Fundação Joaquim Nabuco

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Balanço do Proinfância no Nordeste é tema de projeto da Fundaj

26.02.2018

“A educação infantil é uma das mais caras etapas de ensino no Brasil”, atesta a pesquisadora da Fundaj, Patrícia Simões. De acordo com ela, entre 0 a 5 anos de idade, são exigidos cuidados e materiais muito específicos dentro das escolas. Isso eleva o custo e torna necessária a implementação de programas de financiamento.

Os dados dão base a pesquisa “Avaliação do Proinfância na Região Nordeste: Acesso e qualidade da Educação Infantil em questão”, desenvolvida pela pesquisadora para analisar as dificuldades, os desafios e alternativas do Proinfância na região. Segundo ela, essa é a faixa etária mais importante para todo desenvolvimento que vem depois na vida do estudante.

Por causa de dificuldades históricas no financiamento da educação pública infantil, o Proinfância foi implementado para direcionar verba federal aos municípios de forma a diminuir as dificuldades de investimento em creches e instituições. “É uma ação essencial, por que implica que todo recurso destinado a educação infantil vai ter um efeito muito maior do que em outros momentos”, explica a pesquisadora. Quem mais se beneficia são as camadas carentes. Ela argumenta que a classe média tem outras opções de educação, mas o capital cultural da criança mais pobre é quase todo em escola.

A pesquisa integra o Programa Institucional da Fundaj “Territórios de Educação e Cultura”. De acordo com a bolsista Mariana Barbosa, responsável pela análise do programa no âmbito rural, fazer parte do estudo é enriquecedor para sua área. “Sempre quis trabalhar com psicologia da educação, saber como funciona a construção das leis infantis ao longo das décadas, educação pública e a questão específica do campo.” Ela ressalta ainda a importância dos movimentos sociais para conquistas na educação.

Até o momento, os resultados do trabalho foram apresentados em dois workshops e um seminário com público que misturou gestores, dirigentes das escolas e pesquisadores. Para Patrícia, é importante levar o estudo para além do meio acadêmico para que se tenha uma ampla percepção do que já foi alcançado e do que ainda resta fazer. “Existe uma meta no plano nacional de educação de 2014 afirmando que todas as crianças devem estudar. Pelo menos 50% de 0 a 3 devem estar na escola e a gente está longe dessa meta. Hoje, nem 20% das crianças menores estão em creches. Se o Proinfância não tiver continuidade, não será alcançada.”

Por um lado mais positivo, a pesquisa mostra que cerca de 30% dos projetos institucionais conseguiram ser concluídos por conta do programa. Segundo ela, é um número estrondoso comparado a investimentos sem o recurso. “Hoje, o Proinfância dá identidade à educação infantil“, conclui.

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