes entre o sistema de gestão preconizado pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação, sua implantação nas UCs e a realidade existe no nível local. Isso torna-se ainda mais complexo no caso das Áreas de Proteção Ambiental (APAs), cuja diversidade de tipologias de conservação existentes em seu interior e a efetiva presença de distintas atividades econômicas, nem sempre convergentes com a proteção ambiental, desencadeia tensões e conflitos. Discutir isso à luz de experiência concreta é a proposta do evento.

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